<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007</id><updated>2011-11-27T16:05:58.174-08:00</updated><title type='text'>A arte de ler</title><subtitle type='html'>Literatura Brasileira</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>67</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-8621573771155808957</id><published>2011-05-12T12:48:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:32.014-07:00</updated><title type='text'>Ruth Rocha</title><content type='html'>Nascida em São Paulo, capital, em 1931, Ruth Rocha sempre viveu em São  Paulo. Foi orientadora educacional e editora. Começou a escrever artigos  sobre educação p&lt;span id="Texto" style="display: inline;"&gt;ara a revista  Cláudia, em 1967. Em 1969 começou a escrever histórias infantis para a  revista Recreio. Em 1976 teve seu primeiro livro editado. De lá para cá  publicou mais de cem livros no Brasil e vinte no exterior, em dezenove  diferentes idiomas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-8621573771155808957?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8621573771155808957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8621573771155808957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/ruth-rocha.html' title='Ruth Rocha'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1246297672352667359</id><published>2011-05-12T12:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:32.213-07:00</updated><title type='text'>Ana Maria Machado</title><content type='html'>&lt;p&gt;                     Jornalista, professora, pintora e escritora com mais de cem  livros publicados, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 24 de dezembro  de 1941. Fundou a primeira l&lt;span id="Texto" style="display: inline;"&gt;ivraria  infantil no Brasil. Exerce intensa atividade na promoção da leitura e  fomento do livro. Ocupa a Cadeira nº 1 da Academia Brasileira de Letras.  Ana Maria recebeu muitos prêmios, entre eles o Hans Christian Andersen,  o prêmio mais importante da literatura infantil. Seus livros já foram  traduzidos em aproximadamente dezesseis países e já venderam alguns  milhões de exemplares. Pela Global Editora tem publicado as seguintes  obras: Brincadeira de Sombra, Eu Era Um Dragão, A Grande Aventura de  Maria Fumaça, Maré Baixa, Maré Alta e Meu Reino por Um Cavalo e Califa  Cegonha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1246297672352667359?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1246297672352667359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1246297672352667359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/ana-maria-machado.html' title='Ana Maria Machado'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-142560183221788480</id><published>2011-05-12T12:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:31.713-07:00</updated><title type='text'>Cora Coralina</title><content type='html'>Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que o mundo conhece como Cora  Coralina, nasce em Vila Boa de Goiás (Goiás Velho) a 20 de agosto de  1889. Órfã de pai, che&lt;span id="Texto" style="display: inline;"&gt;ga apenas ao quarto "livro" do primário.&lt;br /&gt;A  mãe não gosta dessa coisa de estudo. Moça "sabida" não consegue marido.  Aninha prefere ler a ir ao baile e, aos 14 anos, publica o primeiro  conto. Para sossego de dona Jacinta, aos 22 anos a filha casa com  Cantídio Bretas, juiz de direito, 44 anos.&lt;br /&gt;O casal se muda para  Avaré, interior de São Paulo. A esperada vida nova se torna martírio:  "Ele tinha a tara do ciúme, de dia e de noite. (...) Era mais culto e  eu, mais inteligente. Ele não me perdoava isso. Não pude me apegar a  ele, porque ele não me deu nenhuma oportunidade."&lt;br /&gt;Viúva aos 46 anos e  com três filhos para criar (a mais velha já estava casada), Aninha  arregaça as mangas. Vende livros, lingüiça caseira, banha de porco.  Compra sítio em Andradina (SP) e trabalha na roça durante 16 anos.  Filhos criados, tem fim a história de Aninha. Nasce Cora Coralina.&lt;br /&gt;De  onde tirou o nome? "Em Goiás, havia muitas Anas por causa da padroeira  da cidade, Santa Ana. Não queria que nenhuma Ana mais bonita levasse as  glórias da minha poesia. Cora vem de coração. Coralina é a cor vermelha.  Cora Coralina é um coração vermelho. Minha intenção era não ter xará."&lt;br /&gt;Em  1956, volta para sua Goiás. Vende doces para comprar a antiga casa da  família. Objetivo atingido, pode finalmente dedicar-se apenas à poesia.  Aos 75 anos, lança o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e  Estórias Mais. Depois, Meu Livro de Cordel e Vintém de Cobre - Meias  Confissões de Aninha. É premiada e festejada. Produz material suficiente  para mais três livros, editados postumamente. Morre a 10 de abril de  1985. De sua vida e obra, fica a lição de otimismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca  escreverei uma palavra para lamentar a vida. Meu verso tem cheiro dos  currais: é a água corrente, é tronco, é fronde, é folha, é semente, é  vida&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-142560183221788480?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/142560183221788480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/142560183221788480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/cora-coralina.html' title='Cora Coralina'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-6463008036543021747</id><published>2011-05-12T12:43:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:31.961-07:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa</title><content type='html'>Fernando (António Nogueira) Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa. Em 1912,  publicou seu primeiro artigo, "A nova poesia portuguesa sociologicamente  considerada", na&lt;span id="Texto" style="display: inline;"&gt; revista A  Águia. Em 1914, escreveu os primeiros poemas dos heterônimos Alberto  Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, aos quais daria personalidades  complexas. Sob o nome de Bernardo Soares, Fernando Pessoa escreveu os  fragmentos mais tarde reunidos em O livro do desassossego. No ano  seguinte, com escritores como Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro,  lançou a revista de poesia de vanguarda Orpheu, marco do modernismo em  Portugal e que daria grande projeção ao poeta. O único livro de poesia  em português que publicou em vida foi Mensagem (1934), marcado pela  visão mística e simbólica da história lusa. Fernando Pessoa morreu em  1935, em Lisboa.&lt;/span&gt;                                       &lt;a href="http://www.oyo.com.br/autores/editar/?251"&gt;          &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-6463008036543021747?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6463008036543021747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6463008036543021747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/fernando-pessoa.html' title='Fernando Pessoa'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-7009170702961887698</id><published>2011-05-12T12:41:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:32.269-07:00</updated><title type='text'>Zibia Gasparetto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Zíbia Gasparetto (Campinas, 29 de julho de 1926) é uma escritora  espiritualista e médium brasileira. De ascendência italiana, casou-se  aos vinte anos de idade, &lt;span id="Texto" style="display: inline;"&gt;por  amor, com Aldo Luiz Gasparetto, com que teve quatro filhos, entre os  quais o também médium, escritor e apresentador de televisão Luiz Antonio  Gasparetto. Em 1950, já mãe de dois filhos, alega ter acordado certa  noite sentido o corpo formigar. Levantou-se, passando a andar pela casa  como um homem, falando em alemão, idioma que desconhecia. O marido,  surpreendido e assustado, recorreu ao auxílio de uma vizinha que, ao  chegar à residência da família, começou a rezar, voltando Zíbia ao  normal. No dia seguinte, Aldo Luiz dirigiu-se a uma livraria, onde  adquiriu O Livro dos Espíritos, e juntos, começaram a estudar a Doutrina  Espírita. Aldo Luiz começou a freqüentar as reuniões públicas da  Federação Espírita do Estado de São Paulo, mas Zíbia não tinha como  acompanhá-lo, pois não tinha com quem deixar as crianças. Semanalmente,  entretanto, faziam juntos um estudo no lar, período em que a médium diz  que principiou a sensação de uma dor forte no seu braço direito, do  cotovelo até à mão, que se mexia de um lado para o outro sem que a mesma  pudesse controlá-lo. Aldo Luiz colocou-lhe um lápis e papel à frente, e  tomando-os, Zíbia principiou a escrever rápidamente. Ao longo de alguns  anos, uma vez por semana, foi psicografado desse modo, o seu primeiro  romance, O Amor Venceu, assinado pela entidade denominada Lucius. Quando  datilografado e pronto, a médium encaminhou-o a um professor de  História da USP, que à época dirigia um grupo de estudos na Federação  Espírita, solicitando-lhe uma opinião. Quinze dias mais tarde, o  professor telefonou-lhe informando-a de que era ele quem escolhia os  livros a serem publicados pela Editora LAKE, que a obra era boa e que  desejavam publicá-la. Atualmente, a médium escreve pelo computador,  quatro vezes por semana, em cada dia uma obra diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-7009170702961887698?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7009170702961887698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7009170702961887698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/zibia-gasparetto.html' title='Zibia Gasparetto'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-639631447929552862</id><published>2011-05-12T12:30:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:32.061-07:00</updated><title type='text'>Literatura Goiana - Parte VI</title><content type='html'>O sexto período da evolução de nossa literatura está em curso, em meio a  grandes transformações em nosso meio sócio-econômico-cultural. A  criação de duas universidades, e a Federal e a Católica (PUC), a  fundação de Brasília, em 1960, representaram uma mudança no ambiente  cultural. Surgiu o GEN (Grupo de Escritores Novos), propondo uma  instauração estética intitulada de Práxis, por seu criador, o poeta  Mário Chamie. Pontificaram neste movimento literário goiano escritores  que viriam a se tornar representativos de nossa literatura, como Miguel  Jorge, Heleno Godoy, Yêda Schmaltz, Carlos Fernando Magalhães, Luiz  Araújo, Luiz Fernando Valadares e Geraldo Coelho Vaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Editora Oriente, liderada pelos irmãos Taylor e José Oriente, publica  centenas de títulos de autores novos e já consagrados. Surgem, neste  período, nomes como Gabriel Nascente, Alaor Barbosa, Maria Helena Chein,  Emílio Vieira, Eduardo Jordão, Ciro Palmerston, Marieta Telles Machado,  Martiniano J. Silva, Brasigóis Felício, Delermando Vieira, Dionísio  Pereira Machado, Salomão Sousa, Helvécio Goulart, Luiz de Aquino, Edival  Lourenço, Helverton Baiano, Almáquio Bastos, Ubirajara Galli, Tagore  Biram, Pio Vargas, Itamar Pires, Edir Meireles,Fausto Valle, Jaci  Siqueira, Alice Spíndola,Ana Cárita, Diva Goulart, Kleber Adorno, Lygia  Rassi, Ebert Vêncio, Celso Cláudio, Augusta Faro, Leda Selma, Maria  Abadia Silva, Pedro Tierra, Edmar Guimarães e Valdivino Braz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gen deu significativa contribuição à renovação e modernidade dos  estilos literários, como assinalou a ensaísta Moema de Castro e Silva  Olival, em seu livro Gen – um sopro de renovação em Goiás – editora  Kelps 2000): “Foi, sem dúvida, um divisor de águas na vida literária de  Goiás, um vento promissor: conhecer, discutir, confrontar para renovar.”  Uma renovação colocada em xeque, pelo ensaísta Gilberto Mendonça Teles,  que via no movimento de renovação praxista em Goiás um entusiasmo  juvenil, sem consistência e maturidade. O tempo veio provar que o alarde  feito em torno da dita “instauração práxis” era fogo fátuo (fogo de  palha) de vez que os nomes do Gen, que vieram a se confirmar como nomes  expressivos, deram, sim, uma contribuição notável, por sua participação  no debate literário, mas as obras que escreveram posteriormente têm  (felizmente) pouco ou nada a ver com a hermética proposta estética  defendida por Mário Chamie. A confirmação como escritores veio de seu  talento literário, não dos postulados estéticos defendidos com ruído e  furor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação da Fundação Cultural Pedro Ludovico, em substituição à  Secretaria Estadual de Cultura deu maior impulso à literatura, com o  Instituto Goiano do Livro, dirigido pela poetisa Yêda Schmaltz, criando  coleções importantes, e instituindo concursos e oficinas literárias. A  editora Kelps inicia intensa atividade editorial, publicando centenas de  títulos de autores goianos, divulgando-os nas Bienais do livro,  realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na crítica literária  destacam-se Gilberto Mendonça Teles, José Fernandes, Moema de Castro e  Silva Olival, Maria Zaira Turchi, Vera Maria Tietzman e Darcy França  Denófrio, dentre outros. Com três nomes consagrados, Bernardo Elis, José  J. Veiga e Cora Coralina (sendo os dois últimos em nível internacional)  Goiás tem notáveis personalidades na literatura, a exemplo de Paulo  Nunes Batista, Valdemes Menezes, Braz José Coelho, Antônio José de  Moura, William Agel de Mello, Gil Perini, Hilda Gomes Dutra Magalhães,  Helena Sebba, Ercília Eckel, Adelice da Silveira Barros, Luiz Estevão,  Francisco de Brito, Isócrates de Oliveira, Célia Coutinho Seixo de  Brito, Anatole Ramos, César Baiochi, Hélio Rocha, Maria Terezinha  Martins, Carmo Bernardes e Francisco Perna Filho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-639631447929552862?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/639631447929552862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/639631447929552862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/o-sexto-periodo-da-evolucao-de-nossa.html' title='Literatura Goiana - Parte VI'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-8039252903516868795</id><published>2011-05-12T12:27:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:31.855-07:00</updated><title type='text'>Literatura Goiana - Parte V</title><content type='html'>O quarto período é a fase da transição literária, encontrando as mais  variadas influências das escolas romântica, parnasiana, simbolista e  moderna. É o período das grandes mudanças, enfatiza Gilberto Mendonça  Teles, em A poesia em Goiás. Neste período vêm à publicação obras de  João Accioly Barro preto, Derval de Castro páginas do meu sertão e Pedro  Gomes, com Pito aceso. A poesia teve reduzida importância nesta fase. O  quinto período, para GMT, inicia-se em 1942, com o Batismo Cultural de  Goiânia, e a publicação da revista Oeste, indo até a realização, pela  União Brasileira de Escritores de Goiás, da I Semana de Arte em Goiás,  realizada em 1956.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato de grande importância foi a criação da Bolsa de Publicações Hugo de  Carvalho Ramos, que teve Bernardo Elis como seu primeiro ganhador, com a  obra Ermos e gerais. Em 1954, realizou-se em Goiânia o I Congresso  Nacional de intelectuais, com a presença de personalidades conhecidas,  de outros países, como o poeta Pablo Neruda. Lamentavelmente, Gilberto  Mendonça Teles não atualizou seu livro A poesia em Goiás, quando da  publicação de sua segunda edição, deixando assim de registrar um número  expressivo de poetas, surgidos a partir de 1970. Muitos deles ganharam  concursos de nível nacional e mesmo internacional, firmaram-se como  grandes poetas, mas não estão referidos na segunda edição desta obra, o  que diminui sua importância histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A implantação do modernismo literário brasileiro, iniciada com Leo  Lynce, teve continuidade com as obras de Bernardo Elis, José Décio  Filho, José Godoy Garcia, Afonso e Domingos Félix de Sousa, além do  próprio Gilberto Mendonça Teles, um pouco mais tarde, como poeta e  crítico de literatura. Uma de suas obras fundamentais é A poesia em  Goiás, além de Saciologia goiana (poesia) e obras de referência, no  gênero ensaio, estudando os manifestos da modernidade literária, e a  poesia de Carlos Drummond de Andrade. Neste período destacaram-se também  o romancista e contista Eli Brasiliense, com “Chão vermelho” e “Pium”.  Bariano Ortêncio estreou em 1956, com O que foi pelo sertão.  Ficcionista, cronista e folclorista, Bariani Ortêncio é uma das mais  destacadas personalidades literárias de Goiás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcam ainda este período autores como Ursulino Leão, romancista,  contista e cronista, sendo o romance Maya um de seus trabalhos mais  aplaudidos. Outros autores também destacaram-se, como Pedro Celestino,  Geraldo Ramos Jubé, Monsenhor Primo Vieira, José Lopes Rodrigues,  Demóstenes Cristino, Basileu Toledo França, Regina Lacerda, Rosarita  Fleury, Nelly Alves de Almeida, Jesus Barros Boquady, Getúlio Vaz, Mário  Rizério Leite, Leo Godoy Otero e Ada Curado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-8039252903516868795?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8039252903516868795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8039252903516868795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/literatura-goiana-parte-v.html' title='Literatura Goiana - Parte V'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-5889798468578879348</id><published>2011-05-12T12:23:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:31.914-07:00</updated><title type='text'>Literatura Goiana - Parte IV</title><content type='html'>O terceiro período da evolução histórica de Goiás, assinala Coelho Vaz –  inicia-se com a instalação do curso da Academia de Direito, a fundação  da Academia de Letras e a revolução de 1030. A publicação do livro  Ontem, de Leo Lynce, marca o surgimento do modernismo em Goiás, com  atraso de seis anos, em relação à Semana de Arte Moderna, realizada em  São Paulo, em 1922. O mais expressivo e talentoso autor deste período  foi, inegavelmente, Hugo de Carvalho Ramos, autor de Tropas e boiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em estilo regionalista que provocou impacto, logo após sua publicação,  este autor goiano mereceu saudação entusiástica, por parte de Monteiro  Lobato, e de outros escritores e críticos de sua época. Reconhecido como  gênio literário, por parte da crítica, Hugo de Carvalho Ramos não  conheceu a glória literária, pois que matou-se, ainda muito jovem, em  meio a uma crise de depressão. Os nomes que marcaram este período foram,  portanto, Hugo de Carvalho Ramos, com Tropas e boiadas e, na poesia,  Leo Lynce, com Ontem, título contraditório, pois que colocava a  longínqua paisagem do sertão profundo de Goiás no cenário da modernidade  literária brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-5889798468578879348?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5889798468578879348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5889798468578879348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/literatura-goiana-parte-iv.html' title='Literatura Goiana - Parte IV'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1650179225092073702</id><published>2011-05-12T12:21:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:32.112-07:00</updated><title type='text'>Literatura Goiana - Parte III</title><content type='html'>O segundo período vai de 1830 a 1903, da publicação do primeiro jornal  goiano à instalação da Academia de Direito de Goiás, e a fundação da  Academia de Letras, na cidade de Goiás, sede da capital da Província.  “Em quase um século, muitos acontecimentos marcaram a vida cultural do  Estado. Ainda no século XIX, foram criados o Liceu de Goiás e a primeira  biblioteca pública, o Gabinete Literário Goiano, o Teatro São Joaquim, o  seminário Santa Cruz, onde se formaram notáveis personalidades da vida  cultural de nosso Estado. Bernardo Guimarães, importante romancista,  reside em Catalão, na condição de Juiz de Direito nomeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro livro impresso, já em 1863, foi Viagem ao rio Araguaia, de  autoria de Couto Magalhães, então governador. O vulto literário mais  importante desta época é o poeta romântico Antônio Félix de Bulhões  Jardim (1845-1887), que defendia ideais abolicionistas. Outros nomes  importantes do período foram os poetas Higino Rodrigues (1869-1906),  autor do famoso soneto A pinta preta, Manoel Lopes de Carvalho Ramos  (1865-1911), autor do célebre poema Goyania, e mais Edmundo Xavier de  Barros, Alceu Victor Rodrigues, Genuíno Correa, Matias da Gama e Silva e  Augusto Eliseu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1650179225092073702?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1650179225092073702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1650179225092073702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/literatura-goiana-parte-iii.html' title='Literatura Goiana - Parte III'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-7615645670127023018</id><published>2011-05-12T12:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:32.163-07:00</updated><title type='text'>Literatura Goiana - Parte II</title><content type='html'>Depois de quase um século do descobrimento (ou achamento) das minas  auríferas na região onde os bandeirantes paulistas construiriam Vila  Boa, quase nada se escreveu por estas paragens do Goyaz profundo, a não  ser os depoimentos de viajantes que andaram pela província, deixando  relatos importantes, como os deixados por Cunha Mattos e Alencastre. De  cunha Mattos até hoje se impõe, por sua verdade e atualidade, uma frase  de sabor picante: “Em Goyaz as pessoas batem mais com a língua do que  com as armas”. Gilberto Mendonça Teles, poeta, professor e crítico  literário, assinala, em sua importante obra A poesia em Goiás, que a  história de nossa literatura se divide em seis períodos. O primeiro  coincide com o descobrimento de Goiás até 1830, quando publica-se o  primeiro jornal da província, A matutina Meiapontense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em obra intitulada “Literatura goiana – síntese histórica”, que escreveu  quando proferiu palestra sobre literatura goiana, no Canadá, o  acadêmico Geraldo Coelho Vaz atesta que o primeiro poeta brasileiro a se  referir a Goiás usava o pseudônimo de Antonio Cordovil. Seu verdadeiro  nome era Antônio Lopes da Cruz, que escreveu o Ditirambo às ninfas  goianas – em verdade, usou as musas e ninfas como pretexto para bajular o  governador Tristão da Cunha Menezes, que o nomeara como professor. Uma  moda que pegou entre nós, entre escribas maiores e menores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-7615645670127023018?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7615645670127023018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7615645670127023018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/literatura-goiana-parte-ii.html' title='Literatura Goiana - Parte II'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-994040490921772505</id><published>2011-05-12T12:18:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:31.809-07:00</updated><title type='text'>Literatura Goiana - Parte I</title><content type='html'>Uma síntese da literatura goiana (ou da literatura brasileira feita em  Goiás, como muitos preferem) para ser justa, tem de começar pelo  reconhecimento, sem ranço de ufanismo, da expressividade e qualidade do  que aqui se escreve e publica. Tal fato é reconhecido por críticos de  nomeada, de grandes centros culturais – não obstante o nariz arrebitado  de jactância e vanglória, de alguns intelectuais, encastelados nas  torres de marfim até de universidades públicas – os quais insistem em  amesquinhar sua importância, e não reconhecer tal qualidade. Tal  provincianismo, porém, não conseguiu impedir que se firmassem como  escritores de prestígio nacional, e mesmo internacional, escritores como  Hugo de Carvalho Ramos, Bernardo Elis, José J. Veiga e Cora Coralina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-994040490921772505?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/994040490921772505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/994040490921772505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/literatura-goiana-parte-i.html' title='Literatura Goiana - Parte I'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-6782352498994995328</id><published>2011-05-12T12:15:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:31:31.768-07:00</updated><title type='text'>QUEM FOI MIGUEL DE CERVANTES.</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt;Miguel de Cervantes Saavedra nasceu em Alcalá de Henares, Espanha, em 29 de setembro de 1547.   Viveu a infância em seu país natal, na cidade de Valladolid. Estudou em Madri e Sevilha, que na época era a capital artística e financeira da Europa. Aos 24 anos serviu no exército espanhol, foi ferido durante uma batalha naval e perdeu os movimentos de uma das mãos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; Em outra ocasião, foi feito prisioneiro e vendido como escravo por piratas argelinos. Só escapou porque um monge pagou o resgate pedido. Voltou à Espanha e passou por dificuldades, pois suas obras literárias não lhe rendiam dinheiro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; Trabalhou como coletor de impostos (grãos e azeite) e foi nomeado Corsário Real. Por não saber matemática, foi enganado por outros corsários, acusado de fraudes na arrecadação e preso.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; Aos 58 anos, em 1605, sua obra &lt;i&gt;&lt;b&gt;Dom Quixote&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; fez tanto sucesso que ele pode se dedicar apenas à literatura, escrevendo textos para o teatro, poemas e contos, reunidos no livro &lt;i&gt;&lt;b&gt;Novelas Exemplares&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="JUSTIFY"&gt; Morreu em 23 de abril de 1616, em Madri, Espanha.   &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-6782352498994995328?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6782352498994995328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6782352498994995328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/quem-foi-miguel-de-cervantes.html' title='QUEM FOI MIGUEL DE CERVANTES.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-8066205273651655651</id><published>2011-05-11T06:48:00.001-07:00</published><updated>2011-05-11T06:48:55.950-07:00</updated><title type='text'>Vozes d'África (fragmento).</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Hoje em meu sangue a América se nutre&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;- Condor que transformara-se em abutre,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Ave da escravidão.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Ela juntou-se às mais... irmã traidora!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Qual de José os vis irmãos, outrora,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Venderam seu irmão!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Basta, Senhor! De teu potente braço&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Role através dos astros e do espaço&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Perdão p'ra os crimes meus!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Há dois mil anos eu soluço um grito...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Escuta o brado meu lá no infinito,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Meu Deus! Senhor, meu Deus!!!...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;  (Castro Alves)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-8066205273651655651?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8066205273651655651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8066205273651655651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/vozes-dafrica-fragmento.html' title='Vozes d&apos;África (fragmento).'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-980561830272164545</id><published>2011-05-11T06:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-11T06:48:08.144-07:00</updated><title type='text'>Se eu morresse amanhã (fragmento).</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Se eu morresse amanhã, viria ao menos&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Fechar meus olhos minha triste irmã;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Minha mãe de saudade morreria&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Quanta glória pressinto em meu futuro!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Que aurora de porvir e que manhã!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Eu perdera chorando essas coroas,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;Se eu morresse amanhã!&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;"&gt;  (Alvares de Azevedo).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-980561830272164545?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/980561830272164545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/980561830272164545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/se-eu-morresse-amanha-fragmento.html' title='Se eu morresse amanhã (fragmento).'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-5357887437483734032</id><published>2011-05-11T06:43:00.000-07:00</published><updated>2011-05-11T06:46:47.434-07:00</updated><title type='text'>Juca Pirama (fragmento)</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;No meio das tabas de amenos verdores&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Cercadas de troncos – cobertos de flores,&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Alteiam-se os tetos d'altiva nação;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;São muitos seus filhos, nos ânimos fortes,&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Temíveis na guerra, que em densas cortes&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Assombram das matas a imensa extensão.&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;São rudes, severos, sedentos de glória,&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Já prélios incitam, já cantam vitória,&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Já meigos atendem à voz do cantor:&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;São todos Timbiras, guerreiros valentes!&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Seu nome lá voa na boca das gentes,&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;Condão de prodígios, de glória e terror!&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;  (Gonçalves Dias)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-5357887437483734032?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5357887437483734032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5357887437483734032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/juca-pirama-fragmento.html' title='Juca Pirama (fragmento)'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-3094797937409621859</id><published>2011-05-11T06:41:00.000-07:00</published><updated>2011-05-11T06:43:28.251-07:00</updated><title type='text'>Romantismo em Portugal</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;         &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Romantismo português apresenta como marco inicial a publicação, em 1825, do poema “Camões”, de Almeida Garrett. Estende-se até 1865, quando os meios literários portugueses assistem à Questão Coimbra, polêmica que envolveu românticos e realista, com a vitória destes últimos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="JUSTIFY"&gt;         &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os primeiros anos do Romantismo português coincidem com as lutas políticas entre liberais e conservadores, que levariam os lusitanos à guerra civil (1832 – 1834). Com a vitória do liberalismo burguês, diminui o poder da monarquia e desaparece a censura absolutista, criando, assim, um ambiente propício à divulgação das novas ideias românticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="JUSTIFY"&gt;         Em Portugal, o Romantismo pode ser dividido em dois grandes momentos:&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="JUSTIFY"&gt;1 - Uma primeira geração, caracterizada por autores de formação neoclássica mas que foram os responsáveis pela consolidação do novo estilo; os dois autores de maior destaque foram  Almeida Garrett e Alexandre Herculano.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-weight: bold;" align="JUSTIFY"&gt;2 - Uma segunda geração, caracterizada  pela radicalização de certas posturas românticas, daí ser chamada de ultra-romantismo; o principal escritor dessa geração foi Camilo Castelo Branco.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-3094797937409621859?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3094797937409621859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3094797937409621859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2011/05/romantismo-em-portugal.html' title='Romantismo em Portugal'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-268043590638837195</id><published>2010-04-03T08:15:00.001-07:00</published><updated>2010-04-03T08:15:52.161-07:00</updated><title type='text'>Resumo do Livro Dona Flor e seus Dois Maridos - Jorge Amado</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;div align='justify'&gt;&lt;b&gt;Dona Flor e seus Dois Maridos&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Modernismo de segunda fase. A história é dividida em 5 partes (cada uma aberta por uma lição de culinária de Flor, que é professora desta arte, com exceção da quarta parte, aberta por um programa para o concerto de Teodoro) e um intervalo. A primeira começa com a morte de Vadinho em pleno Domingo de Carnaval. Vestido de baiana, Vadinho cai enquanto dançava e seu funeral é muito concorrido. Nele voltam as lembranças de todos sobre o falecido: os amigos de farra, as possíveis (prováveis) amantes, os conhecidos e principalmente da esposa, Flor. Flor lembra do marido infiel, cheio de lábia, espertalhão, jogador e malicioso que era Vadinho, mas ainda assim extremamente adorável. Na definição de um dos presentes no funeral, Vadinho "Era um porreta".&lt;br/&gt;O anteriormente referido intervalo se trata da discussão que ocorreu na cidade sobre a autoria da elegia a Vadinho, poesia anônima picante. A segunda parte passasse-se durante o período de luto de Flor. Inconsolável com a morte de Vadinho, sua mãe volta para a cidade e a situação piora. Dona Rozilda é o mais perfeito modelo de sogra: odeia o genro, é chata, controladora, exibida e pretende sempre escalar na vida social. Passa a fazer intriga sobre o falecido ("era morte para festa") com várias beatas, enquanto algumas poucas defendem Vadinho (não seus atos) por ele ser uma pessoa excepcional (no sentido de incomum, não o de maravilhoso ou com deficiência mental). Assim em flashback é mais detalhado o passado do casal. A mãe de Flor queria que as filhas se casassem com homens ricos, e Vadinho apareceu.&lt;br/&gt;Eles se conheceram numa festa chique (Vadinho entrou de penetra, com a ajuda do tio) e começaram o namoro com a benção de Dona Rozilda, até que ela descobriu quem era o genro. Mais tarde Flor sai de casa e se casa (de azul, porque não teve coragem de por o branco) e começa o casamento. Vadinho é um marido ausente, sempre gastando o dinheiro (dos outros) no jogo e nas mulheres. Certa vez Flor quase adotou um menino que ela achava ser filho de Vadinho (Flor é estéril; o filho era do "xará"). E assim são mostrados os vários acontecimentos, em flashback, da vida matrimonial com aquele adorável cafajeste, generoso gastador, infiel e amantíssimo marido que era Vadinho. O capítulo acaba com Flor pondo flores sobre o túmulo do falecido, superando melhor o passamento dele. A terceira parte é passada nos meses seguintes. Flor está mais alegre, apesar de manter ainda a fachada de viúva. Todas as beatas competem para achar-lhe um bom pretendente e quem aparece é Eduardo, o Príncipe, calhorda que enganava viúvas para roubar-lhes as economias. Descoberto, Flor passa a se retrair. Seu sono torna-se mais agitado, seu desejo cresce na medida em que ela deixa os homens fora de sua vida pessoal.&lt;br/&gt;Mas então o farmacêutico Teodoro Madureira, respeitado solteirão (ele ficara solteiro para cuidar da mãe paralítica, que morreu pouco antes), ele propõe casamento a Dona Flor e eles tem o mais casto dos noivados, nunca ficando juntos sozinhos. O capítulo acaba com o casamento de Flor, desta vez aprovado por sua mãe (que havia saído da cidade no começo do capítulo; nem as outras beatas agüentavam Dona Rozilda). A quarta parte começa com a lua-de-mel de Dona Flor. Teodoro é diferente do falecido em tudo. Fiel (não compreende mesmo quando uma cliente da farmácia levanta o vestido BEM alto para tentá-lo), regular (sexo às quartas e sábados, bis aos sábados e facultativo às quartas) e inteligente, Teodoro trás a paz de volta à vida de Dona Flor. Teodoro toca fagote numa orquestra de amadores e o maestro compõem uma linda música para ela que Teodoro toca solo (o convite abre o capítulo) e no dia do aniversário de casamento, após os convidados partirem Flor vê Vadinho, nu como o viu na cama no dia de sua morte, a puxá-la e tentá-la.&lt;br/&gt;Ela se recusa naquele momento, fiel ao marido. Teodoro vai dormir e Vadinho sai logo depois, qundo Flor ia procurá-lo. Começa aqui a parte do livro que o deixou famoso: Flor, Teodoro e Vadinho, vivendo em matrimônio ao mesmo tempo, Vadinho nu, invisível a todos menos Flor. A quinta parte, que tornou famoso livro, filme, seriado e tantas quanto foram as adaptações desta obra, começa com o Vadinho vindo de volta dos mortos, tentando Flor. Flor sente-se dividida entre o esposo atual e Vadinho, mas este diz-lhe que não há por que o estar: são colegas, casados frente ao juiz e ao padre. Flor vai aos poucos perdendo a resistência e chega a encomendar um trabalho para mandar Vadinho de volta para onde estava. Enquanto isso se passa Vadinho vai manipulando as mesas de jogo, favorecendo velhos amigos, levando Pellanchi Moulas, rei do jogo em Salvador, ao desespero e a todos os "místicos" da Bahia para se livrar do azar.&lt;br/&gt;Vadinho só para quando seus amigos cansam (Mirandão, companheiro seu quando era vivo, para de jogar definitivamente, assustado com o repetir de vezes que caía no 17, número de sorte de Vadinho). Por fim Dona Flor sucumbe a Vadinho e passam a viver harmoniosamente os três uma vida conjugal (mesmo que Teodoro não o saiba). Vadinho chega a fazer o milagre de expulsar a sogra quando ela chega de mala e cuia para ficar. Vadinho começa então a desaparecer e Flor se dá conta de que era por causa do feitiço por ela encomendado. Há uma batalha entre vários deuses contra Exu (identificado por alguns como sendo o diabo católico), que protege Vadinho. Quando Exu estava perdendo, o amor e a volúpia de Vadinho ganham a batalha. A obra acaba com Flor andando feliz com Teodoro e Vadinho (nu, como sempre) ao seu lado, pelas ruas de Salvador.&lt;br/&gt;Esta parte acentua duas características gerais da obra: a religiosidade que mistura ao mesmo tempo o catolicismo e o candomblé, pondo todas as figuras míticas das duas religiões junto e eficientemente simultâneas (algo como é a religiosidade baiana, já que Salvador tem mais igrejas que qualquer outra cidade do Brasil e ainda assim é centro das religiões de origem africana). A outra característica vem a ser o fato de que Vadinho e Teodoro são metáforas para o id e o superego, respectivamente. Vadinho é rebelde, impulsivo, espontâneo e dado ao caos (no seu caso, o jogo); Teodoro é metódico e controlado ("Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar" é seu lema, pendurado na farmácia). Assim, a imagem de Flor pacificamente com os dois, totalmente feliz, invoca o ideal de equilíbrio entre os dois.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class='zemanta-pixie'&gt;&lt;img src='http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=22c2fac5-e82e-8f13-a1c9-c563100a0a6a' alt='' class='zemanta-pixie-img'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-268043590638837195?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/268043590638837195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/268043590638837195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/04/resumo-do-livro-dona-flor-e-seus-dois.html' title='Resumo do Livro Dona Flor e seus Dois Maridos - Jorge Amado'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1241448859258860230</id><published>2010-04-03T08:12:00.001-07:00</published><updated>2010-04-03T08:12:53.885-07:00</updated><title type='text'>Os Sertões - Resumo do Livro Os Sertões - Machado de Assis</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;Os Sertões&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div align='justify'&gt;&lt;b&gt;Este livro é dividido em três partes: A Terra, O Homem e A Luta. A Terra é uma descrição detalhada feita pelo cientista Euclides da Cunha, mostrando todas as características do lugar, o clima, as secas, a terra, enfim. O Homem é uma descrição feita pelo sociólogo e antropólogo Euclides da Cunha, que mostra o habitante do lugar, sua relação com o meio, sua gênese etnológica, seu comportamento, crença e costume; mas depois se fixa na figura de Antônio Conselheiro, o líder de Canudos. Apresenta se caráter, seu passado e relatos de como era a vida e os costumes de Canudos, como relatados por visitantes e habitantes capturados.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estas duas partes são essencialmente descritivas, pois na verdade "armam o palco" e "introduzem os personagens" para a verdadeira história, a Guerra de Canudos, relatada na terceira parte, A Luta. A Luta é uma descrição feita pelo jornalista e ser humano Euclides da Cunha, relatando as quatro expedições a Canudos, criando o retrato real só possível pela testemunha ocular da fome, da peste, da miséria, da violência e da insanidade da guerra.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Retratando minuciosamente movimento de tropas, o autor constantemente se prende à individualidade das ações e mostra casos isolados marcantes que demonstram bem o absurdo de um massacre que começou por um motivo tolo - Antônio Conselheiro reclamando um estoque de madeira não entregue - escalou para um conflito onde havia paranóia nacional pois suspeitava-se que os "monarquistas" de Canudos, liderados pelo "famigerado e bárbaro Bom Jesus Conselheiro" tinham apoio externo. No final, foi apenas um massacre violento onde estavam todos errados e o lado mais fraco resistiu até o fim com seus derradeiros defensores - um velho, dois adultos e uma criança.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class='zemanta-pixie'&gt;&lt;img src='http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=b7d92251-9f2c-8016-933b-3cb984f8f5cd' alt='' class='zemanta-pixie-img'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1241448859258860230?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1241448859258860230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1241448859258860230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/04/os-sertoes-resumo-do-livro-os-sertoes.html' title='Os Sertões - Resumo do Livro Os Sertões - Machado de Assis'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1695909966068443797</id><published>2010-04-03T08:08:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T08:09:09.680-07:00</updated><title type='text'>Resumo do Livro Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;div align='justify'&gt;&lt;b&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas, conta a história de Brás Cubas a partir de sua morte, já que inicialmente o próprio narrador observa que para tornar a narrativa mais interessante e "galante" havia decidido começá-la pelo fim -; ele era, portanto, não um autor defunto mas um defunto autor-. Assim, o primeiro capítulo começa justamente com a morte de Brás e seu enterro. A causa de sua morte teria sido, oficialmente, uma pneumonia, da qual ele não cuidou de forma correta. Entretanto, sua morte de fato deve-se a uma idéia, segundo ele, grandiosa e útil, uma idéia que se transformou em fixação. Um dia de manhã, caminhando pela chácara onde vivia, pensou em inventar um medicamento sublime, um emplasto anti-hipocondríaco, destinado a aliviar a melancólica humanidade. Para justificar a criação de tal emplasto frente às autoridades, brás chamou a atenção de que a cura que traria seria algo verdadeiramente cristão, além de não negar as vantagens financeiras que o tal produto traria. Contudo, já do outro lado do mundo, confessa que o real motivo era ver seu nome escrito nas caixinhas do medicamento e em todas as fontes publicitárias, pois as embalagens levariam seu nome.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Brás Cubas nasceu no dia 20 de outubro de 1805. Foi uma grande festa para toda a família. Houvem muitas visitas à casa e o pai estava orgulhoso por haver tido um filho homem. Todas as informações dadas são curtas, mas revelam os mimos recebidos pelo garoto durante toda a infância. Desde os cinco anos recebera o apelido de "menino diabo". Reconhece ele mesmo que, de fato, foi um dos mais malvados e travessos de seu tempo. Uma de suas diabruras foi ter quebrado a cabeça de uma escrava porque ela lhe negara uma colher de doce de côco, quando o menino tinha seis anos. Prudêncio, um moleque escravo da família, era seu cavalo de todos os dias. Brás conta ainda diabruras que fazia, entretanto, na disso parecia ter importância para seu pai, que o admirava e, se lhe repreendia na presença dos outros, em particular lhe dava beijos. Com nove anos, o garoto assistiu em sua casa um jantar organizado pelo pai em comemoração à derrota de Napoleão. No final do jantar, Brás queria uma compota de doces, mas todos estavam distraídos escutando um dos letrados presentes, o doutor Vilaça, que fazia glosas e recebia, naquele momento, todas as atenções dos convidados. O menino começou a pedir o doce, depois gritou, berrou e foi tirado da sala por tia Emerenciana.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Isso bastou para que sentisse uma enorme necessidade de vingança contra o doutor Vilaça. Ficou vigiando-o até surpreendê-lo numa noite beijando dona Eusébia, irmã de um sargento-mor. Para que todos soubessem, saiu pela chácara gritando o que havia visto. Em seguida, após relatar tal episódio, Brás conta que cresceu normalmente. Foi à escola, que ele chama de enfadonha, onde teve aulas com um professor de nome Ludgero Barata. É justamente ali que conhece um de seus melhores amigos de infância, Quincas Borba, com quem se reencontrará mais tarde. Ambos garotos revelam-se travessos e mimados, já que o Quincas era filho único, adorado pela mãe, que o vestia muito bem, mandando um pajem indulgente acompanhá-lo a todos os lugares. Passado este período da vida do personagem, sobre o qual ele pouco fala, revela-nos seu caso com uma prostituta espanhola, a primeira mulher de sua vida. Brás a conheceu quando tinha dezessete anos. O jovem estava completamente envolvido pelos encantos da bela Marcela, a quem conseguiu conquistar, o que, contudo lhe custou muitas jóias caras e presentes diversos. Brás confessa-se muito apaixonado neste período, motivo pelo qual o pai enviou para estudar na Europa, receoso do envolvimento profundo do filho com uma prostituta. Brás viaja para Portugal, onde estuda. Confessa haver sido um estudante medíocre, mas nem por isso deixou de conseguir o diploma. Nos tempos da universidade, apenas mencionados, preferia sair a fazer qualquer tipo de tarefa ou estudo. O diploma que lhe conferem estava longe de representar o conhecimento artificial que havia adquirido, artificialidade esta que marcou toda a sua vida e as ações das pessoas que estavam à sua volta. De volta ao Rio, Brás chega a tempo de ver sua mãe viva, mas já muito mal, à beira da morte, por causa de um câncer no estômago.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Pela primeira vez, deparava-se com uma perda real e confessa que até então era um presunçoso que apenas havia se preocupado com coisas fúteis. Estava inconformado com a morte da mãe, pois lhe parecia enorme injustiça que uma pessoa tão santa, em seu jugamento, pudesse morrer de tão implacável doença. Por isso mesmo, após a missa de sétimo dia, resolveu passar algum tempo numa velha propriedade da família localizada na Tijuca. Levou consigo alguns livros, uma espingarda, roupas, charutos e Prudêncio. Ali ficou durante uma semana, quando então já se mostrava cansado da solidão e havia decidido voltar à cidade. Justamente neste momento, o escravo conta ao patrão que na noite anterior havia se mudado para a casa ao lado uma antiga amiga da família, dona Eusébia, com uma filha. Brás reluta, não quer revê-la, já que se lembra da travessura da infância, quando denunciara a mulher e o doutor Vilaça que se beijavam às escondidas atrás de uma moita. Prudêncio, entretanto, recorda-lhe que fora dona Eusébia quem vestira sua mãe já morta. Ele decide, assim, visitá-la para retornar em seguida para a cidade. Nesse mesmo dia, pai de Brás sobe à chácara, pois quer sua volta à vida social. Traz consigo dois projetos para o filho: uma candidatura a deputado e um excelente casamento com uma moça de nome Virgília, filha do conselheiro Dutra, importante político. Brás reluta, mas o pai não se deixa vencer.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Aconselha o filho, dizendo-lhe que ele não devia ficar ali, era preciso temer a obscuridade, as coisas pequenas. Conclui dizendo que o fundamental era valer pelo que a sociedade pensava. Brás concorda, finalmente, com os projetos e diz que descerá no dia seguinte, já que precisava visitar dona Eusébia. De fato, a visita à velha amiga da família retardou a descida de Brás, que permaneceu ainda alguns dias na chácara. Foi ali que conheceu Eugênia, a quem ele mentalmente chamava de "a flor da moita", pois a jovem era fruto das relações ilícitas entre dona Eusébia e doutor Vilaça. O narrador simpatiza com a jovem e, mais que isso, pensa que pode tirar proveito da situação. Cinicamente, lembra-se como era a mãe, motivo pelo qual espera conseguir algo da filha. Consegue, é verdade, beijá-la, entretanto, a moça revela-se dona de enorme dignidade, o que confunde Brás Cubas. ALém disso, ele descobre que Eugênia tem um defeito de nascença: é coxa (manca). Todos esses aspectos fazem com que ele confirme que não se deve envolver seriamente com ela, já que, além de tudo, ela estava em condição social inferior à sua. (Preconceito) Resolvido a terminar qualquer tipo de relacionamento, Brás volta à cidade, disposto a acatar os dois projetos do pai. Conhece Virgília, começam a namorar e ele está em vias de candidatar-se. Nesse ínterim, passa por um ouvires certo dia para consertar o vidro do relógio que lhe havia caído e depara com Marcela, que agora está com o rosto repleto de bexigas. A beleza de sua juventude desaparecera, dando lugar à deformação, que o narrador faz questão de descrever detalhadamente. Aquela visão o incomoda por algum tempo, entretanto não dura muito, como praticamente todos seus problemas. Algum tempo depois de seu noivado com Virgília, surge, de repente, Lobo Neves, um homem inteligente e astuto, que lhe arrebata Virgília e a candidatura. O pai nào resistiu ao fracasso do filho, o que teria acelerado sua morte, quatro meses depois, tempo durante o qual ele repetia decepcionado a expressão "Um Cubas", incorfomado com a sorte do herdeiro da família. Passada a morte do pai, os irmãos Brás e Sabina, com a participação de Cotrim - marido de Sabina -, fazem a partilha dos bens. Arma-se uma grande e mesquinha discussão, os dois brigam por causa da herança deixada pelo pai, desde propriedades atá a prataria, motivo de grande desavença, pois nenhum dos irmãos queria abrir mão da antiga relíquia da casa, usada em ocasiões importantes como o jantar em comemoração à derrota de Napoleão. No fim da disputa, os dois irmãos saíram brigados e já não conversam entre si. Por esta mesma época, Brás recebe Luís Dutra, um primo de Virgília, a notícia de que ela estava voltando de São Paulo com o marido, então deputado. Encontram-se um dia e ela estava lindíssima. Algum tempo depois, como haviam se encontrado em dois outros bailes, o marido de Virgília convidou Brás para uma reunião íntima em casa. Brás, por essa época, escrevia textos literários e políticos num jornal. Foi justamente nesta noite que os dois antigos noivos tiveram um maior contato. A partir daí, reataram sua antiga união, sobre a qual o narrador relata vários encontros e a paixão que sentiam naquele momento. Certo dia, foi à casa de Virgília e encontrou-a triste, pois lhe parecia que seu marido desconfiava de alguma coisa. Para Brás, a melhor maneira de resolver o problema era que fugissem, mas Virgília não concordou. O marido chegou justamente nesse momento, e ela comportou-se como se nada hovesse acontecido, tratando Brás com enorme frieza, o que lhe dá terrível ódio de Virgília. No dia seguinte, ela o procurou com a idéia de que eles deveriam arrumar uma casinha onde se encontrariam, um lugar que seria só deles, já que sempre se encontravam na presença de outras pessoas, principalmente do marido. A casinha da Gamboa foi , de fato, a saída encontrada pelos amantes para que pudessem continuar seu romance, pois grande parte da sociedade desconfiava de que havia algo entre os dois, por isso os comentários estavam cada vez maiores. Assim, a casinha foi importantíssima. Ali colocaram, D. Plácida, uma velha amiga da família de Virgília e podiam encontrar-se com maior tranqüilidade. Algum tempo depois, entretanto, Lobo Neves foi convidado a ocupar uma presidência da provincia do Norte. Os amantes ficaram desesperados, mas a saída foi dada pelo próprio marido, que convidou Brás a acompanhá-lo como seu secretário. Estava ainda relutante, pois toda gente comentava seus amores com Virgília. Entretanto, o próprio Lobo Neves resolveu o problema ao recusar a nomeação. Tudo porque o drecreto que o nomeava trazia o número 13, que ele considerava fatídico por vários acontecimentos tristes de sua vida. Dessa forma, o casal continuou vivendo seu relacionamento da mesma maneira que antes, na casinha da Gamboa. Durante tais acontecimentos, Brás Cubas se reencontra com Quincas Borba, que está em uma situação deplorável, tornare-se um mendigo. Quincas acaba roubando o relógio de Brás nesse encontro. Ainda nesse período, ocorre a reconciliação com a família, motivo de alegria para o narrador, que volta a visitar regularmente a irmã Sabina. Ela, como sempre, continua insistindo na idéia de que Brás precisava se casar, um homem em sua posição não podia continuar sem um herdeiro para o nome da família. No entanto, o amor de Brás e Virgília, neste momento, vive seu ponto máximo, já que ambos haviam passado pela possibilidade de separação em virtude da nomeação de Lobo Neves, o que fortaleceu o sentimento que os unia. Além disso, Virgília disse estar grávida. Brás não perde a oportunidade de comentar que aquele era um embrião de "obscura paternidade", imaginava-o como sendo seu filho, dono de um belo futuro, vendo-o ir à escola, tornando-se bacharel e discursando na câmara dos deputados. Contudo, Virgília perdeu o filho que estava esperando. Além do mais, o marido recebeu uma carta anônima acusando os dois amantes. A mulher negou veementemente que aquilo pudesse ter qualquer fundo de verdade, mas como Lobo Neves ficara desconfiado, Brás afastou-se da residência do casal, mesmo porque o espaço da Gamboa continuava resguardado. Algum tempo depois, Lobo Neves acabou reatando suas relações com o Ministério, desgastadas devido à sua recusa em aceitar o cargo anterior, conseguindo desta vez uma posição de presidente de província. O narrador brinca com o número do decreto, 31 agora, ressaltando que a simples inversão dos algarismos bastou para que a vida tomasse novo rumo. Brás e Virgília mantém um curto diálogo antes da partida, despedem-se e ele conta que depois que ela viajou sentiu um misto de alívio e saudade em doses iguais. Não houve desespero, nem mesmo dor, o fato trouxe-lhe apenas alguns poucos dias de reclusão em sua casa e uma amostra do que era a viuvez. Morreram seu tio cônego, Ildefonso, e dois primos, pelos quais ele não sofreu. Também nesceu sua segunda sobrinha. Segundo ele, esta era a filosofia das folhas velhas, que caem e morrem, enquanto outras nascem.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Ele mesmo agitava-se de quando em quando e recorria às suas cartas de juventude. Tal reclusão, entretanto, como qualquer de seus pensamentos mais profundos, passou rapidamente, em especial pelo reaparecimento de Quincas Borba e seu envolvimento com dona Eulália, chamada familiarmente de Nhã-Loló. A jovem tinha dezenove anos, era filha de Damasceno, faltava-lhe certa elegância, segundo Brás, mas tinha belos olhos e uma expressão angelical. O narrador conheceu-a ainda quando Virgília estava no Rio de Janeiro e estava grávida. Sabina insistia na idéia de que Nhã-Loló seria uma excelente esposa para o irmão, que se esquivava por aquela época. Contudo, Quando se deu conta, estava praticamente nos braços da jovem e acabaram noivos três meses após a viagem de Virgília. Acontece, porém, que a jovem morreu repentinamente, antes do casamento, fato que nos vem anunciado não pela voz do narrador, mas sim pela apresentação do epitáfio. Em relação ao Quincas, ele reaparece após ter recebido uma herança e voltado a ocupar boa posição social. O narrador observa que o amigo está com um comportamento um pouco estranho. Quincas defende uma filosofia criada por ele mesmo, o Humanitismo. Diz o filósofo que o mundo é uma projeção de Humanistas, que seria a substância de todas as coisas existentes, da qual elas emanam e para qual convergem. Dito de outra maneira, para ele, todos os homens são iguais entre si, já que trazem consigo uma parte da tal substância original e todas suas atitudes têm uma explicação que busca o equilíbrio do mundo, mesmo que por meio da guerra e da violência, já que tudo deve voltar para onde começou. Nesse sentido, ainda na visão do filósofo Quincas Borba, mesmo aquilo que nos parece negativo tem uma função essencial. Segundo o seu sistema, a dor e o sexo são excluídos do mundo, enquanto a guerra, a fome e outras formas de violência existem para que o meio possa selecionar aqueles que são mais fortes. Os mais fracos não sobrevivem e assim deve ser. Além de tudo, devem sentir-se felizes também, já que estão tomando parte do sistema do Humanitas. Em outros termos, estes mais fracos, mesmo derrotados, estariam servindo de alguma maneira, ao princípio do qual descendem, que prevê tais injustiças como forma de equilibrar o mundo ou até mesmo de quebrar a monotonia universal. Brás Cubas, desde que conhece os princípios do Humanitismo até o final de sua vida, esteve tentando entender melhor tal sistema, sempre relacionando-o a algum acontecimento cotidiano de sua vida, questionando sua validade ou não. Articula, então, uma série de teorias e preocupações filosóficas, presentes inclusive em seu delírio.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Ali também a onça mata o novilho, pela sobrevivência, o mais forte vence o mais fraco. Segundo o Humanitismo, não há outra saída para a existência, de maneira que mesmo as coisas negativas devem ser vistas como necessárias e justificadas, por fazerem parte do sistema universal, por saírem daquela tal substância básica da qual saímos todos e para a qual voltaremos, segundo Quincas Borba. Quincas será um personagem com quem Brás se encontra muitas vezes a partir desse momento até sua morte. Quanto à vida diária, depois de algum tempo Brás tornou-se deputado e Lobo Neves voltou ao Rio. Ambos estavam na mesma câmara e Brás ouvia um discurso proferido pelo marido de Virgília. Não sentiu nenhum tipo de remorso e reencontrou a antiga amante num baile em 1855. Observou que contnuava muito bonita, ainda que fosse, claro, uma beleza diferente. Os dois conversaram muito, mas sem falar do passado. Brás teve alguns momentos de reflexão e uma certa tristeza. Tinha cinqüenta anos! Mas o Quincas garantiu-lhe que ele não poderia estar preocupado, já que era a idade da ciência e do amadurecimento. Brás decidiu então que participaria de maneira mais ativa nas discussões, já que tinha sido sempre um político afastado dos problemas, assim como era na vida pessoal. Almejava o cargo de ministro, coisa que também não conseguiu e nem mesmo a explicação através de Quincas sobre o Humanitismo, foi capaz de animá-lo. Passado algum tempo, Brás recebe uma carta de Virgília pedindo-lhe que vá ver dona Plácida, que está morrendo na miséria. Ele pensa recusar, mas acaba indo, ajuda a mulher que serviu de alcoviteira durante tanto tempo. Morre dona Plácida e Brás decide fundar um jornal, que era uma aplicação política do Humanitismo.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Era um jornal oposicionista, o que preocupou Cotrim, que rompeu relações com o cunhado. Algum tempo depois, morreu Lobo Neves, Brás Cubas reconciliou-se novamente com o cunhado e filiou-se a uma Ordem Terceira, responsável por ajudar as pessoas necessitadas. Cansou-se depois de alguns meses. Na Ordem Terceira encontrou Marcela, que morreu no mesmo dia em que ele visitava um cortiço no qual encontrou Eugênia, segundo ele, tão coxa como a deixara e ainda mais triste. Finalmente, Brás conta que Quincas partiu para Minas Gerais algum tempo antes e, ao voltar, estava louco. E, o mais triste e paradoxal, tinha consciência de sua loucura. O narrador explica que entre a morte do Quincas Borba e a sua aconteceram os episódios narrados no começo do livro, em especial a idéia fixa da criação do emplasto Brás Cubas. Conclui sua longa e entrecortada narrativa através de um capítulo que busca resumir a vida pela negação: não alcançou a celebridade, não foi califa, não se casou, não foi ministro. Entretanto, observa Que a negação também pode ser positiva: não padeceu a morte de Dona Plácida ou a demência do Quincas Borba. Assim, alguns leitores até poderiam imaginar Que ele saiu quite com a vida. Mas não. A negativa última revela o ceticismo do narrador em relação ao mundo, diz que ao não ter o filho seu saldo positivo, pois assim não transmitiu a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class='zemanta-pixie'&gt;&lt;img src='http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=25565605-85a7-8c6f-b480-5bf32ba28fbb' alt='' class='zemanta-pixie-img'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1695909966068443797?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1695909966068443797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1695909966068443797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/04/resumo-do-livro-memorias-postumas-de.html' title='Resumo do Livro Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-2337930265261176559</id><published>2010-04-03T08:05:00.001-07:00</published><updated>2010-04-03T08:05:26.633-07:00</updated><title type='text'>Resumo do Livro Mapinguari - Raquel de Queiroz</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;div align='justify'&gt;&lt;b&gt;Mapinguari reúne crônicas selecionadas de dois livros, o Brasileiro perplexo e as menininhas, respectivamente de 1963 e de 1976. Rachel de Queiroz tem sempre o costume de dar aos seus volumes de crônicas escolhidas o nome de uma delas. Na crônica "As Menininhas", de 15 de dezembro de 1975, considera com argúcia a nova geração feminina, seu rítimo alucinante, suas tendência e frustrações, maluquices, sonhos.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Mas por que Mapinguari? Por que chamar-se a esta coletânea de crônicas Mapinguari? O que será Mapinguari? Rachel de Queiroz tem a habilidade ou a astúcia de descobrir o que importa. Mapinguari... é uma lenda amazônica, terrível, que ela deve ter ouvido no seu tempo de Belém, quer dizer, nos dias da sua infância de que nos falou em A donzela e a moura torta.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Trata-se de um bicho que se deliciaria com a carne humana, com o sangue humano, um bicho descomunal, assustador. Rachel imagina dois seringueiros e reproduz deliciosamente a história tétrica que ouvira. Mapinguari é um pequeno conto, como tantas das crônicas da escritora. Ficção e realidade se misturam densamente, misteriosamente, dentro dela e da sua crônica. Assim como dentro da vida, que ela sabe captar com a agudeza. A crônica "Mapinguari" é de 21 de junho de 1972.&lt;/b&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;b&gt;Como o "brasileiro perplexo" é de 11 de maio de 1963 e de uma atualidade total. Este é um dos segredos da crônica de Rachel. Vencer o tempo, superar o tempo, simplesmente pela transfiguração da arte. Seu estilo é inconfundível. E aqui vemos crônicas que não se esquecem mais, como "Duas histórias para Flávio, ambas de onça", e "A arte de ser avó", "Cidade do Rio" ou "O ateu", "Velho: o você de amanhã", crônica empregnadas de humanidade. Ficcionista, cronista e dramaturga se unem, nestas páginas marcadas pela vida.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class='zemanta-pixie'&gt;&lt;img src='http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=501d9c6f-4a8e-8bcd-ba85-ecd6e94bbd02' alt='' class='zemanta-pixie-img'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-2337930265261176559?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2337930265261176559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2337930265261176559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/04/resumo-do-livro-mapinguari-raquel-de.html' title='Resumo do Livro Mapinguari - Raquel de Queiroz'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-7957403928597748683</id><published>2010-04-03T08:01:00.001-07:00</published><updated>2010-04-03T08:01:45.813-07:00</updated><title type='text'>Resumo do Livro Martim Cererê - Cassiano Ricardo</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;div align='justify'&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;Publicado em 1928 ( ano do Manisfesto Antropófago de Macunaína e do radicalismo primitivista) , representa o ponto alto da vertente nacionalista e ujanista do verdeamarealismo. Constituido de poemas de rítmo e forma vária, como um "livro de figuras", aproxima- se da técnica do desenho animado ou da estória em quadrinhos. O caráter épico e narrativo de Martim Cererê tem sido alvo de inúmeros trabalhos que procuram dimensionar a participação desses elementos , de qualquer modo, identificáveis no lendário, na visão estética do mito, na universalidade do sentimento que vai buscar o elemento estrangeiro para salientar o elemento nacional, especialmente nas aproximações com o Ulisses grego: "Certo dia, chegou um marinheiro e ouviu o canto da Uiara, Não se faz amarrar ao castro do navio, nem mandou tapar os ouvidos dos demais marinheiros. Saltou logo em terra e ofereceu-se para casar com ela".&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;O enredo desenvolve a lenda do surgimento da noite e do desenvolvimento do Brasil. O índio Aimberê e o marinheiro branco Martim apaixonam- se pela Uiara, que se propõe a se casar com aquele que lhe trouxesse a noite. Martim vai a Àfrica e traz a noite que são os negros escravos. Da união, surgem os bandeirantes, que desbravam; os sertões, plantam o mar verde dos cafezais e constroem as fábricas e arranha-céus da metrópole paulistana. O poema tematiza formação do Brasil, resultante da oposição entre o mundo primitivo, da fantasia, dos mitos (ontem") e "a vida rodando fremindo batendo martelo (hoje) .&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;br/&gt;&lt;big&gt;&lt;b&gt;Dentro da proposta do Verdeamarelismo e do grupo da Anta, para se chegar ao progresso foi necessário "engolir" as matas, o índio, o café e tudo o que ousasse interromper a marcha do progresso. " Os tupis desceram para ser absorvidos. Para se diluírem no sangue da gente nova" ( Manisfesto da Anta) Observe que o Totem dos tupis , a anta não é carnívora. Observe também a oposição entre as propostas da corrente nacionalista e da primitivista ( antropofagia).&lt;/b&gt;&lt;/big&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class='zemanta-pixie'&gt;&lt;img src='http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=008a1835-2b26-840e-86c0-a23dcd737afa' alt='' class='zemanta-pixie-img'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-7957403928597748683?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7957403928597748683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7957403928597748683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/04/resumo-do-livro-martim-cerere-cassiano.html' title='Resumo do Livro Martim Cererê - Cassiano Ricardo'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-4800337152587057949</id><published>2010-04-03T07:56:00.001-07:00</published><updated>2010-04-03T07:56:31.271-07:00</updated><title type='text'>Lira dos Vinte Anos - Resumo do Livro - Alvares de Azevedo</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;script src='http://pagead2.googlesyndication.com/pagead/expansion_embed.js'/&gt;&lt;script src='http://googleads.g.doubleclick.net/pagead/test_domain.js'/&gt;&lt;script&gt;google_protectAndRun("ads_core.google_render_ad", google_handleError, google_render_ad);&lt;/script&gt;&lt;script&gt;google_protectAndRun("ads_core.google_render_ad", google_handleError, google_render_ad);&lt;/script&gt;&lt;div align='justify'&gt;&lt;font face='Times New Roman'&gt;Dividida em três partes, Lira dos Vinte Anos é um marco do chamado ultra-romantismo. A primeira parte é marcada pela idealização gigantesca da mulher e do amor, a presença constante da idéia da morte próxima e religiosidade. Como especificado no segundo prefácio, a primeira parte é mais Ariel e a segunda Caliban. &lt;br/&gt;Esta Segunda parte contém uma poesia mais sombria, povoada de cadáveres, mulheres (melhor dizer vultos) e festas boêmias, com até certo escárnio em alguns poemas; há também uma peça de teatro (Boêmios, ato único de uma comédia não escrita). &lt;br/&gt;Já a terceira parte mistura um pouco das duas anteriores, muito mais a da primeira que a da outra, com uma irregularidade típica do autor. A obra é toda marcada pela influência dos autores estrangeiros como Musset e Byron (este último e sua obra é presença constante nas poesias e epígrafes). Álvares de Azevedo é um dos vultos exponenciais do Romantismo.Embora tenha morrido aos vinte anos, produziu uma obra poética de alto nível, deixando registrada a sua incapacidade de adaptação ao mundo real e sua capacidade de elevar-se a outras esferas através do sonho e da fantasia para, por fim, refugiar-se na morte, certo de aí encontrar a paz tão almejada. Grande leitor, Álvares de Azevedo parace ter "devorado" tantos os clássicos como os românticos, por quem se viu irremediavelmente influenciado. Embebedendo-se na dúvida dos poetas da geração do mal du siècle, herdou deles o pendor do desregramento, para a vida boêmia e para o tédio. Contrabalança a influência de Byron com os devaneios de Musset, Hoffman e outros. Lira dos Vinte Anos, única obra preparada pelo autor, é composta de três partes. Na primeira, através de poesias como "Sonhando", "O poeta", "A T..." surge o poeta sonhador em busca do amor e prenunciando a morte. Nas poesias citadas, desfila uma série de virgens sonhadoras que ajudam a criar um clima fantástico e suavemente sensual. Por outro lado, em poemas como "Lembranças de morrer", ou "Saudades" surge o poeta que percebe estar próximo da morte, confessa-se deslocado e errante, deixando "a vida como deixa o tédio/ Do deserto, o poento caminheiro".A terceira parte de A Lira, praticamente é uma extensão da primeira e, portanto, segue a mesma linha poética. É na segunda parte que se encontra a outra face do poeta, o poeta revoltado, irônico, realista, concreto que soube utilizar o humor estudantil e descompromissado. Esta segunda parte abre-se com um prefácio de Álvares de Azevedo que adverte "Cuidado leitor, ao voltar esta página!", pois o poeta já não é o mesmo: "Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico." Algumas produções maiores do poeta aí estão como "Idéias íntimas" e "Spleen e charutos", poesias que perfeitamente bom-humor, graciosidade e uma certa alegria.Deixa-se levar pelo deboche em "É ela!, É ela!, É ela!, É ela!" , em que revela sua paixão pela lavadeira; em "Namoro a cavalo", registrando as interpéries por que passa o namorado para encontrar sua amada que mora distante. &lt;br/&gt;Resta lembrar que a obra de Álvares de Azevedo apresenta linguagem inconfundível, em cujo vocabulário são constantes as palavras que expressam seus estados de espírito, a fuga do poeta da realidade, sua busca incessante pelo amor, a procura pela vida boêmia, o vício, a morte, a palidez, a noite, a mulher... Em "Lembrança de morrer", está o melhor retrato dos sentimentos que envolvem sua vida, tão próxima de sua obra poética: "Descansem o meu leito solitário/ Na floresta dos homens esquecida,/ À sombra de uma cruz e escrevam nela:/ - Foi poeta, sonhou e amou na vida."&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class='zemanta-pixie'&gt;&lt;img src='http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=539aa563-6c70-8de9-bced-b6e0f208b008' alt='' class='zemanta-pixie-img'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-4800337152587057949?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/4800337152587057949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/4800337152587057949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/04/lira-dos-vinte-anos-resumo-do-livro.html' title='Lira dos Vinte Anos - Resumo do Livro - Alvares de Azevedo'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-4006858812991334631</id><published>2010-01-06T14:16:00.001-08:00</published><updated>2010-01-06T14:16:59.015-08:00</updated><title type='text'>A Moreninha - Joaquim Manoel Macedo - Resumo</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;div align='justify'&gt;"Augusto, estudante de medicina, gaba-se de ser inconstante no amor e firma uma aposta com Filipe: se, até o dia 20 de agosto, tiver amado uma só mulher durante mais de quinze dias, será obrigado a escrever um romance sobre tal acontecimento. É véspera de Sant'ana. Filipe leva seus amigos, Augusto, Leopoldo e Fabrício, para passar a festa na casa de sua avó, numa ilha da Baía da Guanabara. Lá, dançando com Carolina,  a Moreninha, o estudante acaba se apaixonando, mas tanto ele quanto ela evitam render-se ao amor. Cada um é impedido por um juramento amoroso feito na infância. Depois de muitos desencontros e confusões, acabam, por descobrir que eram as duas crianças que um dia, na praia, haviam jurado amor eterno. Com o reconhecimento, a felicidade... e Augusto paga a aposta escrevendo o romance A Moreninha."&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class='zemanta-pixie'&gt;&lt;img src='http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=331d5303-ec9d-8881-b31f-05627c871626' alt='' class='zemanta-pixie-img'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-4006858812991334631?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/4006858812991334631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/4006858812991334631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/01/moreninha-joaquim-manoel-macedo-resumo.html' title='A Moreninha - Joaquim Manoel Macedo - Resumo'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-8203013191510470300</id><published>2010-01-06T14:13:00.001-08:00</published><updated>2010-01-06T14:13:58.508-08:00</updated><title type='text'>Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco - Resumo</title><content type='html'>&lt;div xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml'&gt;&lt;div align='justify'&gt;Simão Botelho é filho do corregedor Domingos Botelho. Estuda em Coimbra. O rapaz tem um comportamento agressivo e violento, o que obriga seu irmão Manuel a mudar-se. Simão muda seu comportamento quando se apaixona por Teresa de Albuquerque, vizinha da casa dos pais. É um amor impossível, já que as duas famílias são inimigas. Simão acaba voltando para Coimbra. O pai de Teresa, Tadeu Albuquerque, quer casar a filha com seu sobrinho, o fidalgo Baltazar Coutinho. A moça recusa a proposta do pai, que a ameaça de colocar num convento. Simão chega a visitar Tereza por ocasião de seu aniversário, mas é interrompido por Baltazar Coutinho, que lhe prepara uma emboscada para a noite seguinte. Simão encontra-se rapidamente com Teresa, mas é obrigado a fugir para escapar dos empregados de Baltazar Coutinho. Acaba sendo gravemente ferido. Seu protetor, João da Cruz, mata os agressores. Tereza é colocada num convento de Viseu, por influência de Baltazar Coutinho. Quando a moça vai ser transferida para o convento de Monchique, no Porto, Simão vai ao encontro dela. Simão acaba matando Baltazar Coutinho e entregando-se à prisão. Simão é condenado à forca, mas tem sua prisão atenuada para o degredo na Índia. Mariana, filha de João da Cruz, que cuidou do rapaz durante toda sua recuperação por causa do ferimento a bala, apaixona-se por ele e vai para o Porto para atender às necessidades do rapaz. João da Cruz é assassinado. Mariana resolve ir para a Índia com o amado. Teresa, que já estava gravemente doente, despede-se do navio que parte com um lenço e morre em seguida. Simão fica doente e morre após o quarto dia. Mariana atira-se ao mar junto com o corpo do amado.&lt;br/&gt;&lt;/div&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class='zemanta-pixie'&gt;&lt;img src='http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=3e4c30df-ac7b-82c0-85f6-5e1640d9b306' alt='' class='zemanta-pixie-img'/&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-8203013191510470300?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8203013191510470300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8203013191510470300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/01/amor-de-perdicao-camilo-castelo-branco.html' title='Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco - Resumo'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-7385770723622633365</id><published>2010-01-06T13:31:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T13:39:00.664-08:00</updated><title type='text'>A Escrava Isaura - Resumo (Bernardo Guimarães)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;"O coração       é livre; ninguém pode escravizá-lo, nem o próprio dono."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;       &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                  Em uma magnífica fazenda,       no município de Campos de Goitacases (RJ), morava Isaura, uma linda       escrava de cor de marfim. Isaura era filha de uma bonita escrava que por não       se sujeitar aos sórdidos desejos do senhor comendador Almeida (dono da       casa) sofreu as mais terríveis privações. Esta escrava teve um caso com       o feitor Miguel, que era um bom homem e não aceitou castigá-la como       mandou o seu senhor, sendo Isaura fruto desse relacionamento. Isaura foi       educada pela mulher do comendador, e era dotada de natural bondade e       candura do coração além de saber ler, escrever, italiano, francês e       piano. A mulher do comendador tinha desejo de libertar Isaura, porém não       o fazia para conservá-la perto e assim ter companhia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;               O Sr Almeida se aposenta,       retirando-se para a corte e entrega a fazenda a seu filho Leôncio. Este       era digno herdeiro de todos os maus instintos e devassidão do comendador.       Casou-se por especulação. Nutre por Isaura o mais cego e violento amor.       Ele chega à fazenda com sua mulher - Malvina - e seu cunhado - Henrique.       Malvina era mulher dócil e tratava Isaura muito bem. Henrique era um       filho rico, estudante de medicina, e também ficou tocado pela beleza de       Isaura. Morre a mãe de Leôncio sem deixar testamento que libertasse       Isaura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                  Henrique rapidamente       percebe as intenções de Leôncio para com Isaura. Temendo que ele traia       sua irmã, adverte-o que não tolerará tal ato. Henrique se oferece como       amante para Isaura e daria em troca sua liberdade. O jardineiro da       fazenda, um ser disforme e abjetável, também se oferece como amante.       Isaura não dá atenção a essas propostas, e diz nunca casar sem amor.       Leôncio é avistado por Henrique e Malvina quando fazia semelhante       proposta à Isaura. Malvina setencia: ou ela (Isaura) ou eu. No mesmo       momento da calorosa discussão, aparece o pai de Isaura com o dinheiro       suficiente, uma enorme quantia de 10 contos de réis, para comprar a       liberdade dela conforme havia prometido o comendador Almeida. Leôncio não       aceita o dinheiro e dá desculpas vazias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                  Morre o pai de Leôncio e       ele finge imensa tristeza por dias, o que o alija temporariamente de       brigar com a mulher. Passado certo tempo, Malvina continua a pressão para       que se libertá-se Isaura. Com as desculpas e adiamentos de Leôncio, ela       decide voltar à casa do seu pai. A sua saída era caminho livre para os       intentos indecentes de Leôncio. Como Isaura continuava a resistir, Leôncio       ameaça com torturas. Miguel, sabendo do acontecido, decide fugir com       Isaura para o Norte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                   Chegando em Recife, a       linda Veneza Americana, Isaura muda seu nome para Elvira e Miguel para       Anselmo passando a morarem numa chácara no bairro de Santo Antônio. Álvaro       era um moço rico, filho de uma distinta e opulente família, liberal,       republicano e abolicionista extremado. Ele avista Isaura ao passear perto       da sua chácara e a conhece, passando a visitá-la constantemente. Álvaro       se utiliza de todos os meios para convencer Isaura a ir a um baile com       ele. Isaura não queria ir para não enganar a sociedade e iludir o seu       amante. Ela por diversas vezes tentou contar a Álvaro que se tratava de       uma escrava fugida, mas não tinha coragem. Ela só aceita ir diante do       argumento de que tanta reclusão estaria despertando a atenção da polícia.       Isaura sente um mau presságio desse baile.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                   No baile, Isaura se       destaca no meio de todas as mulheres devido a sua beleza e por tocar muito       bem piano. Contudo, é reconhecida por Martinho - um estudante de sórdida       ganância e espírito de cobiça - que havia guardado um anúncio de       escravo fugido. Ele provoca um escândalo durante o baile e Isaura       confessa diante de toda a sociedade se tratar de uma escrava. Álvaro, não       obstante, defende-a e devido a sua influência a toma por fiador, sem       deixar que ela caísse nas mãos imundas de Martinho. Este, sem conseguir       levá-la, escreve para Leôncio informando que havia achado sua escrava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                   Graças a valiosa intervenção       de Álvaro, Miguel e Isaura continuam na sua chácara em Santo Antônio na       espera das ações que ele havia prometido tomar. Isaura conta que fugiu       para escapar do amor de um senhor libidinoso e cruel. Enquanto Álvaro se       encontrava na chácara, Leôncio aparece para sua surpresa e exige levar       Isaura. Leôncio encontrava-se munido de um mandado de prisão contra       Miguel e guardas para levar sua escrava. A aparição é seguida de forte       discussão e Álvaro avança contra Leôncio. A briga é cessada com a       aparição de Isaura que se entrega ao seu senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                   Isaura volta a fazenda       onde fica na mais completa reclusão. Leôncio se reconciliara com       Malvina, pois iria precisar do seu dinheiro. Miguel é ludibriado na       cadeia e convencido&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt; a tentar persuadir Isaura a se casar com Belchior, o jardineiro da       fazenda, em troca da liberdade sua e da filha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                   Isaura aceita o sacrifício       pois estava sem forças e sem esperança. Leôncio já havia tomado todas       as providências para o casamento, quando é informado que alguns       cavalheiros chegaram. Pensando se tratar do vigário e do tabelião,       mando-os entrar. É tomado de surpresa ao avistar Álvaro. Este tinha ido       ao Rio de Janeiro e descobre com alguns comerciantes que Leôncio estava       falido. Compra os seus créditos e fica dono de toda a dívida de Leôncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:130%;"  &gt;                   Álvaro afirma a Leôncio       que nada mais o pertence, que toda a sua fazenda incluindo os escravos       passavam a ser dele com a execução dos débitos. Isaura abraça Álvaro.       Leôncio jura que nunca irá implorar a sua generosidade para abrandar a dívida.       Ele ausenta-se da sala e se suicida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-7385770723622633365?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7385770723622633365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7385770723622633365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2010/01/escrava-isaura-resumo.html' title='A Escrava Isaura - Resumo (Bernardo Guimarães)'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-975632154974634161</id><published>2009-12-26T12:16:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T12:19:58.578-08:00</updated><title type='text'>Operários (1933) - Tarcila do Amaral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZv35mGtQI/AAAAAAAAAYQ/s-AkVExiPZQ/s1600-h/tarsilia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 420px; height: 436px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZv35mGtQI/AAAAAAAAAYQ/s-AkVExiPZQ/s320/tarsilia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419642207731102978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-975632154974634161?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/975632154974634161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/975632154974634161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/12/operarios-1933-tarcila-do-amaral.html' title='Operários (1933) - Tarcila do Amaral'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZv35mGtQI/AAAAAAAAAYQ/s-AkVExiPZQ/s72-c/tarsilia.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-2449848186757315873</id><published>2009-12-26T12:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T12:15:48.697-08:00</updated><title type='text'>Sol Poente (1929) - Tarcila doi Amaral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZu4T7_B5I/AAAAAAAAAYA/Qgn35H6nK7w/s1600-h/SOL_POENTE.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 420px; height: 466px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZu4T7_B5I/AAAAAAAAAYA/Qgn35H6nK7w/s320/SOL_POENTE.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419641115290568594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-2449848186757315873?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2449848186757315873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2449848186757315873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/12/sol-poente-1929-tarcila-doi-amaral.html' title='Sol Poente (1929) - Tarcila doi Amaral'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZu4T7_B5I/AAAAAAAAAYA/Qgn35H6nK7w/s72-c/SOL_POENTE.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-9160402405372242615</id><published>2009-12-26T12:09:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T12:12:57.905-08:00</updated><title type='text'>A Lua - Tarcila do Amaral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZt_Hw_iiI/AAAAAAAAAX4/uivg09XK9VQ/s1600-h/%27A%2BLua%27%2B-%2BTarsila%2Bdo%2BAmaral.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 410px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZt_Hw_iiI/AAAAAAAAAX4/uivg09XK9VQ/s320/%27A%2BLua%27%2B-%2BTarsila%2Bdo%2BAmaral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419640132770695714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-9160402405372242615?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/9160402405372242615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/9160402405372242615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/12/lua-tarcila-do-amaral.html' title='A Lua - Tarcila do Amaral'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZt_Hw_iiI/AAAAAAAAAX4/uivg09XK9VQ/s72-c/%27A%2BLua%27%2B-%2BTarsila%2Bdo%2BAmaral.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-8058992265061715318</id><published>2009-12-26T12:07:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T12:09:23.341-08:00</updated><title type='text'>Antropofagia - Tarcila do Amaral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZtbGhlZ1I/AAAAAAAAAXw/90618Z6cNGg/s1600-h/ANTROPOFAGIA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 287px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZtbGhlZ1I/AAAAAAAAAXw/90618Z6cNGg/s320/ANTROPOFAGIA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419639513962342226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;Antropofagia&lt;/b&gt; (1929) - Nesta tela temos a junção do          "Abaporu" com "A Negra". Este aparece invertido em relação ao quadro original.          Trata-se de uma das telas mais significativas de Tarsila e o colecionador          Eduardo Costantini, dono do "Abaporu", está muito interessado no quadro          e já ofereceu uma soma muito alta por ele (que foi recusada pelos atuais        donos). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-8058992265061715318?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8058992265061715318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8058992265061715318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/12/antropofagia-tarcila-do-amaral.html' title='Antropofagia - Tarcila do Amaral'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZtbGhlZ1I/AAAAAAAAAXw/90618Z6cNGg/s72-c/ANTROPOFAGIA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1468024138565001040</id><published>2009-12-26T12:03:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T12:07:07.092-08:00</updated><title type='text'>A Cuca - Tarcila do Amaral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZs4hNqezI/AAAAAAAAAXo/q1jssDP1tuE/s1600-h/CUCA50.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 278px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZs4hNqezI/AAAAAAAAAXo/q1jssDP1tuE/s320/CUCA50.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419638919831124786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;A Cuca&lt;/b&gt; (1924) - Tarsila pintou este quadro no começo          de 1924 e escreveu à sua filha dizendo que estava fazendo uns quadros          "bem brasileiros", e a descreveu como "um bicho esquisito, no meio do          mato, com um sapo, um tatu, e outro bicho inventado". Este quadro é também          considerado um prenúncio da Antropofagia na obra de Tarsila e foi doado          por ela ao Museu de Grenoble na França. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1468024138565001040?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1468024138565001040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1468024138565001040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/12/cuca-tarcila-do-amaral.html' title='A Cuca - Tarcila do Amaral'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZs4hNqezI/AAAAAAAAAXo/q1jssDP1tuE/s72-c/CUCA50.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-5807756526412298572</id><published>2009-12-26T11:51:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T12:01:46.429-08:00</updated><title type='text'>Tarcila do Amaral - Abapuru</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZpjeVp9nI/AAAAAAAAAXg/qMfRUsWzdlc/s1600-h/ABAPORU.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 284px; height: 440px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZpjeVp9nI/AAAAAAAAAXg/qMfRUsWzdlc/s320/ABAPORU.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419635259747202674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Abaporu&lt;/b&gt; (1928) - Este é o quadro mais importante          já produzido no Brasil. Tarsila pintou um quadro para dar de presente          para o escritor Oswald de Andrade, seu marido na época. Quando viu a tela,          assustou-se e chamou seu amigo, o também escritor Raul Bopp. Ficaram olhando          aquela figura estranha e acharam que ela representava algo de excepcional.          Tarsila lembrou-se então de seu dicionário tupi-guarani e batizaram o          quadro como Abaporu (o homem que come). Foi aí que Oswald escreveu o Manifesto          Antropófago e criaram o Movimento Antropofágico, com a intenção de "deglutir"          a cultura européia e transformá-la em algo bem brasileiro. Este Movimento,          apesar de radical, foi muito importante para a arte brasileira e significou          uma síntese do Movimento Modernista brasileiro, que queria modernizar          a nossa cultura, mas de um modo bem brasileiro. O "Abaporu" foi a tela          mais cara vendida até hoje no Brasil, alcançando o valor de US$1.500.000.          Foi comprada pelo colecionador argentino Eduardo Costantini. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-5807756526412298572?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5807756526412298572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5807756526412298572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/12/tarcila-do-amaral-abapuru.html' title='Tarcila do Amaral - Abapuru'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZpjeVp9nI/AAAAAAAAAXg/qMfRUsWzdlc/s72-c/ABAPORU.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-8639789980854208156</id><published>2009-12-26T11:45:00.001-08:00</published><updated>2009-12-26T12:00:59.822-08:00</updated><title type='text'>Negra - Tarsila do Amaral</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZogEr3XoI/AAAAAAAAAXY/BiQ01661gl0/s1600-h/NEGRA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 580px; height: 690px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZogEr3XoI/AAAAAAAAAXY/BiQ01661gl0/s320/NEGRA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419634101809798786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;A Negra&lt;/b&gt; (1923) - Esta tela foi pintada por Tarsila          em Paris, enquanto tomava aulas com Fernand Léger. A tela o impressionou          tanto que ele a mostrou para todos os seus alunos, dizendo que se tratava          de um trabalho excepcional. Em A Negra temos elementos cubistas no fundo          da tela e ela também é considerada antecessora da Antropofagia na pintura          de Tarsila. Essa negra de seios grandes, fez parte da infância de Tarsila,          pois seu pai era um grande fazendeiro, e as negras, geralmente filhas          de escravos, eram as amas-secas, espécies de babás que cuidavam das crianças.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-8639789980854208156?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8639789980854208156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8639789980854208156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/12/negra-tarsila-do-amaral.html' title='Negra - Tarsila do Amaral'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SzZogEr3XoI/AAAAAAAAAXY/BiQ01661gl0/s72-c/NEGRA.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-8261095678264901533</id><published>2009-12-26T11:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T11:42:04.171-08:00</updated><title type='text'>Tarcila do Amaral</title><content type='html'>&lt;img id="Image1_img" alt="Tarsila" width="600" src="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SgdjdjV-bSI/AAAAAAAAAD4/66dl7smlbo8/S600/tarsila.jpg" height="600"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br/&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="clear"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="widget-item-control"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="item-control blog-admin"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a image1 )); class="quickedit" href="http://www.blogger.com/rearrange?blogID=5796714108026004748&amp;amp;widgetType=Image&amp;amp;widgetId=Image1&amp;amp;action=editWidget" target="configImage1" onclick="return _WidgetManager._PopupConfig(document.getElementById(" title="Editar"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="" width="18" src="http://img1.blogblog.com/img/icon18_wrench_allbkg.png" height="18"/&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="clear"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-8261095678264901533?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8261095678264901533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8261095678264901533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/12/tarsila.html' title='Tarcila do Amaral'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SgdjdjV-bSI/AAAAAAAAAD4/66dl7smlbo8/s72-c/tarsila.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-915763371036967219</id><published>2009-11-29T13:59:00.001-08:00</published><updated>2009-11-29T14:01:47.554-08:00</updated><title type='text'>Literatura após 194O</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SghAht4ntyI/AAAAAAAAAII/YHluqTkWPQc/s1600-h/saintgall.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334584706617292578" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 155px; height: 340px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SghAht4ntyI/AAAAAAAAAII/YHluqTkWPQc/s320/saintgall.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Seria tentador explicar a aparente escassez de grandes escritores no período imediatamente posterior à segunda guerra mundial como resultado inevitável da pressão acumulada pelo impacto dos progressos sociais e tecnológicos que se aceleraram em virtude do conflito. Sob tais circunstâncias instáveis e incertas, não pareceria totalmente estranho que os atos de escrever e ler, tal como são tradicionalmente entendidos, sofressem interrupção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;De fato, em certos países de alto desenvolvimento tecnológico, como os Estados Unidos, a palavra impressa, em si, pareceu a alguns críticos ter perdido sua posição central, deslocada na mente popular para uma cultura eletrônica e visual que não exige a participação intelectual da audiência. Assim, os meios de comunicação criaram uma cultura popular internacional em vários países ocidentais, mas em nada contribuíram para responder às questões sobre a importância contemporânea da literatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Dadas as condições extraordinárias em que trabalha o escritor moderno, não é surpreendente que seja difícil julgar a qualidade de sua produção, nem que a experimentação radical tenha seduzido grande número de autores. As formas tradicionais da escrita perdem suas características essenciais e se dissolvem umas nas outras, como os romances cuja linguagem adquire características de poesia, ou os que são transformados numa espécie de reportagem, enquanto a experimentação gráfico-visual deu aos poemas a aparência de pinturas verbais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A experimentação formal, no entanto, é apenas um aspecto da questão literária contemporânea, e afirmar que a literatura moderna desde a segunda guerra mundial foi essencialmente experimental seria ignorar outras tendências que se manifestaram no início do século e que ainda continuam a ser discutidas. Na opinião da maior parte dos bons críticos, apesar da escassez de grandes nomes e da natureza possivelmente transitória de muito do que se escreve nesta época de temas e estilos tão variados, é muito provável que uma boa literatura esteja sendo produzida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-915763371036967219?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/915763371036967219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/915763371036967219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/11/literatura-apos-194.html' title='Literatura após 194O'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SghAht4ntyI/AAAAAAAAAII/YHluqTkWPQc/s72-c/saintgall.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-6138117588255430154</id><published>2009-11-29T13:54:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T13:57:08.043-08:00</updated><title type='text'>Literatura - Século XX.</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Século XX.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Quando o século XX começou, as condições sociais e culturais que predominavam na Europa e na América não eram muito diferentes daquelas de meados e fim do século XIX. Pouco depois, porém, Joseph Conrad, Henry James e D. H. Lawrence anunciavam em sua obra literária a transição de um mundo relativamente estável para uma época turbulenta, que começou com a primeira guerra mundial, em que se dava o despertar de uma nova consciência moral na literatura e nas artes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;É o que se encontra sobretudo na ficção de A la recherche du temps perdu (Em busca do tempo perdido), de Marcel Proust -- cujo primeiro volume, Du côté de chez Swann (No caminho de Swann), é de 1913; em Les Caves du Vatican (1914; Os subterrâneos do Vaticano), de André Gide; no Ulysses (1922), de James Joyce; em Der Prozess (O processo, publicado postumamente em 1925), de Franz Kafka; e em Der Zauberberg (1924; A montanha mágica), de Thomas Mann.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Várias influências que marcaram grande parte da literatura posterior a 1920 já estavam em evolução na obra desses escritores. Seu trabalho, como o de alguns outros da mesma época, mostrava interesse pelo inconsciente e o irracional. Duas importantes fontes dessa literatura foram Friedrich Nietzsche, filósofo alemão a quem tanto Gide quanto Mann, por exemplo, muito deviam, e Freud, cujos estudos psicanalíticos, por volta da década de 1920, exerceram poderosa influência sobre os intelectuais do Ocidente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O abandono das tendências e estilos do século XIX não se limitou aos escritores de ficção. O primeiro Manifeste du surréalisme (1924), de André Breton, foi a afirmação inicial de um movimento que pedia espontaneidade e ruptura total com a tradição. No surrealismo, a influência de Freud transparecia pela importância atribuída aos sonhos, na escrita automática e em outros métodos não lógicos e, embora tenha durado pouco como movimento formal, teve efeito duradouro na arte e na poesia do século XX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;As incertezas da nova época e a diversidade de tentativas de lidar com ela ou lhe conferir coerência artística também pode ser observada em Duineser Elegien (1922; Elegias de Duíno) e Sonette an Orpheus (1923; Sonetos a Orfeu), de Rainer Maria Rilke; em Waste Land (1922; A terra inútil) de T. S. Eliot; e na obra de Fernando Pessoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O período internacionalista e experimental da literatura do Ocidente nas décadas de 1910 e 1920 foi importante não apenas pelas grandes obras então produzidas, mas também porque estabeleceu um padrão para o futuro. Nas maiores obras da fase, revelou-se bem o senso progressivo de crise e de urgência, além das dúvidas com relação à estabilidade psicológica da personalidade individual e do questionamento profundo de todas as soluções filosóficas e religiosas para os problemas humanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Na década de 1930, essas características do pensamento próprias do século XX persistiram&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e se expandiram para o domínio da política, na medida que os escritores se dividiam entre os que apoiavam o engajamento político em seus textos e aqueles que reagiam conservadoramente contra a dominação da arte pela política. Nem a segunda guerra mundial solucionou esse impasse. Questões semelhantes a essa ainda permaneciam em discussão no final do século.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-6138117588255430154?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6138117588255430154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6138117588255430154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/11/literatura-seculo-xx.html' title='Literatura - Século XX.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-6666632423327838103</id><published>2009-11-29T13:52:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T13:58:31.540-08:00</updated><title type='text'>Romantismo - Pós-romantismo - Realismo e Nacionalismo</title><content type='html'>&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Romantismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O movimento literário dominante no início do século XIX foi o romantismo que, na literatura, teve origem na fase do Sturm und Drang na Alemanha. Essa afirmativa é uma importante correção da noção habitual que se tem da literatura romântica como se tivesse começado com a poesia inglesa de Wordsworth e Coleridge, e a publicação, em 1798, das Lyrical Ballads de ambos. Além disso, embora seja verdade que a revolução francesa e a revolução industrial foram dois dos principais fatores políticos e sociais a influenciar os poetas românticos da Inglaterra do início do século XIX, muitos traços do romantismo na literatura surgiram a partir de fontes literárias e filosóficas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Os antecedentes filosóficos foram fornecidos no século XVIII principalmente por Jean-Jacques Rousseau, cuja ênfase no indivíduo e no poder da inspiração influenciou Wordsworth e também escritores românticos da primeira fase: Hölderlin e Ludwig Tieck, na Alemanha; e o francês Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre, cujo Paul et Virginie (1787) antecipou alguns dos excessos sentimentais do romantismo do século XIX. Os românticos acreditavam que a verdade das coisas poderia ser explicada somente por meio do exame de suas próprias emoções no contexto da natureza e das condições primitivas. Por causa da ênfase na inspiração, o poeta assumiu o papel central -- como profeta e visionário. Ao mesmo tempo, rejeitava-se a imitação dos clássicos. Duas posições típicas do poeta romântico eram a mística visionária de Keats e o super-homem de Lord Byron.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;A corrente romântica atravessou toda a Europa e chegou à Rússia. Em poesia, o estilo se manifesta em Musset, Lamartine e Victor Hugo, na França; José de Espronceda y Delgado, na Espanha; Niccoló Ugo Foscolo e Giacomo Leopardi, na Itália, onde se identificou com os sentimentos nacionalistas; Aleksandr Puchkin, na Rússia; e Adam Mickiewicz, na Polônia. O sentimento nacionalista também se acha na obra do português Almeida Garrett e, nos Estados Unidos, nas histórias de James Fenimore Cooper, na poesia de Walt Whitman e na obra de Henry Wadsworth Longfellow.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O ímpeto da poesia romântica começou a esgotar-se aproximadamente após 1830 e abriu caminho para estilos mais objetivos, porém muitos de seus temas e artifícios, tais como o do artista incompreendido ou do amante infeliz, continuaram a ser empregados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Pós-romantismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O primeiro poeta pós-romântico foi possivelmente um alemão, Heinrich Heine, mas a poesia alemã de meados do século XIX em sua maior parte seguiu Wordsworth, embora novas tendências fossem encontradas em Karl August von Platen-Hallermünde e no austríaco Nikolaus Lenau. A principal corrente pós-romântica apareceria na França, onde ganhou força um movimento conhecido como parnasianismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Originado com Théophile Gautier, o parnasianismo, mais que uma reação ao romantismo, foi de certa maneira um seu desdobramento. Ao concentrar-se nos elementos puramente formais da poesia, na estética e na "arte pela arte", mudou a direção da poesia francesa e teve muita influência em outros países. Um de seus mais ilustres representantes, Charles Baudelaire, capaz de acreditar que "tudo que não fosse arte era feio e inútil", processou ao mesmo tempo uma ruptura profunda com o movimento e anunciou os caminhos da poesia moderna.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Outro precursor dos modernos foi o americano Edgar Allan Poe, traduzido para o francês pelo próprio Baudelaire. Difundiram-se, pouco depois, os movimentos impressionista e simbolista, tomados de empréstimo à pintura, à escultura e à música. Paul Verlaine, o primeiro dos impressionistas, usava a sugestão e ritmos fugazes para conseguir seus efeitos. O simbolismo -- uso seletivo das palavras e imagens para evocar atmosferas e significados sutis&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;-- aparece ainda nas obras de Mallarmé e Rimbaud.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;A democratização da educação aumentou a procura do romance. No começo do século XIX, Jane Austen já satirizara os excessos do romance gótico, precursor do romantismo medievalizante do fim do século XVIII. Na França, o conflito entre inteligência e emoção apareceu nas obras de Benjamin Constant (Adolphe, 1816), mais notavelmente em Le Rouge et le noir (1830; O vermelho e o negro) de Stendhal e, posteriormente, em Madame Bovary (1857) de Gustave Flaubert. O realismo da obra de Flaubert e de Honoré de Balzac foi levado adiante por Guy de Maupassant na França, Giovanni Verga na Itália e Eça de Queirós em Portugal. Culminou no naturalismo de Émile Zola, que classificou sua prosa, em romances como Thérèse Raquin (1867), de "autópsia literária".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Realismo e Nacionalismo&lt;/span&gt;, contudo, parecem menos relevantes na visão de outros grandes escritores que se seguiram, como George Eliot, Charles Dickens e Thomas Hardy na Inglaterra e especialmente os russos Nikolai Gogol, Lev Tolstoi, Anton Tchekhov e Fiodor Dostoievski. Em tais escritores, observa-se uma aguda opção pela literatura de inquirição psicológica e social, estimulada pelas forças do liberalismo, do humanismo e do socialismo de muitos países ocidentais.&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p face="arial" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-6666632423327838103?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6666632423327838103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6666632423327838103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/11/romantismo-pos-romantismo.html' title='Romantismo - Pós-romantismo - Realismo e Nacionalismo'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1564817466239270163</id><published>2009-11-29T13:50:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T13:51:21.470-08:00</updated><title type='text'>Renascimento.</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;O despertar de um novo espírito de curiosidade intelectual e artística foi a característica dominante do Renascimento. Esse fenômeno político, religioso e filosófico postulou o ressurgimento do espírito da Grécia antiga e de Roma. Na literatura, isso significou um interesse renovado e a releitura dos grandes escritores clássicos. Acadêmicos buscaram e traduziram textos antigos "perdidos", cuja disseminação foi possível graças aos progressos da imprensa na Europa, a partir de 1450.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;A arte e a literatura atingiram no Renascimento uma estatura nunca vista em períodos anteriores. A época foi marcada por três situações históricas principais: primeiramente, o novo interesse pelo saber, representado pelos acadêmicos clássicos conhecidos como humanistas, que forneceram modelos clássicos de grande interesse para os novos escritores; segundo, a nova forma do cristianismo, iniciada pela Reforma protestante liderada por Lutero, que chamou a atenção dos homens para o indivíduo e sua vida interior, a ponto de gerar nos países católicos a réplica da Contra-Reforma; em terceiro lugar, as grandes navegações, que culminaram com a descoberta da América em 1492 por Colombo, com repercussão nos países que fundaram impérios ultramarinos, assim como na imaginação e consciência da maior parte dos escritores da época.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;A esses devem adicionar-se muitos outros fatores, como o progresso da ciência e da astronomia, e a situação política da Itália no fim do século XV. A nova liberdade e o espírito inquiridor nas cidades-estados italianas favoreceram o aparecimento dos grandes precursores do Renascimento: Dante, Petrarca e Boccaccio. Na França, o Renascimento manifestou-se na poesia dos componentes do grupo conhecido como Pléiade e nos ensaios de Michel de Montaigne, enquanto em Portugal o grande poeta épico Camões marcava a fundo o século XVI e, na Espanha de meio século depois, revelava-se Cervantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;No século XVI, o acadêmico holandês Erasmo sintetizou a evolução do humanismo, que incorporava o espírito da curiosidade crítica, o interesse pelo saber clássico, a intolerância para com a superstição e um profundo respeito pelo homem como a mais complexa das criações de Deus. Um aspecto da influência da Reforma protestante na literatura foi a grande quantidade, nesse período, de traduções da Bíblia em línguas vernáculas, o que estabeleceu novos modelos para a prosa. O ímpeto renascentista manteve-se vigoroso até o século XVII, quando John Milton sintetizou o espírito do humanismo cristão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Século XVII. Na política e na sociedade, tanto quanto na literatura, o século XVII foi um período de grandes turbulências. O Renascimento preparara o ambiente receptivo essencial para a disseminação das idéias da nova ciência e da filosofia. Uma retrospectiva autêntica dessa fase também precisa levar em conta o efeito das convulsões sociais e políticas ocorridas do início aos meados do século. Na Inglaterra, houve a guerra civil (1642-1651) e a restauração da monarquia (1660); na França, as insurreições da Fronde (1648-1653), nas quais estava envolvido La Fontaine; na Alemanha, os conflitos religiosos e políticos da guerra dos trinta anos (1618-1648); e, nos Países Baixos, a luta pela independência da Espanha (1568-1648).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;As lutas civis, políticas e religiosas que dominaram a primeira metade do século eram também&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma resposta à Contra-Reforma. Referências ao conflito religioso se infiltraram nas formas e temas da literatura. Uma reação a isso -- particularmente na Itália, na Alemanha e na Espanha, mas também na França e na Inglaterra -- foi o desenvolvimento de um estilo em arte e literatura conhecido como barroco, mais peculiar à obra de Giambattista Marino, na Itália, Luis de Góngora na Espanha e Martin Opitz von Bobenfeld na Alemanha. Na Inglaterra, a poesia metafísica era a principal tendência do verso inglês da primeira metade do século. Essa denominação, primeiramente aplicada por Dryden à obra de John Donne, é hoje utilizada para designar um grupo de poetas diferençados por seus estilos individuais, altamente intelectualizados, que tinham afinidades com a literatura barroca, especialmente no caso de Richard Crashaw.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Possivelmente, o traço mais vivo do século XVII tenha sido o conflito entre a tendência a continuar imitando os clássicos do Renascimento e a aspiração à novidade trazida pelos cientistas e pensadores, bem como pelas novas experiências com novas formas literárias. Em todos os países, delineou-se o conflito entre antigos e modernos, estes a exigir um estilo de prosa mais adequado aos novos tempos de ciência e exploração. Os modernos, na França, eram seguidores de Descartes. Na Inglaterra, encontrava-se uma tendência similar no trabalho da Royal Society, que incentivava o uso de uma linguagem mais simples, uma maneira de falar mais transparente e natural, adequada ao discurso racional, comparável às grandes realizações da prosa de Milton e Dryden.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Século XVIII. Sobre o século XVIII pesaram, quase nas mesmas proporções, dois impulsos básicos: razão e paixão. O respeito à razão se revelava na busca da ordem, da simetria, do decoro e do conhecimento científico; o cultivo dos sentimentos estimulou a filantropia, a exaltação das relações pessoais, o fervor religioso e o culto da sensibilidade. Na literatura, o impulso racional favoreceu a sátira, o debate, a inteligência e a prosa simples; a paixão inspirou o romance psicológico e a poesia do sublime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;O culto da inteligência, da sátira e do debate fez-se evidente, na Inglaterra, nas obras de Alexander Pope, Jonathan Swift e Samuel Johnson, em conformidade com a tradição de Dryden, do século XVII. O romance tornou-se uma forma de arte maior na literatura inglesa, em parte pelo realismo racionalista das obras de Henry Fielding, Daniel Defoe e Tobias Smollett e, em parte, pela perquirição psicológica dos romances de Samuel Richardson e do Tristram Shandy, de Laurence Sterne. Na França, as obras mais representativas do período são os textos filosóficos e políticos do Iluminismo, sobretudo os de Voltaire e de Rousseau, de profunda influência em toda a Europa e prenúncios teóricos da revolução que se avizinhava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Na Alemanha, que por algum tempo seguiu os modelos francês e inglês, a grande época da literatura veio no fim do século, quando o cultivo dos sentimentos e da grandeza emocional encontrou sua mais poderosa expressão no movimento conhecido como Sturm und Drang (Tempestade e Tensão). Dois grandes nomes da literatura alemã e universal, Goethe e Schiller, autores de teatro e poesia, avançaram muito além da turbulência do Sturm und Drang.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;Século XIX. Um dos períodos mais interessantes e vitais de toda a história das literaturas foi o século XIX, de especial interesse por ser a época de formação de muitas tendências literárias modernas. Nesse período, nasceram ou começaram a se formar o romantismo, o simbolismo e o realismo, assim como algumas das vertentes do modernismo do século XX.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1564817466239270163?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1564817466239270163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1564817466239270163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/11/renascimento.html' title='Renascimento.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-8675280975238068965</id><published>2009-11-29T13:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-29T13:49:17.267-08:00</updated><title type='text'>Literatura medieval.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SghAht4ntyI/AAAAAAAAAII/YHluqTkWPQc/s1600-h/saintgall.gif" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334584706617292578" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 155px; height: 340px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SghAht4ntyI/AAAAAAAAAII/YHluqTkWPQc/s320/saintgall.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O surgimento do cristianismo nos territórios que haviam formado o Império Romano incutiu na Europa a atitude geral para com a vida, a literatura e a religião dos primeiros doutores da igreja. No Ocidente, a fusão das filosofias cristã e clássica formou a base do hábito medieval de interpretar simbolicamente a vida. Por intermédio de santo Agostinho, os pensamentos platônico e cristão reconciliaram-se. A organização permanente e uniforme do universo grego recebeu forma cristã e a natureza tornou-se um sacramento, revelação simbólica da verdade espiritual.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A igreja não apenas estabeleceu o objetivo da literatura, como cuidou de preservá-la. Ao longo dos tempos, os mosteiros criados nos séculos VI e VII conseguiram preservar a literatura clássica do Ocidente, enquanto a Europa era varrida por godos, vândalos, francos e, mais tarde, escandinavos. Os autores clássicos romanos assim preservados e as obras que continuavam a ser escritas em latim predominaram sobre as obras vernáculas durante quase toda a Idade Média. A Cidade de Deus, de santo Agostinho; a História eclesiástica, do venerável Beda; e a crônica dinamarquesa de Saxo Grammaticus, por exemplo, foram todas escritas em latim, como a maioria das principais obras sobre filosofia, teologia, história e ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura européia pré-cristã tinha uma tradição oral que foi resgatada na Edda poética e nas sagas, ou épicos heróicos, da Islândia, no Beowulf anglo-saxônico e na Hildebrandslied (Canção de Hildebrando) alemã. Todas essas obras pertenciam a uma tradição comum alemã, mas foram registradas por escribas cristãos muito depois do evento histórico que relatam. Seus elementos pagãos se fundiram com o pensamento e sentimento cristãos. Numerosas baladas, em países diversos, também revelam uma antiga tradição nativa de declamação oral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os mais conhecidos dos muitos gêneros que surgiram nas literaturas vernáculas medievais estão o romance e a lírica amorosa, que combinavam elementos das tradições orais populares com as da literatura refinada. O romance usou fontes clássicas e arturianas numa narrativa poética que substituiu os épicos heróicos da sociedade feudal, como a Canção de Rolando, lenda sobre o heroísmo dos cavaleiros. No romance, temas complexos como amor, lealdade e integridade pessoal se juntaram na busca da verdade espiritual, amálgama encontrado em todas as literaturas ocidentais européias da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lírica amorosa teve antecedentes heterogêneos. As origens do amor cortês são discutíveis, como o é a influência de uma tradição de poesia popular amorosa. Fica claro, porém, que os poetas do sul e norte da França, que cantavam a mulher idealizada, foram imitados ou reinterpretados em toda a Europa: na escola siciliana da Itália, nos Minnesingers (trovadores) da Alemanha, nos versos latinos da Carmina Burana e nos cancioneiros portugueses, espanhóis e galegos do século XIII ao XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte da literatura medieval, no entanto, é anônima e dificilmente datável. Autores como Dante, Chaucer, Petrarca e Boccaccio, que surgiram no fim do período, foram os mais abalizados comentaristas da cena medieval, ao mesmo tempo que anunciavam os grandes temas e formas da literatura renascentista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-8675280975238068965?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8675280975238068965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/8675280975238068965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/11/literatura-medieval.html' title='Literatura medieval.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SghAht4ntyI/AAAAAAAAAII/YHluqTkWPQc/s72-c/saintgall.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-2021012550405818240</id><published>2009-11-22T12:25:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T12:33:15.388-08:00</updated><title type='text'>Análise do Enredo de Machado de Assis - Dom Casmurro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Swmf0OC_ktI/AAAAAAAAAV8/FOdm5qDF_3M/s1600/imagem21.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 209px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Swmf0OC_ktI/AAAAAAAAAV8/FOdm5qDF_3M/s320/imagem21.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407028547107656402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/Usuario/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 0);"&gt;Análise do Enredo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bentinho foi destinado à vida eclesiástica , nasceu sob a estigma da ansiedade agravada pela insegurança da mãe e dos que faziam parte de seu meio.&lt;br /&gt;A importância da imaginação na sua personalidade influenciou-o por toda vida. Na puberdade chega quase na obsessão sexual. Quando o ciúme começa a abrir em sua alma as primeiras feridas , sua reação é quase histérica.&lt;br /&gt;O Bentinho evocado por Dom Casmurro tem dois sinais: sexualidade tardia e predomínio da fantasia sobre a realidade. A presença dessa neurose foi o terreno onde medraram as flores doentias do ciúme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;O Ciúme&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bentinho , fisgado de “puro ciúme” sequer procurava esclarecer as dúvidas quanto as atitudes de Capitu. A imaginação continuava a correr e com ela corre o ciumento.&lt;br /&gt;No capítulo LXXII , retoma-se a tragédia de Shakespeare , Otelo , para a preposição de uma reforma dramática , entretanto , na reconstrução do seu drama memorialista preferia o caminho tradicional.&lt;br /&gt;Dom Casmurro não ousa deixar as coisas “em pratos limpos” , quase a ansiedade chega por vezes ao 1paroxismo de uma crise de nervos, com impulsos agressivos contra Capitu.&lt;br /&gt;No capítulo CXIII , o narrador começa a direcionar suas suspeitas à Capitu , que não quis acompanhar o marido ao teatro em razão de uma indisposição. Bentinho vai só , mas volta para casa no final do primeiro ato e encontra Escobar no corredor de sua casa. O episódio e tratado com fria ironia , levando o leitor as mais variadas interpretações sugeridas pela coincidência entre o mal-estar de Capitu e a visita não anunciada do amigo.&lt;br /&gt;“Dúvida sobre dúvida” (cap. CXV) é o saldo da visita de Escobar . Na conversa que se segue o assunto são as dúvidas e recomenda D. Casmurro que era ele um poço delas , coaxavam dentro dele como verdadeiras rãs.&lt;br /&gt;A necessidade do delírio , associada a perturbação do sono , configura a fase que os psiquiatras chamam de epofenia.&lt;br /&gt;José Dias chama Ezequiel de “filho do homem” e isso irrita Capitu. Essa tenta corrigir o modo de andar do filho que imita José Dias e o modo de olhar que imita Escobar. Bentinho acredita que as imitações de Ezequiel é uma prova de paternidade e não decorrente da convivência.&lt;br /&gt;Os dois casais , Bentinho e Capitu , Escobar e Sancha , planejam uma viagem para Europa, porém tal viagem não ocorre pois Escobar morre tragicamente.&lt;br /&gt;Nesse momento da obra , o ciúme se instaura para sempre no coração de Bentinho. O fato determinante surgiu nos momentos que procederam o enterro, quando a viúva é amparada por Capitu , que parecia vencer a si mesma.&lt;br /&gt;O olhar fixo de Capitu para o defunto , leva Bentinho a uma interpretação exorbitante. Suas dúvidas tornam-se agora firmes e certas , já alimentando a sede de vingança.&lt;br /&gt;A partir da morte de Escobar , Bentinho anda aborrecido , mergulha de vez na melancolia. E começa a fazer projetos de suicídio. A paranóia do ciúme se incorpora de tal forma que ele passa a tratar sua mulher com aspereza e toma o filho para transforma-lo em documento de traição.&lt;br /&gt;Ezequiel é afastado para um colégio da Lapa , no entanto , esse afastamento não diminui , de Bentinho a idéia do suicídio. Certo dia , quando esperava o café D. Casmurro pensou em matar-se ; chega a derramar o veneno na xícara , tremendo , com “os olhos vagos à memória em 2Desdêmona inocente”. A presença de Ezequiel corta-lhe o impulso suicida e surge com violência o desejo de liquidar o filho. Dom Casmurro , por um momento acreditou-se vítima de uma grande ilusão , a volta de Ezequiel lança-o novamente ao mundo de seus fantasmas.&lt;br /&gt;Santiago isola Capitu e o filho na Suíça. Capitu morre. O primeiro e único amor estava morto e enterrado , mas o ciúme não: ressurgia na figura do filho que de volta de uma das viagens o visitara inesperadamente.            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-2021012550405818240?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2021012550405818240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2021012550405818240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/11/analise-do-enredo-de-machado-de-assis.html' title='Análise do Enredo de Machado de Assis - Dom Casmurro'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Swmf0OC_ktI/AAAAAAAAAV8/FOdm5qDF_3M/s72-c/imagem21.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-283112201754732534</id><published>2009-11-20T10:04:00.001-08:00</published><updated>2009-11-22T11:30:08.391-08:00</updated><title type='text'>Análise do Enredo de Eça de Queiros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SwiFDPWdHrI/AAAAAAAAAVg/Z4pIxR70knE/s1600/Primo-Basilio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 138px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SwiFDPWdHrI/AAAAAAAAAVg/Z4pIxR70knE/s200/Primo-Basilio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406717643365097138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;Análise do Enredo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O Primo Basílio&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; é um romance de Eça de Queirós. Publicado em 1878, constitui uma análise da família burguesa urbana no século XIX.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" align="justify"&gt;O autor enfoca um lar burguês aparentemente feliz e perfeito, mas com bases falsas e igualmente podres. A criação dessas personagens denuncia e acentua o compromisso de &lt;i&gt;O Primo Basílio&lt;/i&gt; com o seu tempo: a obra deve funcionar como arma de combate social. A burguesia - principal consumidora dos romances nessa época - deveria ver-se no romance e nele encontrar seus defeitos analisados objetivamente, para, assim, poder alterar seu comportamento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" align="justify"&gt;As personagens de &lt;i&gt;O Primo Basílio&lt;/i&gt; podem ser consideradas o protótipo da futilidade, da ociosidade daquela sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(204, 102, 0); font-weight: bold;" align="justify"&gt;PERSONAGENS&lt;/p&gt;  &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Luísa:&lt;/b&gt; 	Representa a jovem romântica, inconsequente nas suas atitudes, a 	adúltera e, no final, arrependida.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Jorge:&lt;/b&gt; 	Marido dedicado de Luísa, homem prático e simples, que contrasta 	com a personalidade mundana e sedutora de Basílio.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Basílio:&lt;/b&gt; 	Dândi, conquistador e inrresponsável, "bon vivant" 	pedante e cínico. Como todo dândi, Basílio procurava imitar um 	estilo de vida aristocrático, decadente.Tinha uma preocupação 	latente em estar bem vestido e arrumado.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Juliana:&lt;/b&gt; 	Personagem mais completa e acabada da obra, tem sido vista como o 	símbolo da amargura e do tédio em relação à profissão. Feia, 	virgem, solteirona, bastarda, é inconformada com sua situação e 	por isso odeia a tudo e a todos, principalmente seus patrões. Não 	se detendo diante de qualquer sentimento de fundo moral.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sebastião:&lt;/b&gt; 	Personagem simpático que permanece fiel a Jorge e ao mesmo tempo 	ajuda Luísa. Sebastião é o único que não apresenta nenhuma 	crítica à socialidade lisboeta.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Julião:&lt;/b&gt; 	Parente distante de Jorge e amigo íntimo da casa, Julião 	Zuzarte,assim como Juliana, representa o descontentamento e o tédio 	com a profissão. Estudava desesperadamente medicina, na esperança 	de conseguir uma clientela rica. Andando sempre sujo e desarrumado, 	Julião era invejoso e azedo.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Visconde 	Reinaldo:&lt;/b&gt; Amigo de Basílio, era, como este, um dândi. 	Desprezava Portugal. Reinaldo representa o pensamento aristocrático, 	o desprezo pelos valores burgueses, como a família e a virtude.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Dona 	Felicidade:&lt;/b&gt; Amiga de Luísa, cinquentona. Apaixonada 	perdidamente pelo Conselheiro Acácio. Simbolizava, nas palavras do 	próprio Eça: "a beatice parva de temperamento excitado". 		&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Conselheiro 	Acácio:&lt;/b&gt; Antigo amigo do pai de Jorge, Acácio é o arquétipo 	do sujeito que só diz obviedades. Pudico, formal em qualquer 	atitude, rejeita friamente as investidas de Dona Felicidade. Diz a 	todos que "as neves da fronte acabam por cair no coração". 	No entanto, vive um romance secreto com sua criada.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Senhor 	Paula:&lt;/b&gt; Vizinho de Jorge. Junto com a carvoeira e a estanqueira, 	passa o dia bisbilhotando quem entra e quem sai da casa do 	"engenheiro". O surgimento de Basílio acaba virando um 	espetáculo para eles.  	&lt;/p&gt; 	&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;b&gt;Leopoldina:&lt;/b&gt; Amiga de 	Luísa, casada e adúltera. Sempre em busca de novos prazeres e 	assim amantes, tem uma má reputação, e é uma possível 	influência para o comportamento de Luísa.  	&lt;/p&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p style="font-weight: bold; color: rgb(204, 102, 0);" class="western" align="justify"&gt;ENREDO&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Jorge, bem-sucedido engenheiro e funcionário de um ministério e Luísa, moça romântica e sonhadora, protagonizam o típico casal burguês de classe média da sociedade lisboeta do século XIX. Casados e felizes, faltando apenas um filho para completar a alegria do "lar do engenheiro", como era chamada a residência do casal pela vizinhança pobre.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Um grupo de amigos sempre freqüenta aquele lar: D. Felicidade, a beata que sofre de crises gasosas e morre de amores pelo Conselheiro; Sebastião, amigo íntimo de Jorge; Conselheiro Acácio, o bem letrado; Ernestinho e as empregadas Joana – assanhada e namoradeira – e Juliana – revoltada, invejosa, despeitada e amarga, responsável pelo conflito do romance.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Ao mesmo tempo que cultiva uma união formal e feliz com Jorge, Luísa ainda mantém amizade com uma antiga colega, Leopoldina – chamada a "Pão-e-Queijo" por suas contínuas traições e adultérios. A felicidade e a segurança de Luísa passam a ser ameaçadas quando Jorge tende a viajar a trabalho para Alentejo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Após a partida de seu esposo, Luísa fica enfadada sem ter o que fazer, no marasmo e em uma melancolia pela ausência do marido e exatamente nesse meio-tempo, Basílio chega do exterior. Conquistador e "bon vivant", o primo não leva muito tempo para reconquistar o amor de Luísa (eles haviam namorado antes de Luísa conhecer Jorge),Luísa era uma pessoa com uma forte visão romântica da vida, lia apenas romances, Basilio apresentou-se como a chave para seus sonhos: rico, morando na França, amoroso agora transformado em ardente paixão e isso faz com que Luísa pratique o adultério. Entrementes, Juliana espera apenas uma oportunidade para apanhar a patroa "em flagrante".&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Os encontros entre os dois se sucedem ao par da troca de cartas de amor, uma das quais é interceptada por Juliana – graças aos conselhos "sábios" de tia Vitória –, que começa a chantagear a patroa. Transformada de senhora mimada em escrava, Luísa começa a adoecer. De frágil constituição, os maus tratos que sofre de Juliana logo lhe tiram o ânimo, minando-lhe a saúde.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Jorge volta e de nada desconfia, pois Luísa satisfaz todos os caprichos da criada, enquanto tenta todas as soluções possíveis, até que encontra a ajuda desinteressada e pronta de Sebastião, o qual, armando uma cilada para Juliana, intentando levá-la presa, acaba por provocar-lhe a morte. É um novo tempo para Luísa, cercada do carinho de Jorge, Joana e da nova empregada, porém, já é tarde demais: enfraquecida pela vida que tivera de suportar sob a tirania de Juliana, Luísa é acometida por uma violenta febre. Acamada pelas altas febres, Luísa não nota que Basílio lhe responde a uma carta escrita a meses, e quando o carteiro entrega a carta em sua residência, chama a atenção de Jorge por estar endereçada a Luísa e ser remetida da França, motivo pelo qual ele a abre e descobre o adultério da esposa nas palavras amorosas e cheias de saudade de Basílio.A evidência da traição o faz entrar em desespero mas no entanto, perdoa-lhe a traição pelo forte amor que lhe tem e pelo seu frágil estado de saúde. De nada adiantam os carinhos e cuidados do marido e dos amigos, nem o zelo médico - que chegou a raspar-lhe os longos cabelos - de que foi cercada.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" align="justify"&gt;Luísa morre e o "lar formalmente feliz" desfaz-se. O romance termina com a volta de Basílio - o qual fugira, deixando-a sem apoio - e seu cinismo, ao saber da morte da amante: comenta com um amigo que "antes tivesse trazido a Alphonsine". Esta parte encerra o livro explicitando o mau caráter de Basílio. Enquanto caminhavam pela rua, seu amigo, o Visconde Reinaldo, censurava Basílio por ter tido um romance com uma "burguesa", sem distinção. Não era, como ele mesmo dizia,uma amante chique, pelo contrário "uma mulher sem relações decentes, casada com um reles funcionário". Achava a relação absurda,no final das contas. E arrisca dizer que Basílio fizera o que fizera,por "higiene". Naquela época,havia a crença de que a ausência de sexo fazia mal à saúde dos homens. O sexo em casa, no entanto, não era suficiente. O homem deveria buscar o sexo fora, só assim conseguindo o efeito desejado. Ao responder "droga, deveria ter trazido a Alphonsine", Basílo confirma a suspeita do amigo. Luísa fora usada, então. Não houve qualquer sentimento. Luísa morrera,portanto, sem nunca ter sido amada por Basílio.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-283112201754732534?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/283112201754732534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/283112201754732534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/11/analise-do-enredo-de-eca-de-queiros.html' title='Análise do Enredo de Eça de Queiros'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/SwiFDPWdHrI/AAAAAAAAAVg/Z4pIxR70knE/s72-c/Primo-Basilio.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-332613057378659198</id><published>2009-10-11T18:28:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:29.993-08:00</updated><title type='text'>Textos de Fernando Pessoa.</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;“AUTOPSICOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta é um fingidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finge tão completamente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que chega a fingir que é dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor que deveras sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os que lêem o que escreve,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na dor lida sentem bem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não as duas que ele teve,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só a que eles não têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim nas calhas da roda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gira, a entreter a razão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse comboio de corda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se chama o coração.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembra-te:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;“Poema do amigo aprendiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tão longe e nem tão perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida mais precisa que eu puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da maneira mais discreta que eu souber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem forçar tua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar, quando for hora de calar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem calar, quando for hora de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem ausente, nem presente por demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente, calmamente, ser-te paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso eu te suplico paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou encher este teu rosto de lembranças,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;“Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembra-te :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.”&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-332613057378659198?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/332613057378659198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/332613057378659198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/10/textos-de-fernando-pessoa.html' title='Textos de Fernando Pessoa.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-6891117567650060970</id><published>2009-10-11T18:24:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:28.168-08:00</updated><title type='text'>Biografia - Fernando Pessoa.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StKFjZUv-AI/AAAAAAAAATk/wg8d4C2nM4o/s1600-h/216_2310-Fernando-Pessoa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 245px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StKFjZUv-AI/AAAAAAAAATk/wg8d4C2nM4o/s320/216_2310-Fernando-Pessoa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391518547055736834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fernando Antônio Nogueira Pessoa, nasce em 13 de junho de 1888 na cidade de Lisboa, Portugal. Segundo ele próprio nos conta, no ano seguinte nasceu Alberto Caeiro, o poeta do campo e da natureza e também Álvaro de Campos, o engenheiro. Quando tinha cerca de 5 anos, seu pai morre com apenas 43 anos. Em 1894, então com 6 anos de idade, cria seu primeiro heterônimo: Chevalier de Pas. Em 1896, parte com sua família para Durban, África do Sul. Vão morar com o novo marido de sua mãe, o comandante João Miguel Rosa, cônsul interino de Portugal naquele país. Lá Fernando Pessoa vai aprender inglês e francês, línguas em que escreverá alguns poemas e grandes trabalhos de tradução. Com 14 anos de idade, em 1902, escreve o poema "Quando ela passa", presente em nossa seleção de poemas. Em 1905, parte sozinho para Lisboa onde pretende se inscrever no Curso Superior de Letras. Embora tenha ingressado no curso, jamais o terminou. A partir de 1912 (ano em que nasce Ricardo Reis em sua cabeça), Pessoa entra numa fase bastante produtiva colaborando com a revista Águia, onde publica uma série de artigos e poemas. Sua obra e sua vida foram permeados por ligações com as chamadas ciências ocultas, o que pode ser percebido em muitos de seus poemas. Em 1930 inicia uma troca de correspondência com o "mago" inglês Aleister Crowley que neste mesmo ano vai à Lisboa visitar Fernando Pessoa. Vinte e três dias depois de sua chegada, Crowley desaparece misteriosamente. Em homenagem ao inglês, Pessoa traduz e publica o poema "Hino a Pã" escrito por Crowley.&lt;br /&gt;Pessoa nunca se casou. Teve por algum tempo um namora com Ophélia, mas acabou por desistir do namoro para casar-se com a literatura. Embora tenha escrito e publicado dezenas de artigos, ensaios e poemas em seus anos de vida, por incrível que pareça, ele que é um dos maiores poetas da língua portuguesa, publicou apenas um livro em vida, o "Mensagens" em 1934. Com este livro participou de um concurso literário chamado "Antero de Quental" e ganhou o segundo premio ("segunda categoria"), cabendo o primeiro premio ao livro "Romaria" de Vasco Reis. Em janeiro de 1935 pensa em mudar-se para as cercanias de Lisboa para compor seu primeiro grande livro a ser publicado, o que não aconteceria. Em 29 de novembro deste ano, Fernando Pessoa é hospitalizado com uma cólica hepática. No dia seguinte, 30 de novembro de 1935, com apenas 47 anos de vida, falece Fernando Pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-6891117567650060970?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6891117567650060970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6891117567650060970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/10/biografia-fernando-pessoa.html' title='Biografia - Fernando Pessoa.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StKFjZUv-AI/AAAAAAAAATk/wg8d4C2nM4o/s72-c/216_2310-Fernando-Pessoa.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-2642011447210129097</id><published>2009-10-11T17:55:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:26.655-08:00</updated><title type='text'>Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ_FqOeP9I/AAAAAAAAATU/6neS1h7-FkY/s1600-h/clarice+lispector+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 220px; height:230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ_FqOeP9I/AAAAAAAAATU/6neS1h7-FkY/s320/clarice+lispector+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391511439126970322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A descoberta do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.&lt;br /&gt;Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos. [...] Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.&lt;br /&gt;    Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor. [...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.&lt;br /&gt;Pois juro que a vida é bonita.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temperamento impulsivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.&lt;br /&gt;    Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcida em excesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez? Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes. Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideal de vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.&lt;br /&gt;    O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.&lt;br /&gt;    [...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.&lt;br /&gt;É pouco, é muito pouco.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritora, sim; intelectual, não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade.&lt;br /&gt;[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?&lt;br /&gt;    O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síntese perfeita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Sou tão misteriosa que não me entendo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A certeza do divino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver e escrever&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”&lt;br /&gt;    “Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.&lt;br /&gt;    O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”&lt;br /&gt;    “Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância da maternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vislumbre do fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove. Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2004. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-2642011447210129097?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2642011447210129097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2642011447210129097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/10/textos-extraidos-do-livro-aprendendo.html' title='Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ_FqOeP9I/AAAAAAAAATU/6neS1h7-FkY/s72-c/clarice+lispector+1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-4444230957024072480</id><published>2009-10-11T17:51:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:24.772-08:00</updated><title type='text'>Biografia - Clarice Lispector.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ9tTX-ZsI/AAAAAAAAATM/2lirXr0lcnY/s1600-h/clarice+lispctor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 242px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ9tTX-ZsI/AAAAAAAAATM/2lirXr0lcnY/s320/clarice+lispctor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391509921164322498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } 		A:visited { so-language: zxx } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;De origem judaica, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. A família de Clarice sofreu a perseguição aos judeus, durante a Guerra Civil Russa de 1918-1921. Seu nascimento ocorreu em Chechelnyk, enquanto percorriam várias aldeias da Ucrânia, antes da viagem de emigração ao continente americano. Chegou no Brasil quando tinha dois meses de idade.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;	A família chegou a Maceió em março de 1922, sendo recebida por Zaina, irmã de Mania, e seu marido e primo José Rabin. Por iniciativa de seu pai, à exceção de Tania – irmã, todos mudaram de nome: o pai passou a se chamar Pedro; Mania, Marieta; Leia – irmã, Elisa; e Haia, Clarice. Pedro passou a trabalhar com Rabin, já um próspero comerciante.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;	Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade do Recife, onde passou parte da infância. Falava vários idiomas, entre eles o francês e inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;	Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance &lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;A Hora da Estrela&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela. Faleceu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi inumada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;	Em dezembro de 1943, publicou seu primeiro romance, &lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Perto do coração selvagem&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;. Escrito quando tinha 19 anos, o livro apresenta Joana como protagonista, a qual narra sua história em dois planos: a infância e o início da vida adulta. A literatura brasileira era nesta altura dominada por uma tendência essencialmente regionalista, com personagens contando as dificuldades da realidade social do país na época. Clarice Lispector surpreendeu a crítica com seu romance, seja pela problemática de caráter existencial, completamente inovadora, seja pelo estilo solto, elíptico e fragmentário. Este estilo de escrita se tornou marca característica da autora, como pode ser observado em seus trabalhos subsequentes.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;	Na época da publicação, muitos associaram o seu estilo literário introspectivo a Virginia Woolf ou James Joyce, embora ela afirme não ter lido nenhum destes autores antes de ter escrito seu romance inaugural. A epígrafe de Joyce e o título, inspirado em citação do livro de Joyce Retrato do Artista quando Jovem, foram sugeridos por Lúcio Cardoso após o livro ter sido escrito.&lt;u&gt; &lt;/u&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Perto do coração selvagem&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;u&gt; &lt;/u&gt;ganhou o prêmio da Fundação Graça Aranha de melhor romance de estréia, em outubro de 1944&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;	A obra de Clarice ultrapassa qualquer tentativa de classificação. A escritora e filósofa francesa Hélène Cixous vai ao ponto de dizer que há uma literatura brasileira A.C. (Antes da Clarice) e D.C. (Depois da Clarice).&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;	Além de escritora, Clarice foi colunista do Jornal do Brasil, do Correio da Manhã e Diário da Noite. As colunas, que foram publicadas entre as décadas de 60 e 70, eram destinadas ao público feminino, e abordavam assuntos como dicas de beleza, moda e comportamento. Em meados de 1970, Lispector começou a trabalhar no livro &lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Um sopro de vida: pulsações&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;, publicado postumamente. Este livro consiste de uma série de diálogos entre o "autor" e sua criação, Angela Pralini, personagem cujo nome foi emprestado de outro personagem de um conto publicado em &lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;Onde estivestes de noite&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;. Esta abordagem fragmentada foi novamente utilizada no seu penúltimo e, talvez, mais famoso romance, &lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;b&gt;A hora da estrela.&lt;/b&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt; No romance, Clarice conta a história de Macabéa, uma datilógrafa criada no estado de Alagoas que migra para o Rio de Janeiro e vai morar em uma pensão, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. O livro descreve a pobreza e a marginalização no Brasil, temática que pouco aparece ao longo da sua obra. A história de Macabéa foi publicada poucos meses antes da morte de Clarice.  &lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-4444230957024072480?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/4444230957024072480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/4444230957024072480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/10/biografia-clarice-lispector.html' title='Biografia - Clarice Lispector.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ9tTX-ZsI/AAAAAAAAATM/2lirXr0lcnY/s72-c/clarice+lispctor.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-3314188472263083439</id><published>2009-10-11T17:34:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:23.764-08:00</updated><title type='text'>Frase de Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ5zSeOiqI/AAAAAAAAAS8/irHa7jojvso/s1600-h/clarice.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ5zSeOiqI/AAAAAAAAAS8/irHa7jojvso/s320/clarice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391505625954814626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;“Eu sou à esquerda de quem entra. E estremece em mim o mundo. (…) Sou caleidoscópica: fascinam-me as minhas mutações faiscantes que aqui caleidoscopicamente registro. Sou um coração batendo no mundo.”&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(Clarice Lispector)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-3314188472263083439?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3314188472263083439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3314188472263083439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/10/frase-de-clarice-lispector.html' title='Frase de Clarice Lispector'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/StJ5zSeOiqI/AAAAAAAAAS8/irHa7jojvso/s72-c/clarice.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-4554794669781920118</id><published>2009-09-05T06:01:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:21.383-08:00</updated><title type='text'>ARTISTAS DA ARTE MODERNA</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt; 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Em 1912 foi enviada para a Alemanha, a fim de cursar a Academia de Belas-Artes de Berlim, após curto estágio &lt;st1:personname productid="em Dresden. A" st="on"&gt;em Dresden. A&lt;/st1:personname&gt; própria artista, em depoimento de 1939, assim descreveu esses primeiros tempos na Europa: &lt;span style=""&gt;"&lt;/span&gt;Em Berlim continuei a busca e comecei a desenhar. Desenhei seis meses dia e noite. Um belo dia fui com um colega ver uma grande exposição de pintura moderna. Eram quadros grandes. Havia emprego de quilos de tintas, e de todas as cores. Um jogo formidável. Uma confusão, um arrebatamento, cada acidente de forma pintado com todas as cores. O artista não havia tomado tempo para misturar as cores, o que para mim foi uma revelação e minha primeira descoberta. Pensei: o artista está certo. A luz do sol é composta de três cores primárias e quatro derivadas. Os objetos se acusam só quando saem da sombra, isto é, quando envolvidos na luz. Tudo é resultado da luz que os acusa, participando de todas as cores. Comecei a ver tudo acusado por todas as cores. Nada neste mundo é incolor ou sem luz. Procurei o homem de todas as cores, Louis Corinth, e dentro de uma semana comecei a trabalhar na aula desse professor.&lt;span style=""&gt;"&lt;/span&gt; Após uma curta passagem pela Alemanha se dirigiu a Paris e retornou ao Brasil em 1914 quando realizou sua primeira exposição individual. Em 1917 após estudos feitos nos Estados Unidos realizou outra exposição. Criticas feitas ao seu trabalho por reacionário como Monteiro Lobato a desestabilizaram e sua obra declinou logo após. Seus trabalhos foram expostos na Semana de Arte Moderna de 1922 e em outras exposição onde foi premiada e consagrada. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Para Mário de Andrade, outro expoente do modernismo brasileiro: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;foi ela, foram os seus quadros, que nos deram uma primeira consciência de revolta e de coletividade em luta pela modernização das artes brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; - &lt;b&gt;Di Cavalcanti&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;        Possível autor da iniciativa de 1922, Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque Melo, artisticamente conhecido como Di Cavalcanti, nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Teve seu trabalho publicado pela primeira vez em uma revista, em 1914. Realizou sua primeira mostra individual em 1917, como desenhista; era então na opinião de Mário de Andrade, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;o menestrel dos tons velados&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;, e utilizava como meio de expressão predileto o pastel, evocando figuras femininas "de angelitude então em voga". Em 1921 realizou sua primeira exposição de pinturas e em seguida presenciou a Semana de Arte Moderna, ao que parece originada de uma sugestão de Di Cavalcanti e Paulo Prado. Compareceu com 12 obras nas quais se observa certa persistência de tendências passadas, como o Impressionismo e o Simbolismo, temperadas com algumas pitadas de Expressionismo. As críticas, como de costume a qualquer forma de mudança na arte da época, foram intensas e arrasadoras. Após a Semana, Di Cavalcanti embarcou para a Europa onde se dedicou exclusivamente à pintura e onde sofreu muitas influências no trabalho. Retornando ao Brasil realizou nova mostra e uma exposição individual. Mário de Andrade não poupou elogios aos seus trabalhos e à maneira explendida como mostrou o Brasil como ele é. Suas coisas, sua gente, sua alegria. A década de 40 foi o apogeu do talento de Di Cavalcanti, que se tornou um dos mais notáveis pintores brasileiros gerados pelo modernismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h1&gt;&lt;u&gt;Flávio de Resende Carvalho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;       Pioneiro da arquitetura moderna brasileira, pintor desenhista, escritor, Flávio de Resende Carvalho estudou na Inglaterra e sempre se distinguiu pelo arrojo e pelo ineditismo de sua atuação. Foi um inovador, acostumado, desde o princípio, a nunca pisar caminhos já sulcados. Sua originalidade revelou-se, por exemplo, no &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Bailado do Deus Morto, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;quando realizou cenários luminosos para uma sinfonia coreográfica de seu amigo Camargo Guarniere. Ou ainda em sua ridicularizada tentativa de impor, aos brasileiros, um traje mais adequado ao clima do país, desfilando com um saiote pelas ruas de São Paulo. Grande pintor e desenhista ligado ao Expressionismo, teve na figura humana seu tema favorito, sendo famosos os retratos que fez de personalidades da vida cultural brasileira, como Mário de Andrade e José Lins do Rego. Mas foi nos desenhos da Série Trágica, realizados junto ao leito de morte de sua mãe, em 1947, que Flávio de Carvalho atingiu o auge de sua arte. Sobre esses trabalhos, escreveu Almeida Sales: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Não sabendo expressar-se mais profundamente &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;do que por intermédio de sua gagueira de traços acumulados sobre a folha alva, ousou transformar o quarto da mãe morrendo em ateliê de registro do estranho fato. Saiu da alcova trágica como um deus que tivesse detido o processo inexorável da morte. Debaixo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;do braço, folhas riscadas com carvão guardavam, indelevelmente, a mais extraordinária fotografia de todos os tempos: os últimos estertores da vida de uma anciã entrando na morte, fixado pelo homem nascido de suas entranhas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;Alberto da Veiga Guignard&lt;/h2&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;     Ainda adolecente, Alberto da Veiga Guignard, seguiu com sua família para a Europa onde cursou as academias de Arte de Florença e Munique, e expôs por duas vezes no Salão de Outono, &lt;st1:personname productid="em Paris. Referindo-se" st="on"&gt;em Paris. Referindo-se&lt;/st1:personname&gt; a si mesmo na terceira pessoa, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Guignard disse, em 1960, que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;  de acadêmico passou a moderno , após ter visto uma exposição de arte moderna alemã: o modernsmo o fascinou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; Em 1929, retornou ao Rio de Janeiro e lecionou na Fundação Osório e na Antiga Universidade do Distrito Federal, além de montar seu ateliê. De meados da década de 30 até o final da vida, Guignard evoluiu gradativamente, sempre concedendo primordial importância ao desenho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Em 1944, mudou-se para Minas Gerais a convite de Juscelino e foi como paisagista que atingui seu apogeu sobretudo das séries Jardim Botânico, Itatiaia, Parque Municipal de Belo Horizonte, Lagoa Santa, Sabará e Ouro Preto. Guignard era dotado de excelente técnica, pintando em camadas finas, que se sucediam umas sobre as outras, à maneira dos antigos. Sua pintura é, preferentemente, lisa, ignorando o empaste. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h3 style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;u&gt;Ismael Nery&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;     Descendente de índios, negros e holandeses, Ismael Nery, tinha dois anos de idade quando sua família se fixou no Rio de Janeiro; aos 15, matriculou-se na Escola Nacional de Belas-Artes, da qual foi aluno rebelde e displicente. Ao contrário de Di Cavalcanti, Tarsila e Vicente do Rego Monteiro, Ismael Nery buscava o universal: nunca o preocupou a eventualidade de uma pintura brasileira. Por outro lado, em toda a sua obra assoma um só tema: a figura humana. Foi, na verdade, um clássico, cevado na profunda admiração que devotava a Ticiano, Tintorreto, Veronese e Rafael - admiração que estendeu a &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Chagall, Max Ernst e Picasso. Em sua produção, pouco extensa - cerca de cem óleos, apenas, e de um milheiro de aquarelas, guaches e desenhos, distinuem-se três fases: a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-weight: normal;"&gt;expressionista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de &lt;st1:metricconverter productid="1922 a" st="on"&gt;1922 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1923; a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-weight: normal;"&gt;cubista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de &lt;st1:metricconverter productid="1924 a" st="on"&gt;1924 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1927 e a &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma; font-weight: normal;"&gt;surrealista&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de 1927 ao fim da vida. Se artisticamente  o período expressionista-cubista é o mais importante e fecundo (influência de Picasso), o último, marcado por Chagall, é historicamente o de maior relevo, tendo sido Ismael o introdutor do surrealismo entre nós. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style=""&gt;Lasar Segall&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Pintor, escultor, desenhista e gravador, Lasar Segall nasceu em 1891 em Vilna, na Lituânia, e nessa cidade (então parte integrante do território russo) deu início ao seu aprendizado, com o escultor e gravador Markus Antokolski. Em 1906 emigrou para a Alemanha, estudando na Academia de Belas-Artes de Berlim entre 1907 e 1909, quando foi desligado por ter participado da &lt;i&gt;Freie Sezession &lt;/i&gt;— uma exposição de artistas descompromissados com a estética oficial — na qual conquistou o Prémio Max Liebermanu. Em 1910 transferiu-se para Dresden, freqíientando a Academia de Belas-Artes local na qualidade de &lt;i&gt;Meisterschúller &lt;/i&gt;(aluno instrutor), dispondo de atéliê próprio e de plena liberdade de expressão. Em Dresden, no mesmo ano, realizou sua primeira mostra individual, com pinturas ainda fortemente marcadas pelo Impressionismo de Liebermann. Tinha Segall cerca de vinte anos quando começou a se afastar gradativamente da influência de Liebermann e a se aproximar do Expressionismo. Sempre em busca de novos caminhos, estava em 1912 nos Países Baixos, e em 1913 aventurou-se até o Brasil, onde realizou a primeira exposição de arte moderna. No mesmo ano retornou à Alemanha; em 1914, cidadão russo que era, foi internado num campo de concentração. Essa amarga experiência lhe serviria, anos mais tarde, na abordagem de alguns de seus quadros mais trágicos, inspirados pela guerra de 1939. Até 1923 Segall permaneceu na Alemanha, onde publicou quatro álbuns de litografias e águas-fortes e realizou exposiç6es individuais em Hagen (1920), Frankfurt (1921) e Leipzig (1923). A Alemanha vencida proporcionava-lhe campo propicio ao trágico e rude Expressionismo dc sua mocidade. Aos 32 anos, já senhor de sua técnica, praticava urna temática pessoal: velhos leitores do Talmude, camponeses e mendigos, indigentes e crianças, evocações da terra natal e retratos de parentes e intelectuais, auto-retratos. Seu desenho é incisivo e anguloso; o colorido, forte e cru, O corpo humano é deformado de modo a melhor evocar paixões e sofrimento. Em 1923, decidiu voltar ao Brasil, radicando-se definitivamente &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt;, onde, no ano seguinte, efetuou nova mostra individual, e realizou a decoração do Pavilhão de Arte Moderna de Dona Olivia Guedes Penteado. Casando-se em 1925 com uma discípula, Jenny Klabín, adotou como sua a nova terra, naturalizando-se mais tarde cidadão brasileiro. Ao mesmo tempo, deu inicio às pinturas de temática brasileira — mulatas com filhos ao colo, marinheiros e prostitutas, favelas e bananeiras — expostas em 1926 em Berlim, Dresden e Stuttgart, em 1927cm São Paulo em 1928 no Rio de Janeiro. Em 1929 Segall passou a esculpir, criando, em madeira, pedra e gesso, as mesmas figuras sofridas e solitárias que já eternizara em pinturas, desenhos e gravuras. Cabe recordar que seu primeiro mestre, Antokolski, foi. um dos mais importantes escultores russos do século XIX: sua obra, influenciada por Rodin, oscila entre os temas judaicos e as grandes personagens da história russa, sem falar nos mártires e santos do cristianismo, que muito o seduziram. Pode-se aventar a hipótese de uma influência, leve mas duradoura, de Antokolskí sobre Segall escultor. Após ter realizado uma exposição em Paris, em 1932, Segall fundou, com outros artistas, a Sociedade Pró-Arte Moderna SPAM — da qual foi, por assim dizer, a alma. Duas de suas series mais importantes de pinturas tiveram Inicio em 1935: as interpretações da natureza de Campos do Jordão e os &lt;i&gt;Retratos de Lucy &lt;/i&gt;(sua jovem aluna Lucy Citti Ferreira). Foram intervalos de calma, nos quais vibram tonalidades líricas. Em 1936, porém, o artista estava de volta à antiga ambiência de tragédia e solidão: é a época de suas primeiras pinturas de temática social, que lhe garantiram um lugar de destaque entre os principais expressionistas do século. Essas pinturas preludiam a iminente conflagração mundial, os massacres, o genocídio. &lt;i&gt;Pogrom. Na pio de Emigrantes, Guerra, Campo de Concentraçdo. Os Condenados &lt;/i&gt;e as gravuras do álbum &lt;i&gt;Visões de Guerra &lt;/i&gt;(1940-1943) compõem uma dramática sequência de sofrimento, raras vezes expresso, em obras pictóricas, de modo tão intenso e profundo. Uma grande exposição realizada em 1943 no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro (não sem incidentes criados pelos pintores tradicionalistas ou acadêmicos), colocou definitivamente Sega&lt;sup&gt;11 &lt;/sup&gt;entre nossos maiores artistas. Em &lt;st1:metricconverter productid="1944 a" st="on"&gt;1944 a&lt;/st1:metricconverter&gt; temática das prostitutas, que vinha desde os tempos da mocidade em Berlim, de novo irrompe nas gravuras do álbum &lt;i&gt;Mangue. &lt;/i&gt;A mesma temática ressurge numa de suas últimas séries de pinturas, &lt;i&gt;,4s Erradias, &lt;/i&gt;de 1949. Neste mesmo ano, tem inicio uma nova fase, interrompida pela morte em 1957: &lt;i&gt;As Florestas. &lt;/i&gt;Lasar Segall é tipicamente expressionista. Enquadrando-se como artista de técnica e temperamento europeus, pode também ser considerado brasileiro, não só porque viveu entre nós vários anos, chegando mesmo a se naturalizar, mas porque se inspirou em nossa gente e em nossas coisas, chegando, em certos momentos, a ser tocado pela luminosidade tropical. Foi excepcional como pintor, como desenhista, como gravador — nas três técnicas — e como escultor, Além do mais, contribuiu poderosamente para a implantação da arte moderna &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; e no Brasil, cujos limites culturais alargou. Sua temática é, no dizer de Geraldo Ferraz, a do sofrimento humano- O drama de sua raça judaica e, mais do que isso, o drama da raça humana, ameaçada de extermínio pela violência e pela intolerância, motivaram-lhe os quadros mais sofridos. Segall nunca foi maior nem mais sincero do que quando retratou os desamparados e os oprimidos-+, e em suas grandes obras de cunho social chega a evocar o Goya dos &lt;i&gt;Desastres de Ia Guerra &lt;/i&gt;e o Picasso de &lt;i&gt;Guernica. &lt;/i&gt;No fim da vida tornou-se mais lírico, adotando por vezes tom bucólico ante a paisagem de Campos do Jordão; sentiu também o apelo do não-figurativismo, na &lt;i&gt;sérieAsFlorestas, &lt;/i&gt;que presenciou experiências formais e cromáticas; mas tinha necessidade da figura humana para externar seus sentimentos. E é como grande pintor figurativo, um dos maiores que viveram no Brasil, que será sempre evocado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;Milton Dacosta&lt;/h2&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Nascido em1915 em Niterói, foi um artista precoce. Sua primeira participação no Salão Nacional de Belas-Artes se deu em 1933, e sua primeira mostra individual realizou-se em 1936, na Galeria Santo Antônio, no Rio. Dacosta estudou na Escola Nacional de Belas-Artes, onde foi aluno de Marques Júnior. Suas primeiras produções, paisagens de cunho naturalista, são exercícios de um rapaz de pouco mais de 15 anos, nos quais já se evidenciavam certas qualidades como um agudo senso de construção formal, uma tendência inata a captar o essencial das coisas, o horror ao regional, ao folclórico e ao anedótico. Por volta de 1940, Dacosta abandonou sua primeira maneira e, sob influência da Escola de Paris, iniciou uma nova fase, marcada pela influência de Cézanne, Modigliani, De Chirico e, entre os brasileiros, Portinari. Essa influência se mostra presente em sua tendência construtiva, sua atmosfera rarefeita em certos quadros, e nos pescoços longos e nas cabeças ovaladas de seus &lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;ciclistas e banhistas &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;além do despojamento e severidade de certas naturezas mortas. A influência maior, contudo, proveio do Cubismo, mas de um cubismo adaptado à circunstância brasileira e às peculiaridades do temperamento do pintor. Foi essa paixão pelo cubismo que fez Dacosta substituir gradualmete o Impressionistmo de suas primeiras obras por uma arte mais extruturada, mais construída. Em 1955, recebeu o prêmio de melhor pintor brasileiro na Bienal de São Paulo e de viagem ao estrangeiro no Salão de Belas-Artes de 1944. Várias vezes expôs individualmente  e participou de mostras coletivas. Teve salas especiais na VI Bienal de São Paulo, em 1961, e nas I Bienal da Bahia, em 1966. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Tarsila do Amaral&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;À margem da Semana de Arte Moderna, despontaram algumas personalidades importantes, sem as quais não seria possível apresentar um quadro completo da criação modernista, pois sua obra é fundamental tanto pelo nível expressivo quanto pela originalidade da solução. E não é exagerado afirmar que entre esses criadores isolados se encontram alguns dos maiores artistas brasileiros deste século, como Tarsila do Amaral, Antônio Gomide, Celso Antônio de Meneses e Osvaldo Goeldi. Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, no interior do Estado de São Paulo. Estava perto dos trinta anos quando, em 1916, -deu início à sua carreira de artista, tornando-se aluna dos escultores Zadig e Mantovani. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Em 1917 era aluna de Pedro Alexandrino, nada tendo feito que deixasse pressupor o altonível que atingiria sua pintu ra, anos mais tarde. Depois dc curto estágio no ateliê do pin tor alemão Georg Fischer Elpons, em 1920 Tarsila seguiu para a Europa, cursando por algum tempo a Academia Julian, de Paris, e o ateliê de Émile Renard, retratista da moda. Certas figuras femininas de Tarsila, executadas por volta de 1922, em pálidas cores com predomínio de azuis, evocam diretamente o estilo desse mestre, o qual teve o mérito de encorajá-la em direção à modernidade. Em 1922, Tarsila expunha em Paris, no pacato Salão dos Artistas Franceses, uma pintura que evocava o passado, sem remeter ao futuro. Nesse mesmo ano, contudo, retornando ao Brasil, decidiu modificar sua orientação estética; ao mesmo tempo, ligou-se aos intelectuais que formavam o Grupo Klaxon: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti dei Picchia e Sérgio Buarque de Holanda, entre outros. Logo depois formou, com os três primeiros e Anita Malfatti, o Grupo dos Cinco, de vida efêmera; em 1923 encontrava-se de novo em Paris para estudar seriamente. Em janeiro de 1923, ainda sob a influência do Impressionismo, pintou &lt;i&gt;Paquita, a Espanhola. &lt;/i&gt;Na obra seguinte — &lt;i&gt;A Negra &lt;/i&gt;— já se acham algumas das características que marcam sua grande obra. Por essa época, a artista começou a freqüentar os ateliês dos principais mestres cubistas. Como escreveu Sérgio Milliet, em 1924, na &lt;i&gt;Revista do Brasil, &lt;/i&gt;"André Lhote foi o seu primeiro mestre. Com ele conheceu a necessidade de uma reação contra o boichevismo impressionista. Lhote, pintor secundário, é excelente professor. Traço de união entre o cubismo e o academismo. Seu segundo mestre foi Fernand Léger. Mais um passo para a frente: mecanismo da vida moderna, assunto novo, síntese, ritmo, movimento. Quis, porém, conhecer os requintes da nova tendência e dirigiu-se a Albert Gleizes. Geometria, abstração do objeto, criação. Passou pelas três fases do cubismo. Convinham-lhe todas parcialmente. E continuou a ser Tarsila do Amaral". Ao mesmo tempo que seu espírito se abria e amadurecia, Tarsila conhecia Picasso e De Chirico, Brancusi, Manuel de Falia, Stravinsky, André Breton, Cendrars, John dos Passos e outros plasmadores da arte do século XX. Em 1924, durante uma viagem às cidades históricas de Minas Gerais, em companhia de Oswald de Andrade e do poeta Blaise Cendrars, Tarsila descobriu o Bra-sil: as obras que compôs nos anos seguintes constituem a fase "pau-brasil", da qual &lt;i&gt;E. E. C. B. &lt;/i&gt;é altamente significativa. Tal fase resume-se, segundo Sérgio Milliet, em alguns poucos ingredientes: "As cores ditas caipiras, rosas e azuis, as flores de baú, a estilização geométrica das frutas e plantas tropicais, dos caboclos e negros, da melancolia das cidadezinhas, tudo isso enquadrado na solidez da construção cubista". Em 1926 Tarsila casou-se com Oswald de Andrade. Um dia, em 1928, surgiu-lhe, sem premeditação, um quadro diferente, início da chamada fase "antropofágica", na qual se situam seus quadros mais importantes. A própria Tarsila assim descreve o início dessa fase: "Eu quis fazer um quadro que assustasse o Oswald, uma coisa que ele não esperava. Aí é que vamos chegar no &lt;i&gt;Abaporu. &lt;/i&gt;O &lt;i&gt;Abaporu &lt;/i&gt;era figura monstruosa, a cabecinha, o bracinho fino, aquelas pernas compridas, enormes, e junto tinha um cacto, que dava a impressão de um sol, como se fosse também uma flor. Oswald ficou assustadíssimo e perguntou: ‘Mas o que é isso? Que coisa extraordinária!’ Ele telefonou para o Raul Bopp: ‘Venha imediatamente aqui, que é para você ver uma coisa!’ Raul Bopp foi lá no meu ateliê, na rua Barão de Piracicaba, assustou-se também. Oswald disse: ‘Isso é como se fosse selvagem, uma coisa do mato’, e o Bopp concordou. Eu quis dar um nome selvagem também ao quadro e dei &lt;i&gt;Abaporu, &lt;/i&gt;palavra que encontrei no dicionário de Montoya, da língua dos índios. Quer dizer ‘antropófago’ ". Baseando-se nessa obra, Oswald de Andrade elaborou toda uma teoria, da qual a &lt;i&gt;Revista de Antropofagia &lt;/i&gt;seria o órgão oficial. Em 1931 Tarsila viajou para a União Soviética, chegando a realizar, em Moscou, uma exposição individual; ao regressar, impressionada com o que lá observara, pintou alguns quadros de tema social, entre eles duas obras-primas: &lt;i&gt;Operários &lt;/i&gt;e &lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;•a &lt;i&gt;Classe. &lt;/i&gt;Essa fase social pouco duraria, pois logo em seguida a artista retornou à sua temática caipira, agora resolvida num espírito talvez mais lírico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Tais retornos de Tarsila a fases anteriores tornaram-se habituais: em 1946, pintL ras como &lt;i&gt;Primavera &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;Praias &lt;/i&gt;retomavam "o gigantismo onírico da fase antropofágica, agora imersa num lirismo novo, pontilhista quase, em meios tons"; &lt;i&gt;Fazenda &lt;/i&gt;outras obras feitas após 1950 de novo apresentam "as tônicas da fase pau-brasil no colorido de baú, porém sensivelmente suavizado". Na verdade, concluída sua fase social dos anos 30, Tarsila repetia-se Sua última grande obra — o mural &lt;i&gt;Procissão do Santíssimo &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; no Século XVIII &lt;/i&gt;— foi-lhe encomendada em l95~ pelo Governo do Estado de São Paulo. Tarsila do Amaral faleceu a 17 de janeiro de 1973, deixando obra relativamente pequena: cerca de 250 óleos, meia dúzia de esculturas, três gravuras e umas poucas centenas de desenhos, conforme o recenseamento levado a cabo por sua biógrafa Aracy Amaral. Uma das precursoras do que se poderia chamar de pintura nacional brasileira, Tarsila soube emprestar a seus temas um lirismo intenso, adaptando formas e cores brasileiras à severa disciplina cubista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style=""&gt;Vicente do Rego Monteiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Respondendo a um inquérito entre artistas, organizado por Walmir Ayala, Vicente do Rego Monteiro alinhou, como influências que mais fundamente o marcaram. ‘o Futurismo, o Cubismo, a estampa japonesa, a arte negra, a Escola de Paris. nosso Barroco e sobretudo a arte do nosso ameríndio da ilha de Marajó".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Nascido em Recife, em 1899, numa família de artistas. já em 1911 Vicente do Rego Monteiro estava em Paris (em companhia da irmã mais velha), cursando, por pouco tempo, a Academia Julian. Talento precoce, cri 1913 participou do Salão dos Independentes, na capital francesa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;De volta ao Brasil em 1917, dois anos mais tarde realizou, em Recife, sua primeira mostra individual; em 1920 e 1921, apresentou-se no Rio de Janeiro, &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; e Recife. &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;Em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; entrou em contato com os artistas e intelectuais que desencadeariam a Semana de Arte Moderna da qual participou com dez de pinturas: três retratos, duas O duas &lt;i&gt;Lendas Brasileiras, Baile no &lt;/i&gt;e dois quadros intitulados &lt;i&gt;Cubismo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Logo em seguida retornou a Paris, e integrou-se a tal ponto na vida artística e cultural da capital francesa que nos anos 20, era dos pintores estrangeiro mais conceituados na França, com assídua e notável participação em mostras duais e coletivas. Expondo na Galeria Fabre, em 1925, mereceu do critico Maurice Raynal as mais elogiosas referências: "Em vez de se dedicar comodamente caligrafia acadêmica, Rego Monteiro repudiou essa tradição latina, que sufoca geralmente os artistas do seu país, para ressuscitar a influência da tradição indígena, que devia ser a primeira a provocar e inspirar todo artista brasileiro".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Em 1928, nova individual, na Galeria Bernheim, Jeune, também em Paris, motivou comentários favoráveis do grande pintor e teórico do Purismo. Amédée Ozenfant. No ano seguinte, o crítico Geo-Charles consagrou-lhe um ensaio dos mais elogiosos. Por essa época, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Vicente integrou-se aos principais grupos de vanguarda artística parisiense, juntando-se a Ozenfant, Metzinger e Herbin no grupo &lt;i&gt;L’Effort Moderne. &lt;/i&gt;Quadros de sua autoria eram adquiridos pelo Museu de Arte Moderna e pelo Museu do Jeu de Paume. de Paris, pelo Museu de Grenoble e pelo Palácio dos Congressos Internacionais, de Liège.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Alternando praticamente toda a sua existência entre a França e o Brasil, Vicente só pouco antes de falecer desfrutou algum prestigio maior em sua terra natal, onde nunca chegou a receber a consideração que sua importância exigia. Por outro lado, nem sempre ele se manteve fiel à pintura, pois considerava-se pelo menos tão bom poeta quanto pintor. Foi o fundador da revista &lt;i&gt;Renovação, &lt;/i&gt;em Recife, e de &lt;st1:metricconverter productid="1947 a" st="on"&gt;1947 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1956 manteve &lt;st1:personname productid="em Paris La Presse" st="on"&gt;em Paris &lt;i&gt;La Presse&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;à B&lt;i&gt;ras, &lt;/i&gt;editora que lançou várias plaquetas de poesia; com outros poetas, fundou o &lt;i&gt;Mia de Poémes &lt;/i&gt;do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Salâo de Maio &lt;i&gt;(1948/52) &lt;/i&gt;e organizou o Primeiro Congresso Internacional de Poesia, realizado cm Paris em 1952. Como escritor, mereceu, em 1960,0 Prêmio Apollinaire, por seu Livro de poemas &lt;i&gt;Broussais &lt;/i&gt;— &lt;st1:personname productid="La Charité." st="on"&gt;&lt;i&gt;La Charité.&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Em 1957, fixou-se no Brasil. passando a lecionar sucessivamente na Escola de Belas-Artes de Recife, na de Brasília e de novo na de Recife. Em 1966 o Museu de Arte de São Paulo dedicou-lhe uma retrospectiva, o mesmo tendo feito, após sua morte, em 1970,0 Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Muitas das melhores telas de Rego Monteiro perderam-se num incêndio, no fim da década de 20; anos mais tarde, o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;artista tentou reproduzi-Ias de memória ou lançando mão de esboços e desenhos preliminares; mas, evidentemente, as obras perderam muito em emoção e sentimento.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Em seus melhores momentos, Vicente é pessoal, embora aparentado a outros artistas de seu tempo. Sua peculiaridade é a insistência com que abordou temas nacionais, o que o transforma em precursor de uma tendência artística latino-amencana. Seu mundo de idéias oscilava entre as figuras do panteão americano e a Bíblia, os clássicos e outros temas grandiloqüentes, que tornam sua arte grave e profunda.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Mas ele sentiu também, como poucos, a sedução do movimento fascinado que era pela dança e pelo esporte — e, homem de seu tempo, em determinada fase da carreira viu-se empolgado pelo não figurativismo. Características de sua arte são a plasticidade, a sensação volumétrica que se desprende dos planos, a textura quase imaterial, de tão leve, o forte desenho, esquematizado. e a ciência da composição, que o torna um clássico, preocupado com a construção das formas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt;Vicente do Rego Monteiro foi também escultor, tendo deixado figuras em madeira, articuladas, num espírito afim com o do cubista Léger. Sua influência tendeu a crescer após sua morte: a ele, de certo modo, é que se referem muitos dos melhores artistas contemporâneos do Nordeste, inclusive João Câmara e Gilvan Samico.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Tahoma;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-4554794669781920118?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/4554794669781920118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/4554794669781920118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/09/artistas-da-arte-moderna.html' title='ARTISTAS DA ARTE MODERNA'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-6852599114261590592</id><published>2009-06-21T19:29:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:18.307-08:00</updated><title type='text'>Conceitos de Literatura.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Conceituar, não Definir, a Literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de hoje que os estudiosos vêm procurando conceituar a Literatura de um modo convincente e conclusivo. Porém por mais esforços que tenham sido feitos, o problema continua aberto. E por quê? Ora, pelo simples fato de que nesse particular, somente podemos usar conceitos, nunca definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Definição pertence ao campo da ciência. Definir é dar uma explicação precisa, exata de algo. Assim, quando dizemos que água é [H2O], estamos dando uma definição, pois os termos do enunciado correspondem à essência da água e tão somente a ela. Além disso, tal definição é aceita universalmente, pois se baseia no raciocínio, ou melhor, no emprego da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conceito, por sua vez, é feito de acordo com as impressões mais ou menos subjetivas que cada um retira do objeto. Assim, quando conceituamos o amor, este conceito é feito levando em conta a forma como esse sentimento se manifestou em nós. Da mesma forma, quando dizemos que «belo é o que agrada», estamos tentando conceituar o Belo de uma forma que procura inutilmente ser universal. Basta uma análise superficial deste enunciado para que ele se revele incapaz de satisfazer a todos. Tudo o que agrada é belo? O que desagrada não pode ser belo? E quando um mesmo objeto agrada uma pessoa e desagrada outra? O feio para uns não pode ser belo para outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS CONCEITOS DE LITERATURA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil o trabalho de conceituar a Literatura. Por trás de todo conceito haverá sempre um posicionamento crítico. Seria, sobremaneira, improdutivo se procurássemos historiar uma a uma as propostas de conceito de Literatura. Todavia, colocaremos alguns conceitos, em relevo, para que possam fazer suas avaliações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais antigos textos sobre o conceito de Literatura é a Poética, de Aristóteles (que inaugurou a longa série de estudos). Nesse texto, o filósofo grego afirma que “arte é imitação (mímesis em grego)”. E justifica: “o imitar é congênito no homem (e nisso difere dos outros viventes, pois de todos, é ele o mais imitador e, por imitação, apreende as primeiras lições), e os homens se comprazem no imitado”. O que ele quer nos dizer é que o imitar faz parte da natureza humana e os homens sentem prazer nisso; em síntese, arte como recriação. Aristóteles afirma também que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é ofício de “o poeta” narrar o que aconteceu, é sim, representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com efeito, não diferem o historiador e o poeta, por escreverem verso ou prosa ( pois bem que poderiam ser postas em verso as obras de Heródoto, e nem por isso deixariam de ser história, se fossem em verso o que eram em prosa); diferem, sim, em que diz um as coisas que sucederam, e outro as que poderiam suceder.” (Aristóteles. Poética.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Poética atravessou os séculos, mereceu comentários de vários tipos, foi combatida e rejeitada e, finalmente contrabalançada com a idéia segundo a qual o texto literário guarda intuitos lúdicos, ou seja, visa entreter o leitor, distraí-lo do cotidiano amargo e feroz. Assim se compreende que a literatura nos permite viver num mundo onde as regras inflexíveis da vida real podem ser quebradas, onde nos libertamos do cárcere do tempo e do espaço, onde podemos cometer excessos sem castigo e desfrutar de uma soberania sem limites. Daí, Aristóteles nos dizer que “o poeta”(ele usa o termo poeta como sinônimo de artista, do qual faz parte o poeta) recria a vida, mostrando-nos não como ela é, e sim como poderia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Literatura é a imortalidade da fala.” (August Wilhelm)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “A Literatura obedece a leis inflexíveis: a da herança, a do meio, a do momento.” (Hypolite Taine, determinista, século XIX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “A Literatura é arte e só pode ser encarada como arte. É a arte pela arte.” (Doutrina da «arte pela arte», fins do século XIX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "A Literatura é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do homem.” (Louis de Bonald, pensador e crítico do Romantismo francês, início do século XIX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “O poeta sente as palavras ou frases como coisas e não como sinais e a sua obra como um fim e não como um meio; como uma arma de combate.” (Jean-Paul Sartre, século XX)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "A literatura é como o sorriso da sociedade. Quando ela é feliz, a sociedade, o espírito se lhe reflete nas artes e, na arte literária, com ficção e com poesias, as mais graciosas expressões da imaginação. Se há apreensão ou sofrimento, o espírito se concentra grave, preocupado, e então, histórias, ensaios morais e científicos, sociológicos e políticos, são-lhe a preferência imposta pela utilidade imediata." (Afrânio Peixoto, Panorama da Literatura Brasileira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “Literatura é a linguagem carregada de significado. Grande Literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível. A literatura não existe no vácuo. Os escritores como tais, têm uma função social definida, exatamente proporcional à sua competência como escritores. Essa é a sua principal utilidade.” (Ezra Pound, poeta, teórico e crítico de literatura norte-americano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Afrânio Coutinho, em suas “Notas de Teoria Literária”, contribui com este magnífico conceito: “A literatura, como toda arte, é uma transfiguração do real, é a realidade recriada, através do espírito do artista e retransmitida através da língua para as formas, que são os gêneros, e com os quais ela toma corpo e nova realidade. Passa, então, a viver outra vida, autônoma, independente do autor e da experiência de realidade de onde proveio. Os fatos que lhe deram às vezes origem perderam a realidade primitiva e adquiriram outra, graças à imaginação do artista. São agora fatos de outra natureza, diferente dos fatos naturais objetivados pela ciência ou pela história ou pelo social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista literário cria ou recria um mundo de verdades que não são mais medidas pelos mesmos padrões das verdades ocorridas. Os fatos que manipula não têm comparação com os da realidade concreta. São as verdades humanas gerais, que traduzem antes um sentimento de experiência, uma compreensão e um julgamento das coisas humanas, um sentido de vida, e que fornecem um retrato vivo e insinuante da vida. A Literatura é, assim, vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Através das obras literárias, tomamos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares, porque são as verdades da mesma condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• “A obra literária não é pura receptividade imitativa ou reprodutiva, nem pura criatividade espontânea e livre, mas «expressão» de um sentido novo, escondido no mundo, e um processo de construção do objeto artístico, em que o artista colabora com a natureza, luta com ela ou contra ela, separa-se dela ou volta a ela, vence a resistência dela ou dobra-se as exigências dela. [...]. O artista é um ser social que busca exprimir seu modo de estar no mundo na companhia de outros seres humanos, reflete sobre a sociedade, volta-se para ela, seja para criticá-la, seja para afirmá-la, seja para superá-la.” (Marilena Chauí, Convite à Filosofia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das diferenças e por vezes antagonismos presentes nessa pequena amostragem, podemos retirar dela alguns fatos inegáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) A Literatura é uma manifestação artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) A linguagem é o material da Literatura, isto é, o artista literário trabalha com a palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Em toda obra literária percebe-se uma ideologia, uma postura do artista diante da realidade e das aspirações humanas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-6852599114261590592?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6852599114261590592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6852599114261590592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/conceitos-de-literatura.html' title='Conceitos de Literatura.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-150187851813973718</id><published>2009-06-21T19:27:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:16.271-08:00</updated><title type='text'>O que é Literatura?</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt;Sabemos que o reino das palavras é farto. Elas brotam de nosso pensamento de maneira natural, não temos a preocupação de elaborar o que dizemos ou até mesmo escrevemos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; As palavras, contudo, podem ultrapassar seus limites de significação. Podendo assim, conquistar novos espaços e passar novas possibilidades de perceber a realidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; O caminho que a literatura percorre é este. O artista sente, escolhe e manipula as palavras, as organiza para que produzam um efeito que vá além da sua significação objetiva, procurando aproximá-las do imaginário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; A obra do escritor é fruto de sua imaginação, embora seja baseado em elementos reais. Da concretização desse trabalho surge então a obra literária. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Dotado de uma percepção aguçada, o escritor capta a realidade através de seus sentimentos. Explora as possibilidades lingüísticas e as manipula no nível semântico, fonético e sintático. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; A literatura é uma manifestação artística. E difere das demais pela maneira como se expressa, sua matéria-prima é a palavra, a linguagem. O texto literário se caracteriza pelo predomínio da função poética. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Observe, no poema Procura da poesia, como o poeta Carlos Drummond de Andrade descreve o escritor entrando no “reino das palavras”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Procura da poesia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não faças versos sobre acontecimentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não há criação nem morte perante a poesia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não faças poesia com o corpo, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; são indiferentes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Nem me reveles teus sentimentos, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não cantes tua cidade, deixa-a em paz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não é música ouvida de passagem; rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; O canto não é a natureza &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; nem os homens em sociedade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; A poesia (não tires poesia das coisas) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; elide sujeito e objeto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não dramatizes, não invoques, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; não indagues. Não percas tempo em mentir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não te aborreças. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não recomponhas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; tua sepultada e merencória infância. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não osciles entre o espelho e a &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; memória em dissipação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Que se dissipou, não era poesia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Que se partiu, cristal não era. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Penetra surdamente no reino das palavras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Lá estão os poemas que esperam ser escritos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Estão paralisados, mas não há desespero, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; há calma e frescura na superfície inata. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Espera que cada um realize e consuma &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; com seu poder de palavra &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; e seu poder de silêncio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não forces o poema a desprender-se do limbo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não colhas no chão o poema que se perdeu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Não adules o poema. Aceita-o &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; no espaço. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Chega mais perto e contempla as palavras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Cada uma &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; tem mil faces secretas sob a face neutra &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; e te pergunta, sem interesse pela resposta, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; pobre ou terrível, que lhe deres: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Trouxeste a chave? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Repara: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; ermas de melodia e conceito &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; elas se refugiaram na noite, as palavras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; Ainda úmidas e impregnadas de sono, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; rolam num rio difícil e se transformam em desprezo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; ANDRADE, Carlos Drurmmond de. Poesia completa &amp; prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; font-weight: bold;"&gt; “Procura da poesia” é um dos textos de abertura do livro A rosa do povo, que reúne poemas escritos entre 1943 e 1945, o conjunto formado por esses textos resulta numa das mais belas e profundas reflexões sobre o “fazer poético”, sobre a arte e utilidade da poesia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-150187851813973718?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/150187851813973718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/150187851813973718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/o-que-e-literatura.html' title='O que é Literatura?'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-3739788320127796505</id><published>2009-06-21T19:13:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:14.114-08:00</updated><title type='text'>Semana de  22</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;MODERNISMO BRASILEIRO (Primeira Fase  1922-1930)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;SEMANA DE 22&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Essa arte nova aparece inicialmente através da  atividade crítica e literária de Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Mário  de Andrade e alguns outros artistas que vão se conscientizando do tempo em que  vivem. Oswald de Andrade, já em 1912, começa a falar do Manifesto Futurista, de  Marinetti, que propõe “o compromisso da literatura com a nova civilização  técnica”.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Mas, ao mesmo tempo, Oswald de Andrade alerta  para a valorização das raízes nacionais, que devem ser o ponto de partida para  os artistas brasileiros. Assim, cria movimentos, como o Pau-Brasil, escreve para  os jornais expondo suas idéias renovadores de grupos de artistas que começam a  se unir em torno de uma nova proposta estética.&lt;br /&gt;Antes dos anos 20, são feitas em São Paulo duas exposições de pintura que  colocam a arte moderna de um modo concreto para os brasileiros: a de Lasar  Segall, em 1913, e a de Anita Malfatti, em 1917.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A exposição de Anita Malfatti provocou uma grande  polêmica com os adeptos da arte acadêmica. Dessa polêmica, o artigo de Monteiro  Lobato para o jornal O Estado de S. Paulo, intitulado: “A propósito da Exposição  Malfatti”, publicado na seção “Artes e Artistas” da edição de 20 de dezembro de  1917, foi a reação mais contundente dos espíritos conservadores.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;No artigo publicado nesse jornal, Monteiro  Lobato, preso a princípios estéticos conservadores, afirma que “todas as artes  são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem do  tempo nem da latitude”. Mas Monteiro Lobato vai mais longe ao criticar os novos  movimentos artísticos. Assim, escreve que “quando as sensações do mundo externo  transformaram-se em impressões cerebrais, nós ‘sentimos’; para que sintamos de  maneira diversa, cúbica ou futurista, é forçoso ou que a harmonia do universo  sofra completa alteração, ou que o nosso cérebro esteja em ‘pane’ por virtude de  alguma grave lesão. Enquanto a percepção sensorial se fizer normalmente no  homem, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato  não poderá ‘sentir’ senão um gato, e é falsa a ‘interpretação que do bichano  fizer um totó, um escaravelho ou um amontoado de cubos transparentes”.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Em posição totalmente contrária à de Monteiro  Lobato estaria, anos mais tarde, Mário de Andrade. Suas idéias estéticas estão  expostas basicamente no “Prefácio Interessantíssimo” de sua obra Paulicéia  Desvairada, publicada em 1922. Aí, Mário de Andrade afirma que:&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;“Belo da arte: arbitrário  convencional, transitório - questão de moda. Belo da natureza: imutável,  objetivo, natural - tem a eternidade que a natureza tiver. Arte não consegue  reproduzir natureza, nem este é seu fim. Todos os grandes artistas, ora  conscientes (Rafael das Madonas, Rodin de Balzac.Beethoven da Pastoral, Machado  de Assis do Braz Cubas) ora inconscientes ( a grande maioria) foram deformadores  da natureza. Donde infiro que o belo artístico será tanto mais artístico, tanto  mais subjetivo quanto mais se afastar do belo natural. Outros infiram&lt;br /&gt;o que quiserem. Pouco me importa”. (Mário de Andrade, Poesias Completas)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Embora existia uma diferença de alguns anos entre  a publicação desses dois textos, eles colocam de uma forma clara as idéias em  que se dividiram artistas e críticos diante da arte. De um lado, os que tendiam  que a arte fosse uma cópia fiel do real; do outro, os que almejavam uma tal  liberdade criadora para o artista, que ele não se sentisse cerceado pelo limites  da realidade.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Essa divisão entre os defensores de uma estética  conservadora e os de uma renovadora, prevaleceu por muito tempo e atingiu seu  clímax na Semana de Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de  1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No interior do teatro, foram  apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadas  exposições de artistas plásticos, como os arquitetos Antonio Moya e George  Prsyrembel, os escultores Vítor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e  pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita,  João Fernando de Almeida Prado, Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego  Monteiro e Di Cavalcanti (o idealizador da Semana e autor do desenho que ilustra  a capa do catálogo).&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Manifesto Antropofágico&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Publicado na Revista Antropofagia (1928),  propunha basicamente a devoração da cultura e das técnicas importadas e sua  reelaboração com autonomia, transformando o produto importado em exportável. O  nome do manifesto recuperava a crença indígena: os índios antropófagos comiam o  inimigo, supondo que assim estavam assimilando suas qualidades.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A idéia do manifesto surgiu quandoTarsila do Amaral, para presentear o então marido Oswald de Andrade, deu-lhe como presente  de aniversário a tela &lt;i&gt;Abaporu&lt;/i&gt; (aba = homem; poru = que come).&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Estes eventos da Semana de Arte Moderna foram o  marco mais caracterizador da presença, entre nós, de uma nova concepção do fazer  e compreender a obra de arte.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:12;"   lang="PT"&gt;         &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 50px; margin-right: 50px;" align="justify"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-3739788320127796505?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3739788320127796505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3739788320127796505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/semana-de-22.html' title='Semana de  22'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-6528525765995216744</id><published>2009-06-21T19:08:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:12.623-08:00</updated><title type='text'>Érico Veríssimo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7oEZqGnFI/AAAAAAAAAO8/JX76Wnb2ryE/s1600-h/erico_verissimo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 238px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7oEZqGnFI/AAAAAAAAAO8/JX76Wnb2ryE/s320/erico_verissimo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349968569667329106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Érico Lopes Veríssimo nasceu em Cruz Alta, em 1905 e faleceu em Porto Alegre, em 1975. Concluiu o 1º grau (antigo ginásio) em Porto Alegre. De volta a sua cidade natal, empregou-se no comércio, foi bancário e sócio de uma farmácia. Em 1930, transferiu-se para Porto Alegre, onde, depois de trabalhar algum tempo como desenhista e de publicar alguns contos na imprensa local, empregou-se na Editora Globo como secretário do Departamento Editorial. Viajou duas vezes aos Estados Unidos, onde ministrou cursos de literatura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBRAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romance: Clarissa (1933); Caminhos cruzados (1935); Música ao longe (1935); Um lugar ao sol (1936); Olhai os lírios do campo (1938); Saga (1940); O resto é silêncio (1942); O tempo e o vento: I - O continente (1948), II - O retrato (1951), III - O arquipélago (1961); O senhor embaixador (1965); O prisioneiro (1967); Incidente em Antares (1971).&lt;br /&gt;Conto e novela: Fantoches (1932); Noite (1942).&lt;br /&gt;Memórias: Solo de clarineta I(1973); Solo de clarineta II(1975).&lt;br /&gt;Publicou ainda várias obras de ficção didática e literatura infantil, além de narrativas de viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARACTERÍSTICAS DA OBRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costuma-se dividir a obra de Érico Veríssimo em três grupos:&lt;br /&gt;1) Romance urbano: Clarissa, Caminhos cruzados, Um lugar ao sol, Olhai os lírios do campo, Saga e o Resto é silêncio. As obras desta fase registram a vida da pequena burguesia porto-alegrense, com uma visão otimista, às vezes lírica, às vezes crítica, e com uma linguagem tradicional, sem maiores inovações estilísticas.&lt;br /&gt;Desta fase destaca-se Caminhos cruzados, considerado um marco na evolução do romance brasileiro. Nele, Érico Veríssimo usa a técnica do contraponto, desenvolvida por Aldous Huxley (de quem fora tradutor) e que consiste mesclar pontos de vista diferentes (do escritor e das personagens) com a representação fragmentária das situações vividas pelas personagens, sem que haja no texto um centro catalisador.&lt;br /&gt;2) Romance histórico: O tempo e o vento. A trilogia de Érico Veríssimo procura abranger duzentos anos da história do Rio Grande do Sul, de 1745 a 1945. O primeiro volume (O continente), narra a conquista de São Pedro pelos primeiros colonos e é considerado o ponto mais alto de sua obra.&lt;br /&gt;3) Romance político: O senhor embaixador, O prisioneiro e Incidente em Antares. Escrito durante o período da ditadura militar, iniciada em 1964, denunciam os males do autoritarismo e as violações dos direitos humanos. Desta série destaca-se Incidente em Antares.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-6528525765995216744?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6528525765995216744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/6528525765995216744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/erico-verissimo.html' title='Érico Veríssimo'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7oEZqGnFI/AAAAAAAAAO8/JX76Wnb2ryE/s72-c/erico_verissimo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-3184645382217370002</id><published>2009-06-21T19:03:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:10.717-08:00</updated><title type='text'>Euclides da Cunha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7m-DzSsMI/AAAAAAAAAO0/kgYw5GVB5n8/s1600-h/euclides+da+cunha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 271px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7m-DzSsMI/AAAAAAAAAO0/kgYw5GVB5n8/s320/euclides+da+cunha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349967361209446594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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Após alguns anos, ingressou na Escola Militar, da qual foi expulso por suas idéias republicanas que o levaram a desacatar o Ministro de Guerra, em 1888. Contudo, com a proclamação da República, o autor voltou à Escola Superior de Guerra e formou-se &lt;st1:personname productid="em Engenharia Militar" st="on"&gt;em  Engenharia Militar&lt;/st1:personname&gt; e Ciências Naturais. Porém, Euclides da Cunha começou a contestar as decisões republicanas e resolveu desligar-se totalmente da carreira militar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em 1897, quando mudou-se do Rio para São Paulo, passou a fazer a cobertura da revolta de Canudos para o jornal O Estado de S. Paulo. A experiência como jornalista no nordeste resultou na obra mais conhecida do escritor: &lt;em&gt;Os sertões.&lt;/em&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pertencente ao Pré-Modernismo, o clássico &lt;em&gt;Os sertões&lt;/em&gt; de Euclides da Cunha tem como característica principal: o regionalismo. A realidade do Nordeste brasileiro é retratada com fidelidade na obra, a qual descreve as condições precárias de vida da região e os motivos pelos quais ocorreu o drama da Guerra de Canudos. O sucesso da obra foi tamanho que o autor foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1903. O livro &lt;em&gt;Os sertões&lt;/em&gt; é consagrado como referência na literatura e na sociologia para o estudo do sertanejo. Em seu livro o autor retrata a terra nordestina, o homem sertanejo e a luta travada pelos nordestinos na Guerra de Canudos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Euclides da Cunha foi assassinado em 1909, devido a questões familiares. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Vejamos a figura do homem nordestino em um trecho da obra &lt;/span&gt;&lt;em style="font-weight: bold;"&gt;Os sertões&lt;/em&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;: &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt; “&lt;/span&gt;&lt;em style="font-weight: bold;"&gt;O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. &lt;/em&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas&lt;/em&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;”. (...) &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Obras: Os sertões (1902); Peru versus Bolívia (1907); Contrastes e confrontos (1907); À margem da História (1909). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;    &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-3184645382217370002?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3184645382217370002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3184645382217370002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/euclides-da-cunha.html' title='Euclides da Cunha'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7m-DzSsMI/AAAAAAAAAO0/kgYw5GVB5n8/s72-c/euclides+da+cunha.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-3387821085008651731</id><published>2009-06-21T18:59:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:08.952-08:00</updated><title type='text'>Eça de Queirós</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7mDYCLFBI/AAAAAAAAAOs/CRdg5S6VlAg/s1600-h/0001zy2t.htm"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 278px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7mDYCLFBI/AAAAAAAAAOs/CRdg5S6VlAg/s320/0001zy2t.htm" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349966353028289554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Maria Eça de Queirós , nasceu em Póvoa do Varzim 1845. Passou a infância e juventude longe dos pais pois estes não eram casados. Estudou direito na Universidade de Coimbra. Ligou-se por essa ocasião ao grupo renovador chamado “Escola de Coimbra” , Responsável pela introdução do Realismo em Portugal.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eça não participou diretamente da “Questão Coimbra” - 1865 - , a polêmica em que jovens defensores de novas idéias literárias , artísticas e filosóficas liderados por Antero de Quental , se defrontaram com os velhos românticos , ultrapassados e conservadores , liderados por Visconde de Castilho.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dedicou-se ao jornalismo depois de formado , e viajou pelo Oriente. Em 1871, participou das “Conferências Democráticas do Cassino Lisbonense” – nova etapa da campanha que implantou em Portugal as novas perspectivas culturais do Realismo falando sobre o “Realismo como nova expressão da arte”.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eça de Queirós e o representante maior da prosa realista em Portugal. Grande renovador do romance , abandonou a linha romântica , e estabeleceu uma visão critica da realidade. Afastou-se do estilo clássico , que pendurou por muito tempo na obra de diversos autores românticos , deu a frase uma maior simplicidade , mudando a sintaxe e inovando na combinação das palavras. Evitou a retórica tradicional e os lugares comuns , criou novas formas de dizer , introduziu neologismos e, principalmente utilizou o adjetivo de maneira inédita e expressiva. Este novo estilo só teve antecessor em Almeida Garrett e valeu a Eça a acusação de galicismo e estabeleceu os fundamentos da prosa moderna da Língua Portuguesa.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Enfim , no dia 16 de Agosto de 1900 Eça morre em Paris. Deixava um episódio literário que veio a ser publicado aos poucos.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Obra&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Crime do Padre Amaro , 1876. Segunda edição refundida , 1880.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Primo Basílio , 1878.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mandarim , 1880.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Relíquia , 1887.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os Maias , 1888.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma Campanha Alegre , 1890 e 1891.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Ilustre Casa de Ramires , 1900.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Correspondência de Fradique Mendes , 1900.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dicionário de Milagres , 1900.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Cidade e as Serras , 1901.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Contos , 1902.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prosas Bárbaras , 1903.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cartas de Inglaterra , 1905.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ecos de Paris , 1905.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cartas Familiares e Bilhetes de Paris (1893 – 1896) , 1907.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Notas Contemporâneas , 1909.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Capital , 1925.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Conde de Abranhos e A Catástrofe , 1925.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Correspondência , 1925.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Alves &amp; Cia , 1926.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Egito , 1926.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cartas Inéditas de Fradique Mendes e Mais Páginas Esquecidas , 1929.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Novas Cartas Inéditas de Eça de Queirós , 1940.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crônicas de Londres , 1944.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cartas de Lisboa , Correspondência do Reino , 1944.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cartas de Eça de Queirós , 1945.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A Tragédia da Rua das Flores , 1980.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-3387821085008651731?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3387821085008651731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3387821085008651731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/eca-de-queiros.html' title='Eça de Queirós'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7mDYCLFBI/AAAAAAAAAOs/CRdg5S6VlAg/s72-c/0001zy2t.htm' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1515075421120458125</id><published>2009-06-21T18:46:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:07.512-08:00</updated><title type='text'>Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7lNQJ3NRI/AAAAAAAAAOk/EpLRpYE-uHw/s1600-h/carlos-drummond-de-andrade%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 230px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7lNQJ3NRI/AAAAAAAAAOk/EpLRpYE-uHw/s320/carlos-drummond-de-andrade%5B1%5D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349965423200122130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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Realizou os primeiros estudos em Itabira, Belo Horizonte e Nova Friburgo, formando-se em farmácia, em 1925. Sem interesse pela profissão de farmacêutico, lecionou Geografia e português, dedicando-se também ao jornalismo, atividade que encerrou em 1985. Em 1928, ingressou no funcionalismo público, tendo exercido, entre outros cargos, a chefia de gabinete do ministro da Educação Gustavo Capanema. Apesar de inúmeros convites, nunca se candidatou a uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Morreu no Rio de Janeiro, Onde residia desde 1933. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;OBRAS:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Poesia: Alguma poesia (19300; Brejo das almas (1934); Sentimento do mundo (1940); Poesias (1942); A rosa do povo (1945); Viola de bolso (1952); Fazendeiro do ar e poesia até agora (1953); Viola de bolso novamente encordoada (1955); Poemas (1959); A vida passada a limpo (1959); Lição de coisas (1962); Versiprosa (1967); Boitempo (1968); Menino antigo (1973); As impurezas do branco (1973); Discurso de primavera e algumas sombras (1978); A paixão medida (1980); Corpo (1984). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Prosa: Confissões de Minas (1944); Contos de aprendiz (1951); Passeios na ilha (1952); Fala, amendoeira (1957); A bolsa e a vida (1962); Cadeira de balanço (1966); Caminhos de João Brandão (1970); O poder ultrajovem (1972); De notícias &amp; não-notícias faz-se a crônica (1974); 70 historinhas (1978); Boca de luar (1984). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;CARACTERÍSTICAS DA OBRA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Drummond é sem dúvida, o maior poeta brasileiro contemporâneo. Sua estréia deu-se em 1930, com Alguma poesia. De maneira geral, os poemas desse livro procuram retratar a vida à sua volta. O poeta, livre de preconceitos literários anteriores, procura “trabalhar a realidade com as mãos puras”; fala-nos de cenas do cotidiano, de paisagens, de lembranças, fotografando a realidade, retratando a “vida besta”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Por outro lado, o poeta manifesta o seu pessimismo e a sua personalidade reservada, tímida, desconfiada, de um poeta que nasceu “para ser um gauche na vida”; outras vezes, deixa transparecer uma fina ironia e humor, utilizando-se também do poema-piada, herança dos modernistas da primeira fase. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Em Brejo das almas (1934), o poeta evolui, abandonando o descritivismo, e acentua o humor de seus versos. Drummond interioriza-se, manifestando um sentimento de decepção e amargura, de falta de sentimento da existência ou de solução para o destino. Além disso, acentua a temática amorosa, num lirismo contido por vezes irônico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;         &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1515075421120458125?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1515075421120458125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1515075421120458125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/carlos-drummond-de-andrade.html' title='Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7lNQJ3NRI/AAAAAAAAAOk/EpLRpYE-uHw/s72-c/carlos-drummond-de-andrade%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-2945360046756514410</id><published>2009-06-21T18:41:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:06.082-08:00</updated><title type='text'>Casimiro de Abreu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7iOI8ApSI/AAAAAAAAAOc/G9SOoMzRTew/s1600-h/casimirodeabreu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 180px; height: 228px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7iOI8ApSI/AAAAAAAAAOc/G9SOoMzRTew/s320/casimirodeabreu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349962139907958050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Casimiro de Abreu (C. José Marques de A.), poeta, nasceu em Barra de São João, RJ, em 4 de janeiro de 1839, e faleceu em Nova Friburgo, RJ, em 18 de outubro de 1860. É o patrono da Cadeira n. 6 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Teixeira de Melo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Era filho natural do abastado comerciante e fazendeiro português José Joaquim Marques Abreu e de Luísa Joaquina das Neves. O pai nunca residiu com a mãe de modo permanente, acentuando assim o caráter ilegal de uma origem que pode ter causado bastante humilhação ao poeta. Passou a infância sobretudo na propriedade materna, Fazenda da Prata, em Correntezas. Recebeu apenas instrução primária, estudando dos 11 aos 13 anos no Instituto Freeze, em Nova Friburgo (1849-1852), onde foi colega de Pedro Luís, seu grande amigo para o resto da vida. Em 52 foi para o Rio de Janeiro praticar o comércio, atividade que lhe desagradava, e a que se submeteu por vontade do pai, com o qual viajou para Portugal no ano seguinte. Em Lisboa iniciou a atividade literária, publicando um conto e escrevendo a maior parte de suas poesias, exaltando as belezas do Brasil e cantando, com inocente ternura e sensibilidade quase infantil, suas saudades do país. Lá compôs também o drama Camões e o Jau, representado no teatro D. Fernando (1856). Ele só tinha dezessete anos, e já colaborava na imprensa portuguesa, ao lado de Alexandre Herculano, Rebelo da Silva e outros. Não escrevia apenas versos. No mesmo ano de 1856, o jornal O Progresso imprimiu o folhetim Carolina, e na revista Ilustração Luso-Brasileira saíram os primeiros capítulos de Camila, recriação ficcional de uma visita ao Minho, terra de seu pai. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Em 1857, voltou ao Rio, onde continuou residindo a pretexto de continuar os estudos comerciais. Animava-se em festas carnavalescas e bailes e freqüentava as rodas literárias, nas quais era bem relacionado. Colaborou em A Marmota, O Espelho, Revista Popular e no jornal Correio Mercantil, de Francisco Otaviano. Nesse jornal, trabalhavam dois moços igualmente brilhantes: o jornalista Manuel Antônio de Almeida e o revisor Machado de Assis, seus companheiros em rodas literárias. Publicou As primaveras em 1859. Em 60, morreu o pai, que sempre o amparou e custeou de bom grado as despesas da sua vida literária, apesar das queixas românticas feitas contra a imposição da carreira. A paixão absorvente que consagrou à poesia justifica a reação contra a visão limitada com que o velho Abreu procurava encaminhá-lo na vida prática. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Doente de tuberculose, buscou alívio no clima de Nova Friburgo. Sem obter melhora, recolhe-se à fazenda de Indaiaçu, em São João, onde veio a falecer, seis meses depois do pai, faltando três meses para completar vinte e dois anos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Em As primaveras acham-se os temas prediletos do poeta e que o identificam como lírico-romântico: a nostalgia da infância, a saudade da terra natal, o gosto da natureza, a religiosidade ingênua, o pressentimento da morte, a exaltação da juventude, a devoção pela pátria e a idealização da mulher amada. A sua visão do mundo externo está condicionada estreitamente pelo universo do burguês brasileiro da época imperial, das chácaras e jardins. Trata de uma natureza onde se caça passarinho quando criança, onde se arma a rede para o devaneio ou se vai namorar quando rapaz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;À simplicidade da matéria poética corresponde amaneiramento paralelo da forma. Casimiro de Abreu desdenha o verso branco e o soneto, prefere a estrofe regular, que melhor transmite a cadência da inspiração "doce e meiga" e o ritmo mais cantante. Colocado entre os poetas da segunda geração romântica, expressa, através de um estilo espontâneo, emoções simples e ingênuas. Estão ausentes na sua poesia a surda paixão carnal de Junqueira Freire, ou os desejos irritados, macerados, do insone Álvares de Azevedo. Ele pôde sublimar em lânguida ternura a sensualidade robusta, embora quase sempre bem disfarçada, dos seus poemas essencialmente diurnos, nos quais não se sente a tensão das vigílias. No poema "Violeta" configura a teoria do amor romântico, segundo a qual devem ficar subentendidos os aspectos sensuais mais diretos, devendo, ao contrário, ser manifestado com o maior brilho e delicadeza possível o que for idealização de conduta. O meu livro negro, em toda a sua obra, é o único momento de amargura violenta e rebeldia mais acentuada; noutros o drama apenas se infiltra, menos compacto. Em sua poesia, talvez exagerada no sentimentalismo e repleta de amor pela natureza, pela mãe e pela irmã, as emoções se sucedem sem violência, envolvidas num misto de saudade e de tristeza. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Escreveu as seguintes obras: Camões e o Jau, teatro (1856); Carolina, romance (1856); Camila, romance inacabado (1856); A virgem loura Páginas do coração, prosa poética (1857); As primaveras (1859). Foram reunidas na Obras de Casimiro de Abreu, edição comemorativa do centenário do poeta; organização, apuração do texto, escorço biográfico e notas por Sousa da Silveira. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-2945360046756514410?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2945360046756514410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2945360046756514410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/casimiro-de-abreu.html' title='Casimiro de Abreu'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7iOI8ApSI/AAAAAAAAAOc/G9SOoMzRTew/s72-c/casimirodeabreu.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-2971591699705223340</id><published>2009-06-21T18:32:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:04.465-08:00</updated><title type='text'>Candido Mendes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7g2GLXzwI/AAAAAAAAAOU/Or-ZWEd--n0/s1600-h/candido_promotimperio.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 274px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7g2GLXzwI/AAAAAAAAAOU/Or-ZWEd--n0/s320/candido_promotimperio.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349960627338596098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Candido Mendes (C. Antonio José Francisco M. de Almeida), professor, educador, advogado, sociólogo, cientista político e ensaísta, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 3 de junho de 1928. Eleito em 24 de agosto de 1989 para a Cadeira n. 35, na sucessão de Celso Ferreira da Cunha, foi recebido em 12 de setembro de 1990, pelo acadêmico Eduardo Portella.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;É filho do professor e educador Candido Mendes de Almeida Júnior e de Emília de Mello Vieira Mendes de Almeida e bisneto do jurista e senador do Império Candido Mendes de Almeida, tataraneto de Honório Hermeto Carneiro Leão - Marquês de Paraná, formado em Direito (1950), e em Filosofia (1951), pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; doutor em Direito pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. Professor universitário desde 1951, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, na Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas, na Faculdade de Direito Candido Mendes, na Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro e do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Sucedendo a seu pai, é o presidente da Sociedade Brasileira de Instrução e das &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;entidades por ela mantidas, entre as quais a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro e a Faculdade de Direito Candido Mendes, das quais é Diretor desde 1962.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;É Secretário-Geral da Comissão Brasileira Justiça e Paz; Presidente do Conselho Superior de Ciências Sociais, da UNESCO, e membro do Diretório Nacional do PSDB.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Membro fundador do IBESP e do ISEB, chefiou, sucessivamente, de 1956 a fins de 60, o Departamento de História Política. Exerceu atividades de Direção e Consultoria em entidades governamentais e de economia mista. Chefe da Assessoria Técnica da Presidência da República no Governo Jânio Quadros (1961). Fundou, com Eduardo Portella, em 1961, o Instituto Brasileiro de Estudos Afro-Asiáticos, tendo sido o primeiro presidente do seu Conselho Curador (1961-1966).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;De 1965 a 1971 teve extensa atuação como Professor Visitante em universidades norte-americanas, entre as quais: Columbia University, em New York; University of California, em Los Angeles (UCLA); Harvard University; University of Texas; Cornell University.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Participante de reuniões internacionais, como delegado do Brasil ou convidado especial. Sua larga experiência e compreensão dos fatos socioculturais conduziram-no a postos relevantes em organismos internacionais: como membro da Comissão Pontifícia Justiça e Paz (1970-1980), participou do Secretariado Leigo dedicado ao estudo do tema da Justiça do Sínodo Romano (1971); vice-presidente da Pax Romana (1971); membro da Comissão Pontifícia Justiça e Paz da mesma entidade; delegado da Santa Sé à Conferência da UNCTAD em Santiago (1972) e em Nairobi (1976); membro do Conselho Executivo da Federação Internacional de Universidades Católicas (1973); vice-presidente da International Political Science Association (1973- 1979) e seu presidente (1979-1982); membro do Conselho Diretor do International Institute for Educational Planning (1976-1985); Presidente do International Social Science Council, órgão representativo das organizações não-governamentais de ciências sociais reconhecidas pela UNESCO (1981-1992); Curador para a América Latina da Fundação Gorbachev, Moscou (1992); membro do Conselho da Universidade das Nações Unidas (1989-1993), Tóquio; membro da Comissão Especial de Investigações da Presidência da República (1993); Presidente do Senior Board do Conselho Internacional de Ciências Sociais (1994); Presidente da Associação das Mantenedoras do Ensino Superior Privado no Rio de Janeiro (1981); Presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior Privado (1982-1992); Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Superior Privado no Rio de Janeiro (desde 1971); e é Deputado Federal do Rio de Janeiro pelo PSDB (desde 1997).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Obra - O Senador do Império Candido Mendes de Almeida (1941); Perspectiva atual da América Latina (1958); Nacionalismo e desenvolvimento (1963); Memento dos vivos (1966); Despues del populismo - Impugnación social y desarollo en America Latina (1974); Justice, faim de l'Eglise (1977); Beyond populism (1977); Mudança do século, mudança da Igreja (1978); Contestation et dévéloppement en Amérique Latine (1979); A inconfidência brasileira (1988); A democracia desperdiçada: poder e imaginário social (1992); Collor, anos luz, ano zero (1993); O vinco do recado (1996); A interpelação limite (1997). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Em colaboração: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;O outro desenvolvimento (1973); Crise e mudança (1974); O legislativo e a tecnocracia (1975); Urban networks: structure and change (1977); Le mythe du dévéloppement (1977); The controls of technocracy (1978); The ecological disorder in Amazonia (1992); The ecological disorder in Amazonia - social aspects (1993); Dr. Alceu e o laicato hoje (1994); Beyond Eco 92 (1995); Cultural pluralism, identity and globalization (1996); Complexité et représentation (1997).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-2971591699705223340?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2971591699705223340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2971591699705223340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/candido-mendes.html' title='Candido Mendes'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7g2GLXzwI/AAAAAAAAAOU/Or-ZWEd--n0/s72-c/candido_promotimperio.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-7572185637473791664</id><published>2009-06-21T18:25:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:02.913-08:00</updated><title type='text'>Aurélio Buarque de Holanda</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7e7LnndfI/AAAAAAAAAOM/VxT7dMYlVc4/s1600-h/aureliobuarquedeholanda.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 160px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7e7LnndfI/AAAAAAAAAOM/VxT7dMYlVc4/s320/aureliobuarquedeholanda.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349958515675330034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, crítico, ensaísta, tradutor, filólogo e lexicógrafo, nasceu em Passo de Camaragibe, AL, em 2 de maio de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28 de fevereiro de 1989. Eleito em 4 de maio de 1961 para a Cadeira n. 30, na sucessão de Antônio Austregésilo, foi recebido em 18 de dezembro de 1961, pelo acadêmico Rodrigo Otávio Filho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Filho de Manuel Hermelindo Ferreira, comerciante, e de Maria Buarque Cavalcanti Ferreira. Passou parte da infância em Porto das Pedras, AL, e estudou as primeiras letras em Maceió. Fez os preparatórios no Liceu Alagoano. Aos 15 anos ingressou no magistério e passou a se interessar pela língua e literatura portuguesas. Diplomou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1936. Em 1930 fez parte de um grupo de intelectuais que exerceria forte influência literária no Nordeste, entre outros, Valdemar Cavalcanti, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Raul Lima, Rachel de Queiroz. Em 1936 e 1937, foi professor de Português, Literatura e Francês no Colégio Estadual de Alagoas, e em 1937 e 1938, diretor da Biblioteca Municipal de Maceió.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Passou a residir no Rio de Janeiro a partir de 1938. Continuou no magistério, como professor de Português e Literatura Brasileira no Colégio Anglo-Americano em 1939 e 1940; professor de Português no Colégio Pedro II, de 1940 a 1969, e professor de Ensino Médio do Estado do Rio de Janeiro, de 1949 a 1980. Contratado pelo Ministério das Relações Exteriores, exerceu a cátedra de Estudos Brasileiros na Universidade Autônoma do México, de junho de 1954 a dezembro de 1955.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Colaborou na imprensa carioca, escrevendo contos e artigos. Foi secretário da Revista do Brasil (3a fase), quando era seu diretor Otávio Tarquínio de Sousa, de 1939 a 1943. Nessa época, evidenciava-se o escritor, nos contos de Dois mundos, livro publicado em 1942 e premiado em 1944 pela Academia Brasileira de Letras, e no ensaio "Linguagem e estilo de Eça de Queirós", publicado em 1945. Em 1941 começou Aurélio Buarque a atividade que o iria absorver a vida inteira e que, de certa forma, iria suplantar o Aurélio escritor: o Aurélio dicionarista. Foi quando o convidaram a executar, pela primeira vez, um trabalho lexicográfico, como colaborador do Pequeno dicionário da língua portuguesa. Em janeiro de 1945, tomou parte no I Congresso Brasileiro de Escritores, realizado em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As múltiplas atividades de professor, lexicógrafo e de verdadeiro colaborador nas obras de seus amigos escritores valeram-lhe, desde aquela época, o título de "Mestre". Em 1947, iniciou no Suplemento Literário do Diário de Notícias a seção "O Conto da Semana", que durará até 1960 e, a partir de 1954, terá a colaboração de Paulo Rónai. Essa colaboração entre os dois amigos vinha desde 1941, quando se conheceram na redação da Revista do Brasil, e se concretizou no trabalho conjunto dos cinco volumes da coleção Mar de histórias, antologia do conto mundial, o primeiro deles publicado em 1945.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A partir de 1950 Aurélio Buarque manteve, na revista Seleções do Reader’s Digest, a seção "Enriqueça o seu vocabulário", que em 1958 ele irá reunir e publicar no volume de igual título. Em 1963, tomou parte, em Bucareste, representando a Academia, no Simpósio de Língua, História, Folclore e Arte do Povo Romeno, visitando na mesma ocasião a Bulgária, Iugoslávia, Tchecoslováquia e Grécia. Foi membro da Comissão Nacional do Folclore e da Comissão Machado de Assis. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A preocupação pela língua portuguesa, a paixão pelas palavras levou-o à imensa tarefa de elaborar o seu próprio dicionário, e esse trabalho lexicográfico ocupou-o durante muitos anos. Finalmente, em 1975, saiu o Novo dicionário da língua portuguesa, conhecido por todos como o dicionário Aurélio. Desde a sua publicação, Mestre Aurélio atendeu a muitos convites, no Brasil inteiro, para falar do Dicionário e dos mistérios e sutilezas da língua portuguesa, que ele enriqueceu de tantos brasileirismos, fazendo do brasileiro comum um consulente de dicionário e um usuário consciente do seu idioma. Pronunciou numerosas conferências, sobre assuntos literários e lingüísticos, no México, Estados Unidos, Cuba, Guatemala e Venezuela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pertenceu à Associação Brasileira de Escritores, seção do Rio de Janeiro (1944-49). Era membro da Academia Brasileira de Filologia, do Pen Clube do Brasil, do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, da Academia Alagoana de Letras e da Hispanic Society of America.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Obras: Dois mundos, contos (1942); "Linguagem e estilo de Eça de Queirós", in Livro do centenário de Eça de Queirós (1945); Mar de histórias (Antologia do conto mundial), em colaboração com Paulo Rónai, I vol. (1945); II vol. (1951); III vol. (1958); IV vol. (1963); V vol. (1981); Contos gauchescos e lendas do sul, de Simões Lopes Neto. Edição crítica, com amplo estudo sobre a linguagem e o estilo do autor (1949); O romance brasileiro (de 1752 a 1930), história literária (1952); Roteiro literário do Brasil e de Portugal (Antologia da língua portuguesa), em colaboração com Álvaro Lins (1956); Território lírico, ensaios (1958); Enriqueça o seu vocabulário, filologia (1958); Vocabulário ortográfico brasileiro (1969); O chapéu de meu pai, edição revista e reduzida de Dois mundos (1974); Novo dicionário da língua portuguesa (1975); Minidicionário da língua portuguesa (1977).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além dos contos que traduziu para a coleção Mar de Histórias, Aurélio Buarque de Holanda traduziu romances de vários autores, os Poemas de amor, de Amaru, e os Pequenos poemas em prosa, de Charles Baudelaire.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-7572185637473791664?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7572185637473791664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7572185637473791664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/aurelio-buarque-de-holanda.html' title='Aurélio Buarque de Holanda'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7e7LnndfI/AAAAAAAAAOM/VxT7dMYlVc4/s72-c/aureliobuarquedeholanda.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-7768895542600254563</id><published>2009-06-21T18:22:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:17:01.730-08:00</updated><title type='text'>Aluísio de Azevedo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7dZvGbumI/AAAAAAAAAOE/-sP7V4jiwCk/s1600-h/Aluisio_Azevedo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7dZvGbumI/AAAAAAAAAOE/-sP7V4jiwCk/s320/Aluisio_Azevedo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349956841572645474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;Aluísio Azevedo (A. Tancredo Gonçalves de A.), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913. É o fundador da Cadeira n. 4 da Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de d. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um rico e ríspido comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se, fazia caricaturas para os jornais da época, como O Figaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses "bonecos" que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anticlerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense, não só pela crua linguagem naturalista, mas sobretudo pelo assunto de que tratava: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de Naturalismo, e Aluísio pôde fazer o caminho de volta para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1895 encerrou a carreira de romancista e ingressou na diplomacia. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, que Aluísio adotou. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1a classe, sendo removido para Assunção. Depois foi para Buenos Aires, seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado definitivamente. Obras: Uma lágrima de mulher, romance de estréia (1880); O mulato, romance (1881); Mistério da Tijuca, romance (1882; reeditado: Girândola de amores); Memórias de um condenado (1882; reeditado: A condessa Vésper); Casa de pensão, romance (1884); Filomena Borges, romance (publicado em folhetins na Gazeta de Notícias, 1884); O homem, romance (1887); O coruja, romance (1890); O cortiço, romance (1890); Demônios, contos (1895); A mortalha de Alzira, romance (1894); Livro de uma sogra, romance (1895). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-7768895542600254563?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7768895542600254563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/7768895542600254563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/06/aluisio-de-azevedo.html' title='Aluísio de Azevedo'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sj7dZvGbumI/AAAAAAAAAOE/-sP7V4jiwCk/s72-c/Aluisio_Azevedo.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-2019389118620476217</id><published>2009-05-28T17:19:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T14:07:32.782-08:00</updated><title type='text'>Literatura</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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 &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Condicionada pela tradição cultural e pelo dever histórico, a literatura tem, no entanto, uma dimensão que não se define somente pelas circunstâncias em que se produz. Nela, o talento individual do artista e a sensibilidade para os problemas de seu tempo são determinantes para mostrar, discutir ou criticar os principais aspectos de uma cultura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Literatura é o conjunto de todas as manifestações verbais (orais ou escritas), e de intenção estética, seja do espírito humano em geral, seja de uma dada cultura ou sociedade. Na origem, a literatura de todos os povos foi oral, caráter que manteve mesmo após a invenção e difusão da escrita. As primeiras obras literárias conhecidas são registros escritos de composições oriundas de remota tradição oral. Todas as literaturas do Ocidente têm em comum, fundamentalmente, a herança grega e latina. Preservadas, transformadas e difundidas pelo cristianismo, as obras da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa e das regiões colonizadas pelos europeus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Literatura antiga. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;O fato indiscutível sobre a literatura ocidental antiga é que a maior parte dela se perdeu. O fogo, as guerras e a destruição pela passagem do tempo subtraíram suas obras à posteridade, e são poucas as peças que os paleontólogos resgatam de tempos em tempos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Cada uma das cinco civilizações mais antigas que se conhecem -- Babilônia e Assíria, Egito, Grécia, Roma e a cultura dos israelitas na Palestina -- entrou em contato com uma ou mais dentre as outras. Nas duas mais antigas, a assírio-babilônica, com suas tábulas de argila quebradas, e a egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação direta com a idade moderna. Na Babilônia, porém, se produziu o primeiro código completo de leis e dois épicos de mitos arquetípicos -- o Gilgamesh e o Enuma elish que vieram a ecoar e ter desdobramentos em terras bem distantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;O Egito, que detinha a intuição mística de um mundo sobrenatural, atiçou a imaginação dos gregos e romanos. Da cultura hebraica, a principal herança literária para o Ocidente veio de seus primeiros manuscritos, como o Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo mantivera-a afastada dos gregos e romanos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egito, a literatura grega não tem antecedentes diretos e aparentemente se originou em si mesma. Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento e escolha de verso e métrica, valores que transmitiu para os primeiros tempos da Idade Média, quando a cultura da Grécia já fora absorvida pela tradição latina, para só no Renascimento ser redescoberta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;Todos os gêneros importantes de literatura -- épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa -- foram criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões secundárias. O épico grego de Homero foi o modelo do épico latino de Virgílio; os fragmentos líricos de Alceu e Safo encontraram continuidade na obra de Catulo e Ovídio; e à história de Tucídides seguiu-se a de Tito Lívio e a de Tácito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;O ideal humano que transparece nas literaturas grega e latina, formado após a civilização ter emergido dos séculos iniciais de barbárie, ainda seria transformado, antes do fim do mundo antigo, no ideal do espiritualismo judaico-cristão, cujos escritores prenunciaram a literatura medieval.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: arial; text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-2019389118620476217?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2019389118620476217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/2019389118620476217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/literatura.html' title='Literatura'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-5513610434558223167</id><published>2009-05-28T17:17:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T13:37:44.513-08:00</updated><title type='text'>NOVAS TENDÊNCIAS</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg8JLaRqhI/AAAAAAAAAHQ/zKZ72MBQJgk/s1600-h/pen1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334579886999841298" style="margin: 0pt 10px 20px 0pt; 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Ao quebrar graficamente o verso, um poeta como Mallarmé verificou que o espaço em branco da página podia ser usado não só como simples suporte gráfico, mas também, e principalmente, como material significativo. Marinetti, em seus influentes desafios na década de 1900, não ignorou essas novas possibilidades. Apollinaire também experimentou, cerca de dez anos depois, o rompimento com o discurso lógico-discursivo e, ao integrar o grupo de poetas chamados dadaístas, usou o caligrama, texto de palavras e letras dispostas em forma de figuras que representassem o motivo central. O emprego da página e dos meios gráfico-visuais apareceu, aproximadamente na mesma época, nas obras do russo Maiakovski e do português Mário de Sá-Carneiro.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 36pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Ezra Pound, ao iniciar a série de seus Cantos (1925-1948), pôs em foco, como elemento poético, o ideograma chinês estudado por Ernest F. Fellonosa. O processo do ideograma, numa língua sintética como a chinesa, tem por base a fusão, num só signo, de vários elementos significantes, e a tentativa de aplicar esse princípio às línguas ocidentais levou à fusão de palavras e às aglutinações e montagens vocabulares. Desse modo o poeta poderia, em linguagem supostamente mais concretizada, transmitir o máximo com o mínimo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 36pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;Até meados do século XX (seus Poemas datam de 1922-1954), e E. Cummings igualmente aboliu o verso e passou a usar letras minúsculas e maiúsculas em busca da visualização, também figurativa, dos objetos e motivos poéticos recriados. Suas preocupações incluíam a criação de nova ortografia para a poesia. Paralelamente, as experiências de poesia sem verso continuaram como sintoma da variada busca de uma nova linguagem poética. Nas últimas décadas do século XX, novas tendências manifestaram-se. Algumas vinculam a poesia a novas tecnologias e meios de comunicação. A experimentação de veículos como o poema cartaz, o poema postal, o holopoema (poema em holografia), entre outros, representam tentativas de adequar a arte poética a um mundo em constante mutação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 36pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-5513610434558223167?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5513610434558223167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5513610434558223167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/novas-tendencias.html' title='NOVAS TENDÊNCIAS'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg8JLaRqhI/AAAAAAAAAHQ/zKZ72MBQJgk/s72-c/pen1.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-3869638362785664697</id><published>2009-05-28T17:12:00.000-07:00</published><updated>2009-11-29T13:29:50.889-08:00</updated><title type='text'>POESIA MODERNA E FIM DAS ESCOLAS</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt; 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 &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg9kNS1pTI/AAAAAAAAAHg/OOeDkgARRkY/s1600-h/desvendando-os-segredos-da-bib.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334581450873611570" style="margin: 0pt 10px 20px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 155px; height: 420px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg9kNS1pTI/AAAAAAAAAHg/OOeDkgARRkY/s320/desvendando-os-segredos-da-bib.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No início do século XX, a poesia passou por outras alterações formais. Os poetas, de um modo geral, abandonaram a filiação a escolas e passaram a responsabilizar-se por suas próprias concepções e técnicas. Apesar disso, na Itália, Marinetti lançou as bases do futurismo, que serviu para chamar a atenção dos escritores para muitas das mudanças do século.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-family: arial;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="text-indent: 36pt; text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;O verso branco, sem rima, reapareceu com pretensões revolucionárias, desta vez sem métrica ou ritmo obrigatórios. Na França, Mallarmé foi dos primeiros a abolir a rima, a métrica e até mesmo a sintaxe convencional do verso. Na língua inglesa, as revoluções ainda do século XIX -- tanto de Whitman como de Gerard Manley Hopkins, na liberdade rítmica, e de Poe, na racionalidade e concepção do poema -- marcaram a fundo os caminhos da criação poética no século XX, como os de Dylan Thomas, de Wystan Hugh Auden e T. S. Eliot, ou de Ezra Pound, William Carlos Williams e e. e. cummings.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fatos semelhantes ocorreram na Itália de Montale e Ungaretti, na Alemanha de Rilke e Georg Trakl, na Rússia de Maiakovski, em Portugal -- onde o gênio múltiplo de Fernando Pessoa é, em uma de suas faces (Álvaro de Campos), de influência whitmaniana, e em outra (Ricardo Reis) recupera um filão de lirismo que remonta a Horácio --, na Espanha e na América espanhola, no Brasil do modernismo e em dezenas de outros países de tradição literária.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;    &lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg9kNS1pTI/AAAAAAAAAHg/OOeDkgARRkY/s1600-h/desvendando-os-segredos-da-bib.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-3869638362785664697?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3869638362785664697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3869638362785664697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/poesia-moderna-e-fim-das-escolas.html' title='POESIA MODERNA E FIM DAS ESCOLAS'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg9kNS1pTI/AAAAAAAAAHg/OOeDkgARRkY/s72-c/desvendando-os-segredos-da-bib.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-549788208130385235</id><published>2009-05-28T16:34:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:16:52.153-08:00</updated><title type='text'>Machado de Assis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8jtyAp11I/AAAAAAAAALQ/i_aZpB_GGLA/s1600-h/200px-MarcFerrez_MachadodeAssis.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8jtyAp11I/AAAAAAAAALQ/i_aZpB_GGLA/s320/200px-MarcFerrez_MachadodeAssis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341026952510297938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt; 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Sua extensa obra constitui-se de nove romances e nove peças teatrais, 200 contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas. Machado assumiu cargos públicos ao longo de toda sua vida, passando pelo Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, Ministério do Comércio e pelo Ministério das Obras Públicas. A obra ficcional de Machado de Assis tendia para o Romantismo em sua primeira fase, mas converteu-se em Realismo na segunda, na qual sua vocação literária obteve a oportunidade de realizar a primeira narrativa fantástica e o primeiro romance realista brasileiro &lt;st1:personname productid="em Mem￳rias P￳stumas" st="on"&gt;em &lt;i&gt;Memórias Póstumas&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; de Brás Cubas&lt;/i&gt; (sua magnum opus). Ainda na segunda fase, Machado produziu obras que mais tardeo colocariam como especialista na literatura em primeira pessoa (como &lt;st1:personname productid="em Dom Casmurro" st="on"&gt;em &lt;i&gt;Dom  Casmurro&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, onde o narrador da obra também é seu protagonista). Como jornalista, além de repórter, utilizava os periódicos para a publicação de crônicas, nas quais demonstrava sua visão social, comentando e criticando os costumes da sociedade da época, como também antevendo as mutações tecnológicas que aconteceriam no século XX, tornando-se uma das personalidades que mais popularizou o gênero no país. Mesmo sem ter acesso a cursos regulares, empenhou-se em aprender e se tornou um dos maiores intelectuais do país, ainda muito jovem. &lt;st1:personname productid="Em S￣o Crist￳v￣o" st="on"&gt;Em São  Cristóvão&lt;/st1:personname&gt;, conheceu a senhora francesa Madamme Gallot, proprietária de uma padaria, cujo forneiro lhe deu as primeiras lições de francês, que Machado acabou por falar fluentemente, tendo traduzido o romance &lt;i&gt;Os Trabalhadores do Mar&lt;/i&gt;, de Victor Hugo, na juventude. Também aprendeu inglês, chegando a traduzir poemas deste idioma, como &lt;i&gt;O Corvo&lt;/i&gt;, de Edgar Allan Poe. Posteriormente, estudou alemão, sempre como autodidata.De origem humilde, Machado de Assis iniciou sua carreira trabalhando como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Oficial, cujo diretor era o romancista Manuel Antônio de Almeida. Em 1855, aos quinze anos, estreou na literatura, com a publicação do poema "&lt;i&gt;Ela&lt;/i&gt;" na revista Marmota Fluminense. Continuou colaborando intensamente nos jornais, como cronista, contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como intelectual antes mesmo de se firmar como grande romancista. Machado conquistou a admiração e a amizade do romancista José de Alencar, principal escritor da época. Era, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;no dizer do historiador literário Marques da Cruz, "&lt;i&gt;ponderado e honesto. Sóbrio na vida e no estilo&lt;/i&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="mw-headline"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Produção literária&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="1" cellpadding="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt; width: 168.75pt;" width="225"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Romance&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt; width: 168.75pt;" width="225"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Poesia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt; width: 168.75pt;" width="225"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Contos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt; width: 168.75pt;" width="225"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Teatro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ressurreição&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1872)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Crisálidas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; 1864)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Contos Fluminenses&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1870)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Hoje avental, amanhã luva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1860)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A mão e a luva&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1874)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Falenas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1870)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Histórias da Meia-Noite&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1873)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Queda que as mulheres têm para os tolos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1861)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Helena&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1876)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Americanas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1875)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Papéis Avulsus&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1882)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Desencantos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1861)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Iaiá Garcia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1878)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ocidentais&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1880)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Histórias sem Data&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1884)&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O caminho da porta&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1863)&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Memórias Póstumas de Brás Cubas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1881)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Poesias completas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1901)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Várias Histórias&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;,&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;1896)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O protocolo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;1863)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Casa Velha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1885)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Páginas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Recolhidas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1899)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Teatro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;1863)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quincas Borba&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1891)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Relíquias da Casa &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Velha&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1906) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Quase ministro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;1864)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dom Casmurro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1899) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os deuses de casaca&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;1866)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Esaú e Jacó&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1904) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tu, só tu, puro amor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;1880)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Memorial de Aires&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1908) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não consultes médico&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;1896)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 1.5pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Lição de botânica&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;, 1906)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="Alguns_contos"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="mw-headline"  style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Alguns contos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Carteira&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Contos Fluminenses&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Miss Dollar&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Contos Fluminenses&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Alienista&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Papéis Avulsos&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Teoria do Medalhão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Papéis Avulsos&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A Chinela Turca&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Papéis Avulsos&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Na Arca&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Papéis Avulsos&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;D. Benedita&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Papéis Avulsos&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Segredo do Bonzo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Papéis Avulsos&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Anel de Polícrates&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; (conto do livro &lt;i&gt;Papéis Avulsos&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Empréstimo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; (conto do livro &lt;i&gt;Papéis Avulsos&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name="Academia_Brasileira_de_Letras"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-549788208130385235?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/549788208130385235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/549788208130385235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/machado-de-assis.html' title='Machado de Assis'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8jtyAp11I/AAAAAAAAALQ/i_aZpB_GGLA/s72-c/200px-MarcFerrez_MachadodeAssis.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-5216366277106788088</id><published>2009-05-28T16:24:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:16:49.806-08:00</updated><title type='text'>Di Cavalcante</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8dz3wkehI/AAAAAAAAALI/IP0lnzRTcqM/s1600-h/di_cavalcanti_01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; 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Teve seu trabalho publicado pela primeira vez em uma revista, em 1914. Realizou sua primeira mostra individual em 1917, como desenhista; era então na opinião de Mário de Andrade, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;o menestrel dos tons velados&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, e utilizava como meio de expressão predileto o pastel, evocando figuras femininas "de angelitude então em voga". Em 1921 realizou sua primeira exposição de pinturas e em seguida presenciou a Semana de Arte Moderna, ao que parece originada de uma sugestão de Di Cavalcanti e Paulo Prado. Compareceu com 12 obras nas quais se observa certa persistência de tendências passadas, como o Impressionismo e o Simbolismo, temperadas com algumas pitadas de Expressionismo. As críticas, como de costume a qualquer forma de mudança na arte da época, foram intensas e arrasadoras. Após a Semana, Di Cavalcanti embarcou para a Europa onde se dedicou exclusivamente à pintura e onde sofreu muitas influências no trabalho. Retornando ao Brasil realizou nova mostra e uma exposição individual. Mário de Andrade não poupou elogios aos seus trabalhos e à maneira explendida como mostrou o Brasil como ele é. Suas coisas, sua gente, sua alegria. A década de 40 foi o apogeu do talento de Di Cavalcanti, que se tornou um dos mais notáveis pintores brasileiros gerados pelo modernismo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-5216366277106788088?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5216366277106788088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/5216366277106788088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/di-cavalcante.html' title='Di Cavalcante'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8dz3wkehI/AAAAAAAAALI/IP0lnzRTcqM/s72-c/di_cavalcanti_01.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1980482951320028491</id><published>2009-05-28T16:15:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:16:47.890-08:00</updated><title type='text'>Anita Malfatti</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8bteL5A2I/AAAAAAAAAK4/orYfwX-04Wg/s1600-h/Anita+Malfatti.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 226px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8bteL5A2I/AAAAAAAAAK4/orYfwX-04Wg/s320/Anita+Malfatti.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341018151095698274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C07%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt; 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Em 1912 foi enviada para a Alemanha, a fim de cursar a Academia de Belas-Artes de Berlim, após curto estágio &lt;st1:personname productid="em Dresden. A" st="on"&gt;em Dresden. A&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;própria artista, em depoimento de 1939, assim descreveu esses primeiros tempos na Europa: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em Berlim continuei a busca e comecei a desenhar. Desenhei seis meses dia e noite. Um belo dia fui com um colega ver uma grande exposição de pintura moderna. Eram quadros grandes. Havia emprego de quilos de tintas, e de todas as cores. Um jogo formidável. Uma confusão, um arrebatamento, cada acidente de forma pintado com todas as cores. O artista não havia tomado tempo para misturar as cores, o que para mim foi uma revelação e minha primeira descoberta. Pensei: o artista está certo. A luz do sol é composta de três cores primárias e quatro derivadas. Os objetos se acusam só quando saem da sombra, isto é, quando envolvidos na luz. Tudo é resultado da luz que os acusa, participando de todas as cores. Comecei a ver tudo acusado por todas as cores. Nada neste mundo é incolor ou sem luz. Procurei o homem de todas as cores, Louis Corinth, e dentro de uma semana comecei a trabalhar na aula desse professor.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Após uma curta passagem pela Alemanha se dirigiu a Paris e retornou ao Brasil em 1914 quando realizou sua primeira exposição individual. Em 1917 após estudos feitos nos Estados Unidos realizou outra exposição. Criticas feitas ao seu trabalho por reacionário como Monteiro Lobato a desestabilizaram e sua obra declinou logo após. Seus trabalhos foram expostos na Semana de Arte Moderna de 1922 e em outras exposição onde foi premiada e consagrada.   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;Para Mário de Andrade, outro expoente do modernismo brasileiro: &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;foi ela, foram os seus quadros, que nos deram uma primeira consciência de revolta e de coletividade em luta pela modernização das artes brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Tahoma;font-size:100%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1980482951320028491?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1980482951320028491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1980482951320028491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/anita-malfatti.html' title='Anita Malfatti'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8bteL5A2I/AAAAAAAAAK4/orYfwX-04Wg/s72-c/Anita+Malfatti.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-3775957995371701708</id><published>2009-05-28T16:05:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:16:45.910-08:00</updated><title type='text'>Tarcila do Amaral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8Z3pmu6LI/AAAAAAAAAKw/GWByHx51GzM/s1600-h/tarcila+di+amaral.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 272px; height: 301px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8Z3pmu6LI/AAAAAAAAAKw/GWByHx51GzM/s320/tarcila+di+amaral.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341016126936508594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Tarsila do Amaral nasceu em Capivari, no interior do Estado de São Paulo. Estava perto dos trinta anos quando, em 1916, deu início à sua carreira de artista, tornando-se aluna dos escultores Zadig e Mantovani.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Em 1917 era aluna de Pedro Alexandrino, nada tendo feito que deixasse pressupor o altonível que atingiria sua pintura, anos mais tarde. Depois do curto estágio no ateliê do pin tor alemão Georg Fischer Elpons, em 1920 Tarsila seguiu para a Europa, cursando por algum tempo a Academia Julian, de Paris, e o ateliê de Émile Renard, retratista da moda. Certas figuras femininas de Tarsila, executadas por volta de 1922, em pálidas cores com predomínio de azuis, evocam diretamente o estilo desse mestre, o qual teve o mérito de encorajá-la em direção à modernidade. Em 1922, Tarsila expunha em Paris, no pacato Salão dos Artistas Franceses, uma pintura que evocava o passado, sem remeter ao futuro. Nesse mesmo ano, contudo, retornando ao Brasil, decidiu modificar sua orientação estética; ao mesmo tempo, ligou-se aos intelectuais que formavam o Grupo Klaxon: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti dei Picchia e Sérgio Buarque de Holanda, entre outros. Logo depois formou, com os três primeiros e Anita Malfatti, o Grupo dos Cinco, de vida efêmera; em 1923 encontrava-se de novo em Paris para estudar seriamente. Em janeiro de 1923, ainda sob a influência do Impressionismo, pintou Paquita, a Espanhola. Na obra seguinte — A Negra — já se acham algumas das características que marcam sua grande obra. Por essa época, a artista começou a freqüentar os ateliês dos principais mestres cubistas. Como escreveu Sérgio Milliet, em 1924, na Revista do Brasil, "André Lhote foi o seu primeiro mestre. Com ele conheceu a necessidade de uma reação contra o boichevismo impressionista. Lhote, pintor secundário, é excelente professor. Traço de união entre o cubismo e o academismo. Seu segundo mestre foi Fernand Léger. Mais um passo para a frente: mecanismo da vida moderna, assunto novo, síntese, ritmo, movimento. Quis, porém, conhecer os requintes da nova tendência e dirigiu-se a Albert Gleizes. Geometria, abstração do objeto, criação. Passou pelas três fases do cubismo. Convinham-lhe todas parcialmente. E continuou a ser Tarsila do Amaral". Ao mesmo tempo que seu espírito se abria e amadurecia, Tarsila conhecia Picasso e De Chirico, Brancusi, Manuel de Falia, Stravinsky, André Breton, Cendrars, John dos Passos e outros plasmadores da arte do século XX. Em 1924, durante uma viagem às cidades históricas de Minas Gerais, em companhia de Oswald de Andrade e do poeta Blaise Cendrars, Tarsila descobriu o Bra-sil: as obras que compôs nos anos seguintes constituem a fase "pau-brasil", da qual E. E. C. B. é altamente significativa. Tal fase resume-se, segundo Sérgio Milliet, em alguns poucos ingredientes: "As cores ditas caipiras, rosas e azuis, as flores de baú, a estilização geométrica das frutas e plantas tropicais, dos caboclos e negros, da melancolia das cidadezinhas, tudo isso enquadrado na solidez da construção cubista". Em 1926 Tarsila casou-se com Oswald de Andrade. Um dia, em 1928, surgiu-lhe, sem premeditação, um quadro diferente, início da chamada fase "antropofágica", na qual se situam seus quadros mais importantes. A própria Tarsila assim descreve o início dessa fase: "Eu quis fazer um quadro que assustasse o Oswald, uma coisa que ele não esperava. Aí é que vamos chegar no Abaporu. O Abaporu era figura monstruosa, a cabecinha, o bracinho fino, aquelas pernas compridas, enormes, e junto tinha um cacto, que dava a impressão de um sol, como se fosse também uma flor. Oswald ficou assustadíssimo e perguntou: ‘Mas o que é isso? Que coisa extraordinária!’ Ele telefonou para o Raul Bopp: ‘Venha imediatamente aqui, que é para você ver uma coisa!’ Raul Bopp foi lá no meu ateliê, na rua Barão de Piracicaba, assustou-se também. Oswald disse: ‘Isso é como se fosse selvagem, uma coisa do mato’, e o Bopp concordou. Eu quis dar um nome selvagem também ao quadro e dei Abaporu, palavra que encontrei no dicionário de Montoya, da língua dos índios. Quer dizer ‘antropófago’ ". Baseando-se nessa obra, Oswald de Andrade elaborou toda uma teoria, da qual a Revista de Antropofagia seria o órgão oficial. Em 1931 Tarsila viajou para a União Soviética, chegando a realizar, em Moscou, uma exposição individual; ao regressar, impressionada com o que lá observara, pintou alguns quadros de tema social, entre eles duas obras-primas: Operários e 2•a Classe. Essa fase social pouco duraria, pois logo em seguida a artista retornou à sua temática caipira, agora resolvida num espírito talvez mais lírico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Tais retornos de Tarsila a fases anteriores tornaram-se habituais: em 1946, pintL ras como Primavera ou Praias retomavam "o gigantismo onírico da fase antropofágica, agora imersa num lirismo novo, pontilhista quase, em meios tons"; Fazenda outras obras feitas após 1950 de novo apresentam "as tônicas da fase pau-brasil no colorido de baú, porém sensivelmente suavizado". Na verdade, concluída sua fase social dos anos 30, Tarsila repetia-se Sua última grande obra — o mural Procissão do Santíssimo em São Paulo no Século XVIII — foi-lhe encomendada em l95~ pelo Governo do Estado de São Paulo. Tarsila do Amaral faleceu a 17 de janeiro de 1973, deixando obra relativamente pequena: cerca de 250 óleos, meia dúzia de esculturas, três gravuras e umas poucas centenas de desenhos, conforme o recenseamento levado a cabo por sua biógrafa Aracy Amaral. Uma das precursoras do que se poderia chamar de pintura nacional brasileira, Tarsila soube emprestar a seus temas um lirismo intenso, adaptando formas e cores brasileiras à severa disciplina cubista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-3775957995371701708?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3775957995371701708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/3775957995371701708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/tarcila-do-amaral.html' title='Tarcila do Amaral'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8Z3pmu6LI/AAAAAAAAAKw/GWByHx51GzM/s72-c/tarcila+di+amaral.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1191448183044774011</id><published>2009-05-28T15:31:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:16:44.696-08:00</updated><title type='text'>José de Alencar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8S4K_quVI/AAAAAAAAAKY/VFSQz5Eo-QM/s1600-h/jose_de_alencar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8S4K_quVI/AAAAAAAAAKY/VFSQz5Eo-QM/s320/jose_de_alencar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341008439318067538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;José Martiniano de Alencar nasceu em Mecejana, perto de Fortaleza, Ceará, em 1.º de maio de 1829. Com 1 ano de vida a família de Alencar se mudou para o Rio de Janeiro.  Em 1840, ele estava matriculado no colégio de Instrução Elementar.  Seis anos mais tarde Ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo.  Em 1848, transferi-se para a Faculdade de Direito  de Olinda. Dois anos depois se forma em Direito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Em 1854, inicia no Rio de Janeiro, sua colaboração no Correio Mercantil. E em 1856, começa a trabalhar como redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro. Publica as Cartas sobre a confederação dos Tamoios. Polêmica com Gonçalves de Magalhães. Estréia na ficção com o romance Cinco minutos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Em 1857, publica com grande repercussão O guarani, primeiro em folhetins, depois em livro. Três anos depois falece o pai do escritor – José Martiniano de Alencar -, que fora revolucionário e político influente. Em 1861, elege-se deputado. Reeleito em várias legislaturas subseqüentes.  Em 1868 foi eleito Ministro da Justiça durante dois anos no Gabinete Conservado. Passado esses dois anos abandonou a carreira política, magoado com o imperador Pedro II. Vítima de tuberculose, viaja para a Europa, tentando curar-se. Falece no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Principais obras:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Romances:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O GUARANI, 4 vols., RJ Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1857. Publicado principalmente em folhetins, no Diário do Rio de Janeiro, sem o nome do autor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;CINCO MINUTOS,  RJ,  Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1857.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A VIUVINHA,  RJ,  Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1860.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;LUCÍOLA,  RJ,  Garnier, 1862. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;DIVA, RJ, Garnier , 1864.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;IRACEMA, RJ, Viana &amp; Filho, 1865.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;GAÚCHO,  2 vols., RJ, Garnier, 1870.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;A PATA DA GAZELA, RJ, Garnier, 1870.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;TRONCO DO IPÊ, 2 vols., RJ, Garnier, 1871.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;GUERRA DOS MASCATES, 2 vols., RJ, Garnier, 1871-1873.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;SONHOS D’OURO, 2 vols., RJ, Garnier, 1872. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;TIL, 4 vols., RJ, 1872.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ALFARRÁBIOS, (O GARATUJA, O ERMITÃO DA GLÓRIA, A ALMA DE LÁZARO), 2 vols., RJ, Garnier, 1873.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;UBIRAJARA, RJ, Garnier, 1874.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;SENHORA, 2 vols., RJ, Garnier, 1875.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;SERTANEJO, 2 vols., RJ, Garnier, 1875.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ENCARNAÇÃO, RJ, 1893.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teatro:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A NOITE DE SÃO JOÃO, RJ, Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1857.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;VERSO E REVERSO, RJ, Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1857.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O DEMÔNIO FAMILIAR, RJ, Soares &amp; Irmão, 1858.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;AS ASAS DE UM ANJO, RJ, Soares &amp; Irmão, 1860.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;MÃE, RJ, Paula Brito, 1862.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A EXPIAÇÃO, RJ, A. Cruz Coutinho, 1867.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;O JESUÍTA, RJ, Garnier, 1875. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O CRÉDITO,  Rev. Brasileira, RJ, 1893.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ensaios literarios:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Questões de Estilo”, ensaios literários, SP, 1847-1850.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Ao Correr da Pena”, crônicas semanais no Correio mercantil, RJ, 1854, SP. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tip. Alemã, 1874.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Cartas sobre a Confederação dos Tamoios”, RJ, Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1856.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Como e Porque Sou Romancista”, RJ, Leuzinger, 1893.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1191448183044774011?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1191448183044774011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1191448183044774011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/jose-de-alencar.html' title='José de Alencar'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sh8S4K_quVI/AAAAAAAAAKY/VFSQz5Eo-QM/s72-c/jose_de_alencar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-1493904888540924840</id><published>2009-05-10T17:34:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:16:41.410-08:00</updated><title type='text'>1 - Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Periodo colonial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;QUINHENTISMO (séc. XVI)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no começo da colonização. Possue idéias relacionadas ao Renascimento (termo usado para indicar o período da historia do mundo ocidental no fim do século XIII e meados do século XVII, que vivia o seu apogeu na Europa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Faz parte dessa fase a literatura jesuíta ou de catequese. &lt;b style=""&gt;Seu representante:&lt;/b&gt; Padre José de Anchieta, com seus poemas, autos, sermões, cartas e hinos. O principal &lt;u&gt;objetivo&lt;/u&gt; do padre, com sua produção literária, era catequizar os índios brasileiros&lt;b style=""&gt;. Outro&lt;/b&gt; &lt;b style=""&gt;representante&lt;/b&gt; desta época é Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral. Através de suas cartas e seu diário, elaborou uma literatura de Informação (de viagens) sobre o Brasil. O &lt;u&gt;objetivo&lt;/u&gt; de Caminha era informar o rei de Portugal sobre as características geográficas, vegetais e sociais do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;LITERATURA DE INFORMAÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Segmento do Quinhentismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;É a denominação das manifestações ocorridas em território brasileiro durante o século XVI.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Características básicas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Padrões estéticos medievais, principalmente nas crônicas de viagem (textos produzidos neste momento histórico e encaminhados a Portugal e Espanha).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Registro do      impacto da nova terra sobre o europeu (descobridor-observador)&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 216pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Principal&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; &lt;u&gt;representante:&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; Pero Vaz de Caminha (1450-1500) com sua carta a El-Rei Dom Manuel sobre o descobrimento do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Outros representantes:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; Pero de Magalhães Gândavo, Manuel da Nóbrega, José de Anchieta, Gabriel Soares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;BARROCO (séc. XVII)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Momento histórico:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O barroco se desenvolve no seguinte contexto histórico: após o processo de Reformas Religiosas, ocorrido no século XVI, a Igreja Católica havia perdido muito espaço e poder. Mesmo assim, os católicos continuavam influenciando muito o cenário político, econômico e religioso na Europa. A arte barroca surge neste contexto e expressa todo o contraste deste período: a espiritualidade e teocentrismo da Idade Média com o racionalismo e antropocentrismo do Renascimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Principais características:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Linguagem dramática: exagero no uso de figuras de linguagem, hipérboles (exagero numa idéia expressa. Ex: Rios te correrão dos olhos, se chorares!), metáforas (substituição de um termo por outro, criando uma dualidade de significado. Ex: Amor é um fogo.), anacolutos (frase quebrada-irregularidade gramatical. Ex: Eu, também me parece que as leio, mas vou sempre dizendo que não.) e antíteses (exposição de idéias opostas. Ex: “Já estou cheio de me sentir vazio”. Renato Russo);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Culto      exagerado da obra;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Dualismo de      idéias;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Culto do      contraste (bem-mal, Deus-Diabo...);&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Literatura      moralista;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;A busca da      novidade e da surpresa, o gosto da dificuldade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O índio      como tema literário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O BARROCO BRASILEIRO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Marco inicial no Brasil:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; poema épico Prosopopéia, de Bento Teixeira (1601).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo barroco português, porém, com o tempo, foi assumindo características próprias. A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidades auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Estas cidades eram ricas e possuíam uma intensa vida cultura e artística em pleno desenvolvimento. O principal representante do barroco mineiro foi o escultor e arquiteto Antônio Francisco de Lisboa também conhecido como Aleijadinho. Suas obras, de forte caráter religioso, eram feitas em madeira e pedra-sabão, os principais materiais usados pelos artistas barrocos do Brasil. Podemos citar algumas obras de Aleijadinho: Os Doze Profetas e Os Passos da Paixão, na Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Principais autores:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; Gregório de Matos (1636-1696), Bento Teixeira (1561-1618), Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711), Padre Antonio Vieira (1608-1697), frei Manuel de Santa Maria Itaparica (1704-1768). &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O período final do barroco (século XVIII) é chamado de &lt;b&gt;rococó&lt;/b&gt; e possui algumas peculiaridades, embora as principais características do barroco estão presentes nesta fase. No rococó existe a presença de curvas e muitos detalhes decorativos (conchas, flores, folhas, ramos). Os temas relacionados à mitologia grega e romana, além dos hábitos das cortes também aparecem com freqüência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;NEOCLASSISMO OU ARCADISMO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Surgimento:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O &lt;b&gt;Arcadismo&lt;/b&gt; é uma escola literária surgida na Europa no século XVIII. O nome dessa escola é uma referência à Arcádia&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:";" &gt;(morada do deus Pan), região bucólica do Peloponeso, na Grécia, tida como ideal de inspiração poética. No Brasil, o movimento árcade toma forma a partir da segunda metade do século XVIII.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Momento histórico:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Na Inglaterra e na França surge, em meado do século XVIII, uma burguesia que passa a dominar economicamente o estado, através de um vasto comércio ultramarino e da multiplicação de estabelecimentos bancários, assenhorando-se de uma parte da agricultura. &lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;A velha Nobreza arruina-se; a burguesia européia e seus valores sociais, políticos e religiosos se alastram.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Principais características:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Valorização      da vida bucólica e dos elementos da natureza;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Crítica a      vida nos centros urbanos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Uso de      apelidos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Idéias      iluministas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Revalorização      da cultura clássica;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Convencionismo      amoroso;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Idealização      do Sexo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Objetivismo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Sátira      Política;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Linguagem      Simples;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Uso dos      Versos decassílabos, sonetos e outras formas clássicas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Presos à      estética e à forma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O ARCADISMO NO BRASIL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o Arcadismo teve início no ano de 1768,&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:";" &gt;com a publicação do livro “Obras” de Cláudio Manuel da Costa&lt;/span&gt;. &lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Desenvolve-se na segunda metade do século XVIII, em pleno auge do ciclo do ouro na região de Minas Gerais. É também neste momento que ocorre a difusão do pensamento iluminista, principalmente entre os jovens intelectuais e artistas de Minas Gerais. Desta região, que fervia culturalmente e socialmente nesta época, saíram os grandes poetas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;As principais características do arcadismo&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; &lt;b style=""&gt;brasileiro:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Crítica a vida nos centros urbanos (fugere urbem = fuga &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;da cidade); &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Valorização da vida no campo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Uso de apelidos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Objetividade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Idealização da mulher amada;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Abordagem de temas épicos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Linguagem simples;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pastoralismo; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 43.5pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Fingimento poético.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Os principais autores árcades são&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;: &lt;span style=";font-family:";" &gt;Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antonio Gonzaga, Basílio da Gama, Silva Alvarenga e Frei José de Santa Rita Durão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O arcadismo terminou em 1836 e, abriu as portas para o Romantismo.&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Século XIX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";font-size:14;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;ROMANTISMO (SEC. XIX).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Momento histórico:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O século XIX foi agitado por fortes mudanças sociais, políticas e culturais causadas por acontecimentos do final do século XVIII: Revolução Industrial, Revolução Francesa, Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;As características principais&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Valorização das emoções; &lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Liberdade de criação; &lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Amor platônico;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Temas religiosos;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Individualismo, nacionalismo e história; &lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Período fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 54pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O ROMANTISMO NO BRASIL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;br /&gt;Inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy - Revista Brasiliense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza e nas questões sociais e políticas do país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa fase literária foi composta de três gerações: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;1ª Geração&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;  -&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;conhecida também como nacionalista ou indianista. &lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;Características: &lt;/u&gt;&lt;/b&gt;valorizaram dos temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como “bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. &lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;Escritores&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;2ª Geração&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultra-romântica. &lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;Características:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. &lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;Escritores&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;3ª Geração&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; - &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. Textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão no poema Navio Negreiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O Romantismo durou 45 anos, terminando em 1881, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;REALISMO (segunda metade do séc. XIX)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O &lt;b&gt;Realismo&lt;/b&gt; é um movimento artístico surgido na França, e cuja influência se estendeu a numerosos países europeus. Esta corrente aparece no momento em que ocorrem as primeiras lutas sociais, sendo também objeto de ação contra o capitalismo progressivamente dominador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O marco inicial do realismo na Literatura é o romance Madame Bovary, do francês Gustave Flaubert (1821-1880).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;REALISMO NO BRASIL&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;No Brasil, o realismo marca mais intensamente a literatura e o teatro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Literatura:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; O realismo manifesta-se na prosa. A poesia da época vive o parnasianismo. O romance é a principal forma de expressão, tornando-se veículo de crítica a instituições e à hipocrisia burguesa. A escravidão, os preconceitos raciais e a sexualidade são os principais temas, tratados com linguagem clara e direta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;br /&gt;O realismo atrai vários escritores, alguns antes ligados ao romantismo. O &lt;b style=""&gt;marco&lt;/b&gt; é a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, que faz uma análise crítica da sociedade da época. Ligados ao regionalismo destacam-se Manoel de Oliveira Paiva (1861-1892), autor de Dona Guidinha do Poço, e Domingos Olímpio (1860-1906), de Luzia-Homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Teatro:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Os problemas do cotidiano ocupam os palcos. O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem passa a ser coloquial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;Os principais autores:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; Estão romancistas realistas como Machado de Assis, que escreve Quase Ministro, e alguns românticos, como José de Alencar, com O Demônio Familiar, e Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), com Luxo e Vaidade. Outros nomes de peso são Artur de Azevedo (1855-1908), criador de comédias&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:";" &gt;e operetas como A&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:";" &gt;Capital Federal e O Dote.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;Outros escritores e dramaturgos:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; Artur de Azevedo, Quintino Bocaiúva e França Júnior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -2.75pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Características:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul style="margin-top: 0cm; text-align: justify;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Veracidade:      Despreza a imaginação romântica;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Contemporaneidade:      descreve a realidade;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Retrato      fiel dos personagens: caráter, aspectos negativos da natureza humana;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Gosto pelos      detalhes: Lentidão na narrativa;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Materialismo      do amor: Mulher objeto de prazer/adultério;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Denuncia      das injustiças sociais;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Determinismo      e relação entre causa e efeito;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Linguagem      próxima a realidade: simples,natural,clara e equilibrada.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;Comparação Realismo X Romantismo&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:";font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;table class="MsoNormalTable" style="text-align: left; margin-left: 0px; margin-right: 0px;" border="1" cellpadding="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Realismo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Romantismo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Distanciamento do   narrador&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Narrador em   primeira pessoa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Valoriza o que se   é&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Valoriza o que se   idealiza e sente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Crítica direta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Crítica indireta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Objetividade&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Sentimentos à flor   da pele&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Textos, às vezes, &lt;i&gt;sem   censura.&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Textos geralmente &lt;i&gt;respeitosos&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Imagens sem   fantasias, reais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Imagens   fantasiadas, perfeitas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Aversão ao Amor   platônico&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Amores platônicos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Mistura de épico e   lírico nos textos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Separação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Cosmopolita&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="padding: 0.75pt;"&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Ufanista/Nacionalista&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;NATURALISMO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;É a radicalização do Realismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Características:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;1)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; Arte vinculada às novas teorias científicas e ideológicas européias (Evolucionismo, Positivismo, Determinismo, Socialismo, Medicina Experimental). Daí o outro nome do movimento, criado por Zola: romance experimental. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;2)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; Todas as características do Realismo - menos a análise psicológica. Esta é substituída por variações deterministas que transformam os personagens em fantoches de destinos pré-estabelecidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;3)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; Cientificismo sociológico e biológico. O sociológico é dado pelo determinismo do meio e do momento. O biológico pelo determinismo de raça e dos temperamentos e caracteres herdados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;4)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt; Personagens patológicos. Para provar suas teses, os escritores naturalistas são obrigados muitas vezes a apresentar protagonistas doentios, criminosos, bêbados, histéricos, maníacos&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Semelhanças e diferenças entre Naturalismo e Realismo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Realismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Naturalismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; apresentam semelhanças e diferenças entre si. O &lt;b style=""&gt;Realismo&lt;/b&gt; retrata o homem interagindo com seu meio social, enquanto o &lt;b style=""&gt;Naturalismo&lt;/b&gt; mostra o homem como produto de forças “naturais”, desenvolve temas voltados para a análise do comportamento patológico do homem, de suas taras sexuais, de seu lado animalesco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O NATURALISMO NO BRASIL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;As primeiras idéias renovadoras surgem na década de 1870, no Recife, através da ação de Tobias Barreto e Sílvio Romero. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Em 1881 aparecem O mulato, de Aluísio Azevedo e Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Ainda que não sigam de todo os modelos europeus, as obras são respectivamente consideradas as inauguratórias da estética naturalista e realista no país.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Semelhanças e diferenças entre Naturalismo e Realimo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;O &lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Realismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Naturalismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; apresentam semelhanças e diferenças entre si. O &lt;b style=""&gt;Realismo&lt;/b&gt; retrata o homem interagindo com seu meio social, enquanto o &lt;b style=""&gt;Naturalismo&lt;/b&gt; mostra o homem como produto de forças “naturais”, desenvolve temas voltados para a análise do comportamento patológico do homem, de suas taras sexuais, de seu lado animalesco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Outros escritores brasileiros que merecem destaque&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;: Adolfo Caminha, Inglês de Souza, Horacio de Carvalho, Julio Ribeiro e Raul Pompéia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1569699626495705007-1493904888540924840?l=literatusbrasilis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1493904888540924840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1569699626495705007/posts/default/1493904888540924840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://literatusbrasilis.blogspot.com/2009/05/1-quinhentismo-barroco-arcadismo.html' title='1 - Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo.'/><author><name>Jannygyn</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_m46T0YIy_Sg/Sgg_IVsTAJI/AAAAAAAAAHo/NuDT5stD11k/S220/SDC10025.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1569699626495705007.post-4076343551120618819</id><published>2009-05-09T17:11:00.000-07:00</published><updated>2009-11-21T16:16:35.985-08:00</updated><title type='text'>2 - Parnasianismo, Simbolismo, Pré-Modernismo, Modernimo.</title><content type='html'>&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUsuario%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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 &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Movimento literário de origem francesa, que representou na poesia o espírito positivista e científico da época, surgindo no século XIX em oposição ao romantismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Características:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Preocupação formal;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Comparação da poesia com as artes plásticas&lt;b&gt;, &lt;/b&gt;principalmente com a escultura;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Referências a elementos da mitologia grega e latina;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Preferência por temas descritivos (cenas históricas, paisagens); &lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Enfoque sensual da mulher (davam ênfase na descrição de suas características físicas);&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Habilidade na criação dos versos;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Vocabulário culto;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Objetivismo;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Universalismo;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family:Symbol;"&gt;&lt;span style=""&gt;·&lt;span style=";font-family:";font-size:7;"  &gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;Apego à tradição clássica.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;PARNASIANISMO NO BRASIL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:";" &gt;No Brasil, o parnasianismo chegou na segunda metade do século XIX e teve força até o movimento modernista (Semana de Arte Moderna de 1922). As influências iniciais foram Gonçalves Crespo e Artur de Oliveira, este o principal propagandista do movimento a partir de 1877, quando chegou de uma estada &lt;st1:personname productid
